Emir Sader: Por que a Folha mente

16 de abril de 2010 às 11:56

Emir Sader: Por que a Folha mente

16/04/2010

por Emir Sader, no seu blog

As elites de um país, por definição, consideram que representam os interesses gerais do mesmo. A imprensa, com muito mais razão, porque está selecionando o que considera essencial para fazer passar aos leitores, porque opina diariamente em editoriais – e em matérias editorializadas, que não separam informação de opinião, cada vez mais constantes – sobre temas do país e do mundo.

A FSP, como exemplo típico da elite paulistana, é um jornal que passou a MENTIR abertamente, em particular desde o começo do governo Lula. Tendo se casado com o governo FHC – expressão mais acabada da elite paulistana -, a empresa viveu mal o seu fracasso e a vitória de Lula. Jogou-se inteiramente na operação “mensalão”, desatada por uma entrevista de uma jornalista tucana do jornal, que eles consideravam a causa mortis do governo Lula, da mesma forma que Carlos Lacerda,na Tribuna da Imprensa, se considerava o responsável pela queda do Getúlio.

Só que a história se repetiria como farsa. Conta-se que, numa reunião do comitê de redação da empresa, Otavio Frias Filho – herdeiro da empresa dirigida pelo pai -, assim que Lula ganhou de novo em 2006, dava voltas, histérico, em torno da mesa, gritando “Onde é que nós erramos, onde é que nós erramos”, quando o candidato apoiado pela empresa, Alckmin, foi derrotado.

O jornal entrou, ao longo da década atual, numa profunda crise de identidade, forjada na década anterior, quando FHC apareceu como o representante mor da direita brasileira, foi se isolando e terminou penosamente como o político mais rejeitado do país, substituído pelo sucesso de Lula. Um presidente nordestino, proveniente dos imigrantes, discriminados em São Paulo, apesar de construir grande parte da riqueza do estado de que se apropria a burguesia. Derrotou àquele que, junto com FHC, é o político mais ligado à empresa – Serra -, que sempre que está sem mandato reassume sua coluna no jornal, fala regularmente com a direção da empresa, aponta jornalistas para cargos de direção – como a bem cheirosa jornalista brasiliense, entre outros – e exige que mandem embora outros, que ele considera que não atuam com todo o empenho a seu favor.

O desespero se apoderou da direção do jornal quando constatou não apenas que Lula sobrevivia à crise manipulada pelo jornal, como saía mais forte e se consolidava como o mais importante estadista brasileiro das últimas décadas, relegando a FHC a um lugar de mandatário fracassado. O jornal perdeu o rumo e passou a atuar de forma cada vez mais partidária, perdendo credibilidade e tiragem ano a ano, até chegar à assunção, por parte de uma executiva da empresa, de que são um partido, confissão que não requer comprovações posteriores. Os empregados do jornal, incluídos todos os jornalistas, ficam assim catalogados como militantes de um partido (tucano, óbvio) político, perdendo a eventual inocência que podiam ainda ter. Cada edição do jornal, cada coluna, cada notícia, cada pesquisa cada editorial, ganharam um sentido novo: orientação política para a (debilitada, conforme confissão da executiva) oposição.

Assim, o jornal menos ainda poderia dizer a verdade. Já nunca confessou a verdade sobre a conclamação aberta à ditadura e o apoio ao golpe militar em 1964 – o regime mais antidemocrático que o país já teve -, do que nunca fez uma autocrítica. Menos ainda da empresa ter emprestado seus carros para operações dos órgãos repressivos do regime de terror que a ditadura tinha imposto, para atuar contra opositores. Foi assim acumulando um passado nebuloso, a que acrescentou um presente vergonhoso.

Episódios como o da “ditabranda”, da ficha falsa da Dilma, da acusação de que o governo teria “matado” (sic) os passageiros do avião da TAM, o vergonhoso artigo de mais um ex-esquerdista que o jornal se utiliza contra a esquerda, com baixezas típicas de um renegado, contra o Lula, a manipulação de pesquisas, o silêncio sobre pesquisas que contrariam as suas (os leitores não conhecem até hoje, a pesquisa da Vox Populi, que contraria a da FSP que, como disse um colunista da própria empresa, era o oxigênio que o candidato do jornal precisava, caso contrário o lançamento da sua candidatura seria “um funeral” (sic). Tudo mostra o rabo preso do jornal com as elites decadentes do país, com o epicentro em São Paulo, que lutam desesperadamente para tentar reaver a apropriação do governo e do Estado brasileiros.

Esse desespero e as mentiras do jornal são tanto maiores, quanto mais se aprofunda a diminuição de tiragem e a crise econômica do jornal, que precisa de um presidente que tenha laços carnais com a empresa e teria dificuldades para obter apoios de um governo cuja candidata é a atacada frontalmente todos os dias pelo jornal.

Por isso a FOLHA MENTE, MENTE, MENTE, DESESPERADAMENTE. Mentirá no fim de semana com nova pesquisa, em que tratará de rebater, com cifras manipuladas – por exemplo, como sempre faz, dando um peso desproporcional a São Paulo em relação aos outros estados -, a irresistível ascensão de Dilma, que tratará de esconder até onde possa e demonstrar que o pífio lançamento de Serra o teria catapultado às alturas. Ou bastaria manter a seu candidato na frente, para fortalecer as posições do partido que dirigem.

Mas quem acredita na isenção de uma pesquisa da Databranda, depois de tudo o que jornal fez, faz e fará, disse, diz e dirá, como partido assumido de oposição? Ninguem mais crê na empresa da família Frias, só mesmo os jornalistas-militantes que vivem dos seus salários e os membros da oposição, com a água pelo pescoço, tentando passar a idéia de que ainda poderiam ganhar a eleição.

Alertemos a todos, sobre essa próxima e as próximas mentiras da Folha, partido da oposição, partido das elites paulistas, partido da reação conservadora que quer voltar ao poder no Brasil, para mantê-lo como um país injusto, desigual, que exclui à maioria da sua população e foi governado para um terço e não para os 190 milhoes de habitante.

Por isso a FOLHA MENTE, MENTE, MENTE, DESESPERADAMENTE.

Fonte: VioMundo

India Times: Lula, “o cara”

Brasília — Recentemente, a secretária de Estado dos Estados Unidos Hillary Clinton pressionou o presidente brasileiro Lula da Silva para que o Brasil se juntasse aos Estados Unidos na imposição de novas sanções contra o Irã. Lula rebateu Clinton dizendo que “não é prudente empurrar o Irã contra a parede”. Não é o que Clinton gostaria de ter ouvido de um país que tem um dos assentos não permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas e faz lobby por um assento permanente.

Subsequentemente, em Tel Aviv, Lula chocou líderes israelenses por se negar a visitar o túmulo do pai do sionismo, Theodore Herzl. Em maio, Lula vai ao Irã para se encontrar com o presidente Ahmadinejad, uma decisão que jornais dos Estados Unidos descreveram como “não representativa de um país que aspira ser considerado um igual entre os líderes do mundo”. Lula está agindo como um líder mundial?

Caçoado pelos comentaristas do Brasil por sua gramática imprecisa, Lula se tornou um hit no palco mundial com seu estilo de homem comum. Na cúpula financeira sobre a crise global em Londres, no ano passado, ao ver Lula o presidente Barack Obama gritou: “Lá está o meu cara. Eu amo esse cara. Ele é o político mais popular da terra”. As declarações de Obama foram feitas apenas alguns dias depois do brasileiro ter atribuído a crise global ao “comportamente irracional dos brancos de olhos azuis que antes da crise pareciam saber tudo sobre economia”. As declarações de Lula fizeram a elite brasileira ranger os dentes.

A nove meses de deixar o poder, Lula viaja o mundo atacando a ONU pelo “sistema de castas”, o mundo rico em Copenhagen e em campanha por um maior papel global para “poderes emergentes” e pregando o “diálogo” com o Irã. Isso fez alguns observadores ocidentais se perguntarem se ele está seguindo os passos de Hugo Chávez como “gladiador da batalha antiimperialista”.

Nada mais distante da realidade. Lula se tornou um herói em casa e um estadista no mundo por razões genuínas. No Brasil, sua taxa de aprovação está em 76%, um recorde para um presidente em fim de mandato. Sua conquistas domésticas foram sem precedentes: desde 2003, ele mais que dobrou o salário mínimo para o equivalente a 300 dólares, ajudou a tirar 20 milhões de brasileiros da pobreza e derrubou a dívida pública para 35% do PIB (de 55%). No ano passado, os reais brasileiros foram a quinta moeda com melhor performance do mundo, a inflação caiu para 4% e o país navegou pela crise econômica mundial quase sem danos.

Graças aos programas sociais de Lula, os maiores beneficiários do crescimento foram os pobres para os quais o presidente, que cresceu engraxando sapatos e dividindo um quarto com a mãe e oito irmãos, é um símbolo de esperança. A popularidade de Lula é tão grande que ele até recebeu crédito pela descoberta de petróleo na costa do Brasil.

O país pode se tornar em breve o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e Lula já anunciou planos para gastar a renda do petróleo com programas contra a pobreza.

Naturalmente, Lula cometeu erros. Houve escândalos no governo e ele tem sido criticado pela esquerda do Partido dos Trabalhadores por ter se movido “muito para o Centro”. Mas ninguém questiona sua maior conquista: o posicionamento do Brasil no mundo. Lula converteu o músculo econômico em influência global ao promover o comércio “sul-sul” e crescentes ligações políticas com países em desenvolvimento. O que explica suas posições sobre o Irã, com o qual o comércio do Brasil cresceu 40% desde 2003. A químic com Ahmadinejad é tão boa que Obama pediu ao Brasil que medie as relações do Irã com os Estados Unidos, algo que Lula adoraria fazer. Na passagem por Tel Aviv, Lula sugeriu “alguem com neutralidade” para mediar o processo de paz no Oriente Médio. E ele não queria dizer Tony Blair.

Uma vez caçoado pela elite que bebe caipirinha em Copacabana, que “temia” que Lula poderia envergonhar o Brasil no exterior, o ex-operário metalúrgico tem demonstrando um domínio sólido da política externa. Durante seu primeiro mandato, ele trabalhou por relações mais próximas com a Índia, a China e a África do Sul.

Hoje a China, não os Estados Unidos, é o maior parceiro comercial do Brasil. Jogando um papel crucial na criação da IBSA e da BASIC, dois grupos envolvendo o Brasil, a Índia, a China e a África do Sul, Lula se tornou a voz mais forte das nações emergentes em questões globais como as mudanças do clima e a crise financeira. Com o movimento dos não-alinhados morto, esses grupos se tornaram a voz da Ásia, da África e da América Latina em questões globais. Descrevendo Lula como “uma referência para os países emergentes e também para o mundo em desenvolvimento”, em 2009 um importante jornal francês escolheu Lula como “homem do ano”.

Lula é o homem do momento porque ele seguiu uma fórmula simples, a de reforçar a economia doméstica, desligando o sistema financeiro do Brasil dos Estados Unidos, cultivando relações com países emergentes e seguindo uma política externa independente. E é por isso que ele pode falar o que quer em qualquer assunto.

Chamem de sorte, mas a falta de líderes carismáticos em outras nações emergentes também ajudou. Hoje, a China e a Índia são lideradas por tecnocratas, não por líderes de massa, a África do Sul não produziu um líder conhecido desde Nelson Mandela e o presidente da Rússia Vladimir Putin não tem as credenciais democráticas. Neste cenário, Lula agarrou a oportunidade com as duas mãos. Um líder indiano com imaginação poderia ter escrito este papel para si próprio?

Fonte: viomundo, que teve como fonte Shobhan Saxena, Apr 9, 2010, 12.00am IST do Times da Índia, via twitter do Tão Gomes Pinto

Luís Nassif: o último suspiro de Serra

Luís Nassif: o último suspiro de Serra

Atualizado e Publicado em 18 de julho de 2009 às 23:38

18/07/2009 – 10:15

por Luís Nassif, em seu blog

Entenda melhor o que está por trás dessa escalada de CPIs, escândalos e tapiocas da mídia.

A candidatura José Serra naufragou. Seus eleitores ainda não sabem, seus aliados desconfiam, Serra está quase convencido, mas naufragou.

Política e economia têm pontos em comum. Algumas forças determinam o rumo do processo, que ganha uma dinâmica que a maioria das pessoas demora em perceber. Depois, torna-se quase impossível reverter, a não ser por alguma hecatombe – um grande escândalo.

O início da derrocada
O início da derrocada de Serra ocorreu simultaneamente com sua posse como novo governador de São Paulo. Oportunamente abordarei as razões desse fracasso.

Basicamente:

1. O estilo autoritário-centralizador e a falta de punch para a gestão. O Serra do Ministério da Saúde cedeu lugar a um político vazio, obcecado com a política rasteira. Seu tempo é utilizado para planejar maldades, utilizar a mão-de-gato para atingir adversários, jornalistas atacando colegas e adversários e sua tropa de choque atuando permanentemente para desestabilizar o governo.

2. Fechou-se a qualquer demanda da sociedade, de empresários, trabalhadores ou movimentos sociais.

3. Trocou programas e ideias pelo modo tradicional de fazer política: grandes gastos publicitários, obras viárias, intervenções suspeitíssimas no zoneamento municipal (comandado por Andrea Matarazzo), personalismo absurdo, a ponto de esconder o trabalho individual de cada secretário, uso de verbas da educação para agradar jornais. Ao contrário de Franco Montoro, apesar de ter alguns pesos-pesados em seu secretariado, só Serra aparece. Em vez de um estado-maior, passou a comandar um exército de cabos e sargentos em que só o general pode se pronunciar.

4. Abandonando qualquer veleidade de inovar na gestão, qual a marca de Serra? Perdeu a de bom gestor, perdeu a do sujeito aberto ao contato com linhas de pensamento diversas (que consolidou na Saúde), firmou a de um autoritário ameaçador (vide as pressões constantes sobre qualquer jornalista que ouse lhe fazer uma crítica).

5. No meio empresarial (indústria, construção civil), perdeu boa parte da base de apoio. O mercado o encara com um pé atrás. Setores industriais conseguem portas abertas para dialogar no governo federal, mas não são sequer recebidos no estadual. Há uma expectativa latente de guerra permanente com os movimentos sociais. Sobraram, para sua base de apoio, a mídia velha e alguns grandes grupos empresariais de São Paulo – mas que também (os grupos) vêem a candidatura Dilma Rousseff com bons olhos.

A rede de interesses
O PSDB já sabe que o único candidato capaz de surpreender na campanha é Aécio Neves. Deixou marca de boa gestão, mostrou espírito conciliador, tem-se apresentado como continuidade aprimorada do governo Lula – não como um governo de ruptura, imagem que pegou em Serra.

Será bem sucedido? Provavelmente não. Entre a herança autêntica de Lula – Dilma – e o genérico – Aécio – o eleitor ficará com o autêntico. Além disso, se Serra se tornou uma incógnita em relação ao financismo da economia, Aécio é uma certeza: com ele, voltaria com tudo o estilo Malan-Armínio de política econômica, momentaneamente derrotado pela crise global. Mas, em caso de qualquer desgaste maior da candidatura oficial, quem tem muito mais probabilidade de se beneficiar é Aécio, que representa o novo, não Serra, que passou a encarnar o velho.

Acontece que Serra tem três trunfos que estão amarrando o PSDB ao abraço de afogado com ele.

O primeiro, caixa fornida para bancar campanhas de aliados. O segundo, o controle da Executiva do partido. O terceiro, o apoio (até agora irrestrito) da mídia, que sonha com o salvador que, eleito, barrará a entrada de novos competidores no mercado.

Se desiste da candidatura, todos os que passaram a orbitar em torno dele terão trabalho redobrado para se recolocarem ante outro candidato. Os que deram apoio de primeira hora sempre terão a preferência.

Fica-se, então, nessa, de apelar para os escândalos como último recurso capaz de inverter a dinâmica descendente de sua candidatura. E aí sobressai o pior de Serra.

Ressuscitando o caso Lunus
Em 2002, por exemplo, a candidatura Roseana Sarney estava ganhando essa dinâmica de crescimento. Ganhara a simpatia da mídia, o mercado ainda não confiava em Serra. Mas não tinha consistência. Não havia uma base orgânica garantindo-a junto à mídia e ao eleitorado do centro-sul. E havia a herança Sarney.

Serra acionou, então, o Delegado Federal Marcelo Itagiba, procuradores de sua confiança no episódio que ficou conhecido como Caso Lunus – um flagrante sobre contribuições de campanha, fartamente divulgado pelo Jornal Nacional. Matou a candidatura Roseana. Ficou com a imagem de um chefe de KGB.

A dinâmica atual da candidatura Dilma Rousseff é muito mais sólida que a de Roseana.

1. É apoiada pelo mais popular presidente da história moderna do país.

2. Fixou imagem de boa gestora. Conquistou diversos setores empresariais colocando-se à disposição para conversas e soluções. O Plano Habitacional saiu dessas conversas.

3. Dilma avança sobre as bases empresariais de Serra, e Serra se indispôs com todos os movimentos sociais por seu estilo autoritário.

4. Grande parte dessa loucura midiática de pretender desestabilizar o governo se deve ao receio de que Dilma não tenha o mesmo comportamento pacífico de Lula quando atacada. Mas ela tem acenado para a mídia, mostrando-se disposta a uma convivência pacífica. Não se sabe até que ponto será bem sucedida, mas mostrou jogo de cintura. Já Serra, embora tenha fechado com os proprietários de grupos de mídia, tem assustado cada vez mais com sua obsessão em pedir a cabeça de jornalistas, retaliar, responder agressivamente a qualquer crítica, por mais amena que seja. Se já tinha pendores autoritários, o exercício da governança de São Paulo mexeu definitivamente com sua cabeça. No poder, não terá a bonomia de FHC ou de Lula para encarar qualquer crítica da mídia ou de outros setores da economia.

5. A grande aposta de Serra – o agravamento da crise – não se confirmou. 2010 promete ser um ano de crescimento razoável.

Com esse quadro desfavorável, decidiu-se apertar o botão vermelho da CPI da Petrobrás.

O caso Petrobras
Com a CPI da Petrobras todos perderão, especialmente a empresa. Há um vasto acervo de escândalos escondidos do governo FHC, da passagem de Joel Rennó na presidência, aos gastos de marketing especialmente no período final do governo FHC.

Todos esses fatos foram escondidos devido ao acordo celebrado entre FHC e José Dirceu, visando garantir a governabilidade para Lula no início de seu governo. A um escândalo, real ou imaginário, aqui se devolverá um escândalo lá. A mídia perdeu o monopólio da escandalização. Até que grau de fervura ambos os lados suportarão? Lá sei eu.

O que  dá para prever é que essa guerra poderá impor perdas para o governo; mas não haverá a menor possibilidade de Serra se beneficiar. Apenas consolidará a convicção de que, com ele presidente, se terá um país conflagrado.

Dependendo da CPI da Petrobras, aguarde nos próximos meses uma virada gradual da mídia e de seus aliados em direção a Aécio.

O blog do Nassif é aqui.

A chegada de Gilmau Mente ao inferno

Obra-prima do Poeta Popular Crispiniano Neto, tratando do julgamento de Gilmar Mendes, no inferno!

CORDEL: A chegada de Gilmau Mente ao inferno em carne e osso
1
Na onda da excomunhão
De uma vítima do mal,
Uma inocente estuprada
Que fez aborto legal,
A CPT resolveu
Excomungar o fariseu
Do Supremo Tribunal.
2

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Foi aí que os cristãos
Que defendem a igualdade,
A liberdade, a justiça,
A paz e a fraternidade
Viram que o certo é tirar
Da comunhão e do altar
Quem vive a fazer maldade!
3
Em vez de excomungar
Um médico que salva vida,
A mãe que defende a filha
E a criança agredida,
É melhor mandar por inferno
Algum fariseu moderno
Que odeia a classe oprimida!
4
Por exemplo, “Gilmau Mente”
Que ao Sinédrio comanda,
Que agora contra os Sem-Terra
Igual a jagunço anda:
O fuzil da lei em punho
Procurando um testemunho
Pra lascar Sem-Terra em banda!
5
Mas eis que se reuniram
Cristãos revolucionários,
Os profetas e o povão,
Teólogos e operários
Para julgar os pecados,
Do carrasco dos lascados,
Protetor dos salafrários.
6
Neste tribunal sentaram-se
Frei Betto, Dom Balduino,
O Frei Leonardo Boff
E o Dom Pelé, nordestino,
Irmã Ivone Gebara
Pra julgar, da peça rara,
Qual o seu novo destino.
7

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Padre Luis Couto esteve
Com Reginaldo Veloso
Analisando “Gilmau”
No seu jeitão mafioso,
Pra saber se o tal ministro
O direitoso sinistro
Era um ‘deus’ ou um tinhoso!
8
Quando eles pegaram a ficha
Do réu, rei de um tribunal,
Leram a reportagem que
Tem na Carta Capital
Viram que era duro o teste:
Mandar pra mansão celeste
Ou pra profunda infernal?
9
E começaram a fazer
Perguntas ao sinistrão.
Primeiro: por que morreu
Com balas de “trezoitão”
Andréia Paula Pedroso
Por ser contra um m afioso
Prefeito que é seu irmão…!
10
E por que participou
Da campanha eleitoral
De um irmão quando já era
“Advogado Geral”
E quatro anos à frente
Se já era presidente
Do Supremo Tribunal.
11
Perguntaram-lhe também
Qual a relação, enfim,
Com donos do frigorífico
Chamado “Grupo Bertin”
Por ser cartel condenado,
E com matadouro instalado
Na terra do irmão ruim?
12
Em seguida perguntaram
Por que não licitação
Para que o seu instituto
Ganhasse tanto milhão
Com contrato suspeitoso
Quando F.H. Cardoso
Governava essa nação?
13
E perguntaram também:
Pode explicar, seu moço,
Porque sua faculdade
Tem filé em vez de osso?
Pois o prefeitão/irmão,
Transformou tributação
Em bolsas que enchem seu bolso?
14
Outro perguntou, mostrando
Até um pouco de ânsia:
Por que mais de 30 ações
Contra o ódio e a ganância
Do prefeitão seu irmão
Morrem por inanição
Antes da primeira instância?
15
Aí outro perguntou
Ao ministro-presidente
Porque Daniel Dantas disse:
“Lá por cima é com a gente…”
E logo viu-se o “orelhão”
Co’os habeas corpus na mão,
Desavergonhadamente!
16

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E por que foi que o segundo
Habeas corpus do banqueiro
Saiu depois que a TV
Mostrou pra o Brasil inteiro
Um dos jagunços do chefe
Tentando comprar um PF
Com um saco de dinheiro?
17
E por que se empenhou tanto,
Com instinto de Caim
Pra tirar Paulo Lacerda
Do comando da ABIN?
E por que nunca provou
Que a ABIN lhe grampeou
Quem está mentindo, enfim?
18
Perguntaram-lhe também:
Responda rapidamente
Onde uma Suprema Corte
Concede ao mesmo “cliente”
Dois hábeas corpus fuleiros
Fabricados bem lige iros
Igual a cachorro-quente
19
Perguntaram-lhe também
Em qual país, finalmente,
Onde um poder se intromete
No outro cinicamente
Procurando ameaçar
Dizendo que vai chamar
“Às falas”, o presidente!
20
E como um advogado
Geral da própria União
Por incompetência perde
No tribunal, uma questão,
Esperneia a repetir
Que ninguém cumprir
Da Justiça, a decisão!
21
Quem diabo é Mário Chaer,
De consultor um Dublê?
Que é que sua empresa tem
A ver com a BrT?
E porque a AGU
Repassou tanto tutu
Para o seu IDP?
22
Perguntaram se mantinha
O seu dizer tão grosseiro
Chamando de manicômio
O Jurídico brasileiro
E porque seu voto às tontas
Contra investigar-se contas
De Maluf, no estrangeiro?

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23
Mas além de responder
Às perguntas dos jurados
O juiz fora-da-lei
Jurou deixá-los calados

Censurando a todo gás
Noticiários, jornais,
Fossem escritos ou falados…
24
Então viram que Gilmau,
É a própria encarnação
Das entranhas do poder
Dos Ravengars em ação
Que em cinco séculos de história
Rasgaram o livro da glória
Da memória da nação.
25
Que ele é fruto da corja
Dos primeiros degredados,
Dos invasores das naus,
Os de batina e os fardados
Que com a cruz e a espada
Deixaram a pátria estuprada
E os índios assassinados.
26
Tem gens dos capitães-mores
Das tristes capitanias,
Da extorsão extrativista,
Do esbulho das sesmarias,
Do látego no preto rosto,
Da sonegação de imposto,
Das ditaduras sombrias.
27
Que ele é a cara trágica
Da “derrama” e do Sivam,
Do Finor e do Proer,
Da Sudene e da Sudam,
Daslu, Gautama e Navalha,
De toda aquela canalha
Do Marka e Fontecidam.

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28
Foi aí que o Tribunal
Viu o perigo do moço…
Viu que o prato era indigesto,
Pura carne de pescoço
E decidiu com durezas
Mandá-lo pras profundezas
Do inferno em carne e osso!
29
Foi feita a excomunhão
Para acabar o chamego,
Pegaram vela, água benta,
Dente agudo de morcego,
Cachaça, veneno e lama
E foram fazer no Gama,
A “Sessão de Descarrego”.
30
Quando a sessão terminou
Estavam todos suados…
Logo o maldito chegou
Aos pés dos cães graduados…
Mas o Conselho Infernal
Achou “Gilmau” muito mal
Quando julgou seus pecados
31
Lúcifer tomou a frente
E com gesto varonil
Disse: o Brasil tá feliz;
Devolva-se este imbecil…
Reencarne alma perdida,
Vá infernizar a vida
Dos bons cristãos do Brasil!
32
Por isso “Gilmau” voltou;
E por isso hoje sofremos…
Da barca do Satanás,
Ele é quem comanda os remos
Dando as cartas, de verdade,
Pra tudo quanto é maldade
Dos tucanos e dos demos…

CPI da Petrobras. Causas e consequências

Paulo Henrique Amorim

Paulo Henrique Amorim

Por que o PSDB quer a CPI?
É para privatizar o pré-sal

16/maio/2009 11:25

Essa bandeira já derrotou muito tucano

A bandeira da campanha do Serra: o petróleo é vosso!

Saiu na Folha Online:

15/05/2009 – 13h35
Lula ataca PSDB por CPI da Petrobras e critica falta de patriotismo

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 13h57.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva partiu para o ataque contra os senadores do PSDB, que conseguiram criar hoje a CPI da Petrobras. Lula disse que não se intromete em assuntos do Congresso, mas afirmou que essa investigação foi articulada pelo PSDB.

“O governo não se intromete na atuação do Congresso Nacional, respeita a autonomia do Congresso, mas essa é uma CPI que não é do Congresso. É muito mais do PSDB”, disse ele hoje na Base Aérea de Brasília antes de embarcar para a Arábia Saudita.

O presidente atrelou a criação da CPI à crise econômica internacional e afirmou que era pouco patriótico fazer esse tipo de investigação no atual cenário. “Num momento de crise internacional, levantar uma CPI contra a Petrobras é ser pouco patriota, pouco responsável pelo país.”

O presidente afirmou que não acredita na existência de irregularidades na Petrobras que precisem ser investigadas. “O país não pode viver uma eterna CPI porque há outros meios de investigação.”

Os tucanos querem desmoralizar e desestabilizar a maior empresa brasileira para servir a seus patrões: os privatizadores. Fernando Henrique abriu a exploração aos grupos estrangeiros na esperança de destruir a Petrobrás e vendê-la. Fernando Henrique era a favor da privatização da Petrobrás. Ele e aquele que ele chama de “brilhante”, Daniel Dantas.

Daniel Dantas recebeu de Antonio Carlos Magalhães a incumbência de estudar a privatização da Petrobrás como forma de o PFL contribuir com o governo que se iniciava, o de Fernando Henrique Cardoso.

Como primeiro passo do marketing de privatização da Petrobrás, os cérebros que cercavam Fernando Henrique iam mudar o nome da empresa para “Petrobrax”, marca evidentemente mais globalizada…O sufixo “bras” provocava comichão em Fernando Henrique, que, em entrevista à Revista Piauí, qualificou a solenidade do 7 de Setembro de “uma palhaçada” (ele deve comemorar o 4, o 9 ou o 14 de Julho, em silêncio).

Na superfície, os senadores tucanos querem a CPI para salvar o mandato. O objetivo, porém, corre em águas profundas.

O que os tucanos querem é impedir que se crie uma nova agência estatal para administrar o pré-sal e, como na Noruega, através de um fundo de investimento, transferir os recursos para a educação.

Os tucanos, como os seus antecessores do PiG (*) fora do PiG (*), Assis Chateaubriand e Roberto Campos, estão a serviço do capital estrangeiro.

Tomara que a ministra Dilma Rousseff e o presidente Lula, nos palanques da campanha de 2010, digam assim, com todas as letras: o Serra vai privatizar a Petrobrás.

Paulo Henrique Amorim

Leia também:

Senado quer a CPI da Petrobrás. Que crime cometeu a Petrobrás?

(*) PiG: A Folha, o Globo e o Estadão, suas agências de informação e, sobretudo, a Rede Globo compõem o PiG.  Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Fonte: www2.paulohenriqueamorim.com.br

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Luis Nassif

Luis Nassif

16/05/2009 – 10:10

Uma CPI que envergonha

Coluna Econômica – 15/05/2009

Em seus tempos de oposição, o PT se valia do instrumento das CPIs para tentar desestabilizar o governo, especialmente depois que a desvalorização cambial liquidou com a blindagem política de Fernando Henrique Cardoso.

Lula eleito, PT no poder, o último partido a se integrar ao jogo político, pensava-se que se chegaria à maturidade. Ledo engano. O que o PSDB está aprontando com sucessivos pedidos de CPI envergonham o jogo político. Essa CPI da Petrobrás servirá apenas para atrapalhar a empresa, em um momento em que anuncia investimentos no pré-sal que correspondem a um quarto de todo o investimento do governo chinês para recuperar a economia chinesa.

***

A Petrobrás seguiu uma estratégia tributária legítima, a partir de uma Medida Provisória editada em 1999, logo após a maxidesvalorização do real.

Imagine uma operação de câmbio de dois anos, contratada no primeiro semestre do ano passado. Começa com um câmbio a R$ 1,60. Em dezembro, o câmbio vai a R$ 2,30, mas a operação continua, só será liquidada muito tempo depois. Hoje, essa mesma operação seria registrada com o câmbio a R$ 2,10. Daqui a alguns meses poderá estar a R$ 2,30 ou R$ 1,80.
Enquanto não liquida a operação, a empresa não sabe se ganhou ou perdeu.

O mesmo acontece com investimentos no exterior. Se a empresa tem ativos no exterior (fábricas, investimentos) o valor do investimento é convertido em reais, pela cotação de fechamento do câmbio. Se o câmbio se desvaloriza, digamos, 20%, o valor dos ativos será declarado por 20% a mais, em reais. A operação continuou a mesma, a geração de caixa a mesma, mas para efeito de balanço, parecia que a empresa teve um lucro equivalente ao aumento de 20% de seus ativos.

***

A MP editada em 1999, depois ratificada em 2001 – em pleno governo FHC – visava justamente desonerar as empresas de ganhos não reais, artificiais. Ela permitia às empresas optarem no balanço pelo conceito de competência ou de caixa – o de caixa mede apenas o que entra ou sai efetivamente do caixa.

***

Aí entram as interpretações discrepantes. A Receita diz que a opção deve ser no início do exercício fiscal – no caso, 1o de janeiro de 2008. Uma linha de tributaristas julga que pode-se fazer a opção no final do exercício, por uma razão muito simples. Se a opção é para evitar impactos artificiais do câmbio, como é que no início do ano vai-se saber o que ocorrerá com o câmbio no decorrer do ano?

Há várias instâncias de discussão, no âmbito do Conselho dos Contribuintes, da Justiça, em suas diversas instâncias. Como tantas discussões fiscais que ocorrem entre empresas e Fisco.

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Outro ponto de manipulação do noticiário foi o de que o total de redução do imposto pago chegou a R$ 4 bi. Não é verdade. Desse total, R$ 2 bilhões se referem a juros sobre capital (uma remuneração sobre o capital próprio que pode ser abatido dos resultados.

Como a Petrobrás tem passivos e ativos em dólares, a conta final chega a R$ 1 bi. Jamais a R$ 4 bi.

Em qualquer hipótese, não poderia servir de álibi a uma CPI que visa apenas prejudicar o país, em nome de interesses políticos menores.

Fonte: colunistas.ig.com.br/luisnassif/

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Luis Nassif

Luis Nassif

16/05/2009 – 10:29

CPI: uma questão de negócios

Juntando as peças:

1. A constatação do professor Ronaldo Bicalho é definitiva. Aqui está a explicação para essa CPI sem pé nem cabeça:

Ao intento óbvio de se criar dificuldade para o governo Lula, soma-se a clara manobra de enfraquecer a posição da empresa na negociação do novo marco regulatório para o pré-sal.

2. Depois lembrem-se que quem está na outra ponta, tentando assumir a criação e o controle da Petrosal é o senador Edison Lobão, afilhado do presidente do Senado José Sarney.

3. Finalmente, analise o papel de Sarney nesse jogo. Ou dos grupos brasileiros que entraram nessa área de prospecção e têm ampla influência, especialmente sobre a mídia carioca.

Do Portal Luís Nassif

Do Blog do Ronaldo Bicalho

A CPI da Petrobras e a irresponsabilidade sem limite

Colocar a maior empresa brasileira ao sabor das veleidades político-midiáticas em um momento de profunda crise econômica mundial caracteriza um tipo de comportamento que não tem nenhum outro compromisso que não seja alcançar o poder a qualquer custo.

Em um momento em que a empresa procura mobilizar todos os seus recursos para enfrentar os desafios da exploração do pré-sal, em um contexto econômico extremamente desfavorável, inserindo-se em um grande esforço de política anticíclica, criar uma CPI no Senado Federal tem como único objetivo inviabilizar qualquer tentativa de construir uma agenda positiva para o país.

Considerando o peso que os papéis da Petrobras têm no mercado de capitais brasileiro, as possibilidades para todo o tipo de manipulações a partir de vazamentos selecionados, boatos infundados, até mesmo da simples chantagem para auferir vantagens ilícitas, não têm limites.

Ao intento óbvio de se criar dificuldade para o governo Lula, soma-se a clara manobra de enfraquecer a posição da empresa na negociação do novo marco regulatório para o pré-sal. (continua)

Comentário

O grupo de Sarney, através de Edison Lobão, está tentando emplacar e assumir o domínio da nova empresa que surgirá, a tal Petrosal. Como foi o comportamento do Sanry em relação a esta CPI?

Do Estadão

Para evitar se desgastar, Sarney deu aval a tucanos

Presidente do Congresso avisou Planalto que não impediria oposição

Christiane Samarco e Eugênia Lopes

O desfecho da sessão de ontem, no Senado, quando foi criada a CPI da Petrobrás, teve o aval explícito do presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP). Mas se Sarney é o “pai” do fato consumado, a “mãe” é briga política entre PSDB e DEM, destravada com a decisão dos democratas de apoiar o ex-presidente para o comando do Senado, em fevereiro.

A rusga na oposição cresceu com o debate interno sobre a criação da CPI da Petrobrás: o DEM, liderado pelo senador Agripino Maia (RN), é majoritariamente contra a instalação imediata da comissão, enquanto a maioria dos tucanos tem pressa de abrir a investigação. “A maioria da minha bancada tem posição mais cautelosa de ouvir o presidente da Petrobrás primeiro”, explica Agripino.

Não foi por acaso que Sarney deu sinal verde a seu primeiro-vice, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), para que assumisse a presidência da sessão e fizesse a leitura do requerimento da CPI. Como presidente, Sarney seria o único que poderia tirar o vice da cadeira e impedir a leitura. Consultado por telefone, ele não só garantiu a Perillo que não iria ao Senado, como acrescentou que o tucano tinha legitimidade para proceder a leitura. Mais que isso: contou que avisara ao Planalto, na véspera, que não se desgastaria em um duelo com a oposição para evitar a CPI. (continua)

Por Ronaldo Bicalho

Nassif,

O posicionamento do senador José Sarney é o mais óbvio nesse jogo. Usar o controle do desenvolvimento de uma CPI para conseguir vantagens junto ao planalto é prática corriqueira do PMDB governista. E isto também vale para qualquer votação importante no parlamento. Esta é a parte mais visível do jogo, contudo não é a mais importante a desvendar.

(…) Dessa forma, colocar o foco sobre as armações costumeiras do PMDB ou sobre a perda de rumo do PSDB esconde os atores decisivos desta trama. Na verdade, tanto um quanto outro são fichinhas diante daqueles que realmente bancam o jogo.

Pode-se reduzir esse evento a nossa novelinha política e seus tradicionais personagens canastrões, porém, o problema dessa solução é que o programa é outro e inclusive passa em outro horário e em outro canal. (íntegra nos comentários).

Fonte: colunistas.ig.com.br/luisnassif/

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Os tucanos querem privatizar a “PetroBrax” e o pré-sal

Senadores que querem privatizar a Petrobras

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Paulo Henrique Amorim

Paulo Henrique Amorim

O que FHC fez para privatizar a Petrobras. A CPI quer fazer o que falta

19/maio/2009 8:34

Os tucanos querem sujar a mão na grana do pré-sal

Os tucanos querem

sujar a mão

na grana do pré-sal

. FHC, o Farol de Alexandria, aquele que iluminava a Antiguidade, fez o seguinte para privatizar a Petrobras:

. Aparelhou o Conselho de Administração da Petrobras e substituiu seis conselheiros por prepostos da iniciativa privada e de empresas internacionais de petróleo.

. O objetivo era cortar na carne da empresa, demitir, reduzir investimentos e demonstrar que a Petrobras não tinha competência  para administrar o monopólio da União.

. Um presidente, do período FHC, Francisco Gros, disse logo após a posse que a Petrobras passaria de empresa estatal a empresa privada de capital internacional.

. Dividiu a Petrobras em 40 subsidiárias, para privatizá-las, uma a uma.

. A privatização começaria com a Refinaria Alberto Pasqualini (*) no Rio Grande do Sul.

. Vendeu 36% das ações da Petrobras na Bolsa de Nova York por menos de 10% de seu valor real.

. Aprovou a Lei 9478/97 que contraria a Constituição e concede o petróleo – que deve ser da União – a quem o produz.

. Mudou o nome da Petrobras para Petrobrax, para vendê-la melhor nos países de língua inglesa.

Em tempo: os dados deste post foram extraídos de uma entrevista de Fernando Siqueira, presidente da Associação dos Engenheiro da Petrobras, ao Correio da Cidadania, de 20/jan/2009.

(*) Por falar neste grande líder trabalhista gaúcho, Alberto Pasqualini, vale lembrar, como fez o Azenha, a Carta Testamento de Vargas, quando diz: “A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculizada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente.”

Fonte: www2.paulohenriqueamorim.com.br

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Fernando Siqueira: a desmoralização da Petrobras

19/maio/2009 10:34

Por sugestão do amigo navegante Marco, o Conversa Afiada disponibiliza a entrevista de Fernando Siqueira feita para o programa Faixa Livre, em 18 de maio de 2009.

Siqueira é presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras) e, nesse programa, fala sobre os argumentos utilizados para a desmoralização da Petrobras (desde a época de FHC) e a pressão do lobby das multinacionais.

Clique aqui para ouvir a entrevista.

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PHA disse: Enviado ao Conversa Afiada pelo navegante Laet Luis Gaspar Meneses Lima de Oliveira:

Uma contribuição do navegante René Amaral:

Por sugestão do navegante Lucas:

O Corinthians e o preconceito contra Lula

Fonte: O Escrevinhador

Foi o leitor Plínio Teodoro quem me enviou o artigo de Marcelo Carneiro da Cunha, que reproduzo abaixo. Não conheço pessoalmente o autor. Mas concordo com quase tudo que ele diz – especialmente no que se refere a torcer pelo Corinthians…

O artigo foi escrito na semana em que Obama disse a famosa frase: “Lula é o cara”. Mas segue atual. Ainda mais depois de mais um título conquistado pelo alvi-negro, no último domingo.

LULA É O CARA

Marcelo Carneiro da Cunha

É dura a vida de colunista e escritor. Não adianta eu falar, insistir, berrar aqui nesse espaço ou onde mais me deixarem à solta. Tem que vir o Obama pra dizer em alto e bom inglês que o Lula é o cara, Lula is the man, e aí sim, a imprensa repete aos milhões, o Fernando Henrique tem um choque anafilático de tanta inveja e todo mundo cai na real.

Isso não significa que eu não tenha críticas ao Lula ou ao partido. Minha relação com eles é mais ou menos a que eu mantenho com as mulheres: gostaria que fossem muito diferentes, mas, olhem só as alternativas! Vivemos em um mundo real, com defeitos reais, consequências infelizes da nossa humanidade. Compreender esse mundo e governar para ele, tentando ao mesmo tempo torná-lo melhor, com direito a alguma quantidade de sonho, é o que diferencia um político competente de um estadista. E Lula é um estadista, o maior que já tivemos.

Eu acho que boa parte desse preconceito contra o Lula é preconceito mesmo, do ruim. Olhem o que eu ouvi ontem mesmo de uma moradora de um bairro nobre daqui. Ela explicou que não torce para o Corinthians, porque, afinal “tenho todos os meus dentes e conheço o meu pai”. Uffff.

Lula, por exemplo, que mal conheceu o pai, na infância, e não sei quanto aos dentes, mas sei quanto aos dedos, torce para o Corinthians. E eleger o Lula foi um momento sublime para os brasileiros porque ele representou a nossa aceitação de nós mesmos por nós mesmos, condição essencial para uma nação ser algo maior do que um mero país. Eleito, Lula nos libertou e o Brasil deu o salto que todos vivem, mesmo que não queiram ver.

Na América Latina, e eu leio a imprensa dos nossos vizinhos, Lula é idolatrado como um grande líder nacional, que ama seu povo e se dedica a defender os seus interesses, ao mesmo tempo em que tenta sinceramente ajudar e integrar os que nos rodeiam. Somos admirados por que passamos a nos levar a sério e deixamos de puxar o saco do primeiro mundo, como fazia o nosso pomposo FHC. Barramos espanhóis (inocentes, claro) na fronteira exigindo tratamento decente aos nossos viajantes que entram na Europa. Lula não tem medo de ninguém e exige estar no G-20, mas junto com o G-8, ou onde quer que se decida alguma coisa.

Lula ajudou Chávez a sobreviver e hoje o enche de elogios, enquanto sabota seus piores planos e ajuda o Brasil a vender e ganhar muito com a Venezuela. Garantiu o empate na quase guerra de araque entre Colômbia e Equador, fazendo o Brasil atuar como o líder que tem que ser. Lula abriu agências da Embrapa em países africanos, onde nossa biotecnologia tropical vai ajudar a combater a fome e criar uma agricultura moderna. Ele também decidiu que não vamos exportar petróleo do pré-sal, coisa de país atrasado, e sim derivados com alto valor agregado. Isso não é lá visão geopolítica e estratégica? Viajou aos países árabes, nunca antes assunto para nossos governantes e criou laços que hoje se transformam em comércio, bom para todos.

Aqui dentro, já que o Brasil também é assunto, manteve sim a política econômica anterior, mas lhe deu a direção social que faltava. E se alguém acha que isso foi coisa pouca, imaginem as pressões que Lula sofreu, às quais teve que resistir, enquanto a Argentina, aqui ao lado, experimentava heterodoxias com o Kirchner e crescia 10% ao ano. Imaginem o que foi para um ex-torneiro mecânico peitar toda a suposta elite econômica instalada nos principais veículos de comunicação, que tentavam dizer a ele para onde apontar o nariz e que aprendesse a obedecer ou o mundo iria cair, culpa dele. Quem resiste a tudo e segue firme no caminho em que acredita é um líder. L-Í-D-E-R. Acerta e erra, mas lidera.

O maior mérito do Brasil de hoje é nosso, do povo brasileiro. Fomos nós que soubemos mudar, acabar com o PFL, optar pelo moderno e, por isso, hoje nosso destino se divide entre dois partidos e projetos viáveis, PSDB e PT. Se os dois são viáveis, o PT é mais generoso, e por isso a minha escolha.

Provavelmente seguiremos crescendo e nos afirmando como nação moderna e emergente, capaz de alimentar a si e ao mundo, o que para mim já está uma beleza, obrigado. Mas, alguém aí ousa comparar o Lula a gente um tanto insípida, inodora e incolor, como Aécio, Serra e mesmo a Dilma? Vamos talvez seguir rumo à prosperidade, mas de um jeito tão mais sem graça. Vocês conseguem imaginar algum desses nomes acima fazendo a frase sobre “banqueiros brancos e de olhos azuis, que achavam que sabiam tudo de economia” que hoje é repetida no mundo inteiro?

Lula, para mim, representa o fim do enorme desperdício que nosso país sempre praticou, ao ignorar a humanidade e inteligência do seu povo, acusando-o de ser pouco escolarizado. Eu tenho o privilégio de, de tempos em tempos, encontrar com leitores de grupos de EJA (Educação de Jovens e Adultos), na prática turmas de pedreiros, domésticas, carpinteiros, eletricistas; gente que deixou a escola quando criança e voltou agora, para aprender, inclusive, a ler. E ser lido por essas pessoas é uma enorme honra para um escritor que gosta de ser lido. E eles leem como ninguém, minha gente. Com uma garra e encantamento de arrepiar. E raramente têm a chance de trazer essa visão absoluta do mundo, essa experiência toda a para vida do nosso país. Lula, prezados leitores, fez e faz exatamente isso.

Eu conheço meu ilustre pai, para o bem ou para o mal, tenho praticamente todos os dentes e certamente todos os dedos, o que me coloca em uma camada, digamos, privilegiada, no Brasil. Mas, mesmo que não seja exatamente a minha cara, Lula consegue ser a cara brasileira da minha alma, de tantas outras almas de nosso país e, por isso mesmo, ele é, tem sido e vai ser o cara. O Cara, a nossa cara.

Pelo que eu conheço do mundo, essa coluna vai atrair toda uma desgraceira pra cima desse colunista. Pois, muito bem, que venha. Esperar menos do que isso, estar menos preparado do que estou para combater o que vier, seria um desrespeito desse cidadão agradecido aqui, ao seu presidente, a quem tanto admiro e por quem tenho mais é que brigar mesmo. Podem vir, serão todos bem recebidos, e vamos em frente, nós e o Cara, fazer o debate e o país de que tanto precisamos.

Dizer “Esse é o cara” afirma a negritude do Obama e sua admiração por Lula. Vivemos melhor em um mundo assim, de aceitações, reconhecimentos, sinceridades. Se eles, que são políticos, podem, então a gente pode tudo, até mesmo torcer para o Corinthians, imagino, nesse admirável mundo novo que o século 21 nos traz.

Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista

Fonte: O Escrevinhador

Folha em campanha para 2010. E desaprendendo a fazer jornalismo…

Faço questão de republicar, por inteiro, o ótimo artigo abaixo, pertencente ao blog JornalismoB, por considerar muito importante que o máximo de pessoas fique a par do tipo de “jornalismo” que a Folha de São Paulo faz. Leia para seu próprio bem.

Para quem não sabe, JornalismoB é o blog dos estudante de jornalismo da UFRGS é um blog mantido por 3 estudantes de jornalismo da UFRGS.
Um abraço. Agradeço a Alexandre Haubrich por permitir que este pequeno blog/site publique os artigos do grande blog JornalismoB. 🙂

No final tem um vídeo da Record sobre as mentiras da Folha de São Paulo em relação a ditadura.

Vinicius AC

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Folha em campanha para 2010. E desaprendendo a fazer jornalismo…

6 Abril 2009

A “ditabranda” da Folha de São Paulo está dando frutos. E frutos contundentes. A capa de domingo – provavelmente a edição mais lida de todos os veículos de comunicação impressos do país na semana – trata a candidata de Lula como uma criminosa. Não falo aqui de subjetividades. A coisa é tão forte que já se tornou uma agressão bastante objetiva.

folha-dilma-delfim1

“Grupo de Dilma planejou o sequestro de Delfim Netto”, é o título. Ou seja, ela era criminosa, certo? Não importa dizer em seguida que a atual ministra-chefe da Casa Civil diz não saber na época desses planos. O texto todo se contrói de forma a transformar Dilma Rousseff em uma verdadeira criminosa, mentirosa, agressiva, ambiciosa. O início da matéria é muito significativo. O primeiro parágrafo trata Dilma por Luiza, para depois explicar que esse era um codinome da guerrilheira. Mostra Luiza como uma ex-estudante que prefere montar um fuzil a estudar, que abandonara a faculdade e se dedica a uma luta sangrenta, e dá a entender – não afirma explicitamente, até porque nem poderia, mas deixa claro – que a menina de 22 anos sabia dos planos de sequestro. Sequestro, aliás, “de Delfim Netto, símbolo do milagre econômico e civil mais poderoso do governo federal”. Não bastasse criticar Dilma tão enfaticamente, a Folha louva Delfim Netto e a ditadura militar, como já vem se tornando hábito do jornal, vide o episódio “Ditabranda”.

O segundo parágrafo explica que Luiza na verdade é Dilma. E lista uma série de nomes usados pela ex-guerrilheira, em uma construção textual que induz o leitor a enxergar a personagem como uma mentirosa, aquela que usa diversos nomes para esconder seu rosto.

Mais adiante, cita um aliado de Dilma à época, que afirma que a ministra sabia do sequestro e, mais uma vez, a construção textual leva a crer que a contestação de Dilma à informação é mentirosa. A repercussão da matéria é ainda mais espantosa. A fonte de Fernanda Odilla, Antonio Roberto Espinosa, aliado de Dilma, afirma que foi entrevistado apenas por telefone e que as afirmações presentes na matéria decorrem de distorções dessa entrevista. Solicitou a publicação de uma carta no jornal – o que ainda não foi feito – esclarecendo o caso e desfazendo a mentira da Folha de S.Paulo. Um trecho de sua carta diz: “Afirmo publicamente que os editores da Folha transformaram um não-fato de 40 anos atrás (o seqüestro que não houve de Delfim) num factóide do presente (iniciando uma forma sórdida de anticampanha contra a Ministra)”. Em seguida, esclareceu cada ponto da matéria mentirosa. Vale a pena a leitura, não discorro sobre todos os itens por falta de espaço. Está AQUI.

No intertítulo da matéria fraudulenta, mais insinuações negativas a respeito da possível sucessora de Lula. A repórter Fernanda Odilla – se é que se pode chamar de repórter quem escreve um texto desses, absolutamente mentiroso – relata o esbanjamento de Dilma ao cortar o cabelo em um salão chique – “que servia champanhe aos clientes” – com o dinheiro do “assalto ao cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros”. Olha como eles são ladrões e hipócritas, faltava ela dizer.

Os planos do sequestro em si ficaram para o fim do texto. Claro, o suposto fato desenterrado agora é só um pretexto para desconstruir a imagem de Dilma. Começou – há algum tempo já, mas agora de forma mais agressiva – a campanha da Folha pela candidatura de Serra, para levar o PSDB ao Planalto em 2010.

A mesma Fernanda Odilla entrevista Dilma Rousseff na página seguinte. Ela não consegue, mas tenta o tempo inteiro desmoralizar a ministra, levá-la a admitir que a guerrilha era uma opção baixa, a assumir como um crime a sua luta contra a ditadura. Fica claro, por exemplo, na pergunta “A sra. faz algum mea-culpa pela opção pela guerrilha?”, como se Dilma devesse se envergonhar de sua resistência ao regime ditatorial. Mas Fernanda leva um cascudo da ministra por causa da atitude de seu jornal, essa posição antidemocrática e bastante direitista de dias atrás: “Por isso, minha filha, esse seu jornal não pode chamar a ditadura de ditabranda, viu? Não pode, não”. E ainda assim, a repórter continua usando de meios mesquinhos para levar Dilma a alguma contradição, citando ex-namorados, tentando fazer a ministra entregar alguém, confessar alguma atitude baixa.

Por tudo isso, peço desculpa por um post tão grande. Mas havia coisas que eu não podia simplesmente deixar passar. É preciso mostrar onde está o mau jornalismo. E mau jornalismo é fazer campanha muito antes dela ser deflagrada, e se dizendo imparcial, dizendo não ter lado. Usar as palavras de forma a induzir ao que não está dito, ao que não é verdadeiro, é péssimo jornalismo. Colocar na manchete uma afirmação não-comprovada, sem dizer que é só uma citação, é jornalismo dos mais medíocres.  Distorcer uma entrevista para conseguir um fato possivelmente inexistente é um péssimo exemplo de jornalismo. E tudo isso em um jornal que se diz “a serviço do Brasil”. Quero deixar claro aqui que a Folha está nitidamente em campanha pelo PSDB, pela candidatura de José Serra em 2010. E essa matéria é um exemplo explícito, gritante. Espinosa, a tal fonte de Fernanda Odilla, resume na carta já citada o que a repórter fez: “praticou o pior tipo de jornalismo sensacionalista, algo que envergonha a profissão que também exerço há mais de 35 anos”. Mais uma vez, sinto vergonha pelo que chamam de jornalismo no Brasil.

* Registro que o Jornalismo B lamenta a morte do jornalista e um dos líderes da resistência à ditadura militar Márcio Moreira Alves.

Postado por Cris Rodrigues

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Vídeo da Rede Record sobre as mentiras da Folha de SP:

ZH: Lula é eleitoreiro. Yeda é salvação

ZH: Lula é eleitoreiro. Yeda é salvação

8 Abril 2009

Em meados de fevereiro, Lula recebeu 3,5 mil prefeitos em Brasília para negociar e anunciar medidas de auxílio às prefeituras. Em meados de abril, agora, Yeda Crusius – governadora do Rio Grande do Sul – reuniu cerca de 350 prefeitos do Estado para anunciar medidas de auxílio às prefeituras. Aparentemente fatos similares, para a Zero Hora eles são como água e vinho, como verdade e mentira, como Jornalismo B e ZH.

digitalizar0004No primeiro caso, o título da matéria principal da cobertura de ZH no dia do encontro foi “De olho em 2010, governo abre os cofres”. Agora, no dia em que Yeda recebeu os prefeitos, “Yeda corteja prefeitos em Porto Alegre”, com a seguinte linha de apoio: “Piratini faz encontro em momento de queda das verbas federais” (grifo meu). Notas algo estranho? A abordagem é semelhante? Por que o evento de Lula é eleitoreiro e o de Yeda não? Esse tipo de questão permeia as matérias inteiras. (…)

( Leia aqui a íntegra desta matéria )

(…) Na mesma matéria, ZH tenta aplicar o mesmo processo ao presidente. Depois de reproduzir declaração dele criticando alguns jornais, lembra, de passagem, que Lula disse em uma entrevista que não lia jornais. Como se esse fosse o cerne da questão. A verdadeira discussão que deveria ser criada em torno da declaração de Lula resume o que esse post tentou mostrar, e é óbvia, só não entende quem não quer – caso de ZH, que faz questão de se fazer de idiota enquanto faz isso com os leitores. O que Lula disse, sobre a cobertura que os principais jornais do país fizeram de seu encontro com os prefeitos, foi o seguinte:

– Fiquei triste como leitor, porque abusaram de minha inteligência e pensam que o povo é marionete e pensa como boi, como manada. Mas acabou o tempo em que alguém achava que poderia influenciar uma eleição por ser formador de opinião.

Postado por Alexandre Haubrich

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AAmigos comentam:

Tenho muitas críticas ao governo Lula e ao próprio Lula, mas são sou simpático aqueles que tentam ridicularizá-lo, aqueles que tentam estigmatizar o nosso presidente como um sapo barbudo feio(sei que ele é feio, mas e daí?) e ignorante na tentativa de desgastá-lo politicamente. Ele não teria conseguido um décimo do que conseguiu, se não tivesse competência, instrução(mesmo sem diploma), inteligência e também uma determinação invejável.

Quanto ao uso de dois pesos e duas medidas por meios influentes da imprensa nacional com o objetivo de manipular os leitores. Isto sim é que é ridículo, burro e muuuuuito feio. Diria até que é algo desprezível, ainda mais numa sociedade que se diz uma democracia.

Você não está no Rio Grande do Sul? O que importa? Isto acontece em todo o Brasil. Dois pesos duas medidas. Imparcialidade zero, não só do Zero Hora. Por isto, pense bem e escolha com cuidado o que lê.

Vinicius AC

Revista Brasileiros – O Irã dos Homers

Este artigo foi originalmente publicado na Revista Brasileiros e gentilmente cedido pela mesma para publicação aqui no portal AAmigos. Comento isto no final desta publicação.

Edição 17 – Dezembro/2008

O Irã dos Homers

Filosofias conflituosas desde a criação dos Estados Unidos talvez expliquem por que dois terços dos americanos não sabem onde fica o Irã e 80% dos alunos do Texas desconhecem que a gasolina vem do petróleo.

Jim Wygand

Cá estou de novo – O Gringo “do” Paz (Brasileiros, edição 13, agosto/2008). Presumo que os meus amigos brasileiros possam estar um tanto confusos após assistirem à briga que houve para ser eleito o presidente dos EUA. Devem estar com a impressão que o arquétipo do eleitor norte-americano é Homer Simpson (personagem do desenho animado Os Simpsons, seriado de TV criado por Matt Groening para a FOX). Com efeito, não estariam longe da realidade se pensassem assim. Algum tempo atrás eu estive conversando com um sujeito nos EUA que afirmou com todas as letras que deveríamos jogar uma bomba nuclear no Irã. Me ocorreu perguntar se ele sabia onde ficava o alvo do seu ódio. “Claro que sei!”, disse ele com convicção total. Tirei a minha agenda que tinha um pequeno mapa-múndi e pedi para ele me mostrar onde ficava o Irã. “Aqui, ó!” e apontou direitinho para a. AUSTRÁLIA!!

O meu interlocutor pode ter ficado confuso uma vez que na Austrália tem camelos. Mas, pera aí, no Irã não tem cangurus! Ok, vamos assumir que esse cara não seja um dos mais esclarecidos. Não se pode julgar um país inteiro pela resposta de um só sujeito. Mas o que dizer quando dois terços dos americanos não sabem mostrar num mapa onde fica o Irã? Ou quando uma pesquisa num colégio do Texas mostrou que 80% dos alunos não sabiam que gasolina era derivada de petróleo? Texas! Um estado petrolífero!

Para entender os EUA, o grau de ódio e baixeza que marcou a campanha, e a ignorância (aparentemente proposital) do Homer, é necessário ter uma noção da dicotomia que caracteriza o país desde a sua fundação e o que eu chamo de “peso do conhecimento secular”. Os “pais da república” norte-americana – Thomas Jefferson, Benjamin Franklin, etc. – eram formados no “iluminismo” e “utilitarismo” do século XVIII. Eram homens intelectualmente sofisticados, seculares, desconfiados do poder absoluto, e achavam que o ser humano era nem moral nem imoral e sim, simplesmente, racional e autocentrado. Eles criaram um sistema desenhado para governar e frear os impulsos percebidos como negativos (principalmente autoritários) do ser humano por um sistema de checks and balances (essencialmente “contrapesos institucionais”). De acordo com o pensamento deles, era possível criar um sistema de governança em que a tendência de buscar egoisticamente a auto-satisfação poderia fazer o bem – mesmo que essa não fosse a intenção da pessoa. O poder era exercido pelo povo e para o povo e regulado por instituições, não por indivíduos.

Porém, os primeiros colonos dos EUA eram, em sua maioria, puritanos. O puritanismo era produto intelectual da Reforma Protestante e do Calvinismo e tinha uma visão do ser humano totalmente diferente daquela dos iluministas. Para os puritanos, o homem era imoral ‘por natureza’. O mundo era um conflito permanente entre o bem e o mal e o ser humano precisava de regras rígidas de comportamento para manter a ordem social. Portanto, os puritanos acreditavam na necessidade de um poder absoluto baseado nas leis de Deus para governar o comportamento do cidadão.

Necessariamente, as duas filosofias estariam em conflito total até nos seus fundamentos e, portanto, na formação e aplicação de políticas públicas. Ao longo da história americana esse conflito entre as duas posições manifestava-se em atos legislativos, como a Lei Seca (que tratava o consumo de álcool como um ato imoral), ou na proibição do ensino da teoria da evolução nas escolas públicas, o que, na visão dos puritanos, contradizia a “verdade de Deus”. Você acredita que um outro “Homer” me disse uma vez que o homem vivia junto com os dinossauros em perfeita harmonia no Jardim do Éden? Não estou brincando! Disse isso mesmo! Acreditava, e ainda acredita! Será que daí se entende a popularidade dos Flintstones? Será que não era desenho e sim documentário?! Quer mais? Conheço um piloto que faz “modificação climatológica”. Ele entra com o seu avião dentro de tempestades e joga iodeto de prata para diminuir o tamanho do granizo que, sem ser tratado, destruiria as lavouras lá em baixo. Em algumas cidades, os fundamentalistas atiravam com armas de fogo contra o seu avião, pois diziam que o granizo era “vontade de Deus” e se Deus quisesse que a lavoura fosse destruída “Amém, irmão”. Vá entender!

Os iluministas tratavam a relação do cidadão com Deus como uma coisa privada e fora do controle do Estado. Para os iluministas, a única função do Estado no que diz respeito à religião é a de garantir o direito de escolha. Os puritanos achavam que a relação do cidadão com Deus era uma questão social e, portanto, deveria ser controlada pelo Estado. Ateus ou agnósticos não tinham espaço na sociedade dos puritanos.

Esse conflito entre as duas visões do mundo – diametralmente opostas – marcou e continua marcando a sociedade estadunidense até hoje. Durante quase toda a história dos EUA a visão secular predominava, porém aos solavancos. Como cabe à Suprema Corte a interpretação da Constituição, que por sua vez é secular na sua essência, os puritanos – hoje na forma de “fundamentalistas” – escondiam-se nos direitos “residuais” dos estados. Criavam-se Blue Laws (literalmente “leis azuis”) estaduais ou municipais que regulavam comportamentos considerados “imorais”. Assim, havia leis estaduais ou municipais condenando homossexualismo, consumo de álcool, pornografia, casamentos inter-raciais, casamentos entre homossexuais, etc. Lembro-me uma vez que fui “convidado” a sair de uma praia em South Carolina porque a minha namorada estava usando um biquíni brasileiro que foi considerado excessivamente “revelador” e portanto um atentado ao pudor. Imagine! Como uma bunda bonita pode ser um atentado ao pudor? Vinicius de Moraes devia estar girando na cova!!

Nessa mesma praia, de onde eu e a minha namorada fomos, honrada mas puritanamente, expulsos havia uma cerca que entrava mais ou menos uns cem metros dentro do mar. A cerca era para manter a “praia dos pretos” separada da “praia dos brancos”. Quando eu perguntei a um residente local quem havia determinado que cem metros era a exata distância “apropriada” para separar as duas raças, a resposta foi somente um olhar perplexo. Perguntei: “Quer dizer que depois de cem metros os pretos e os brancos podem nadar juntos sem conseqüência?” Não tive resposta. Outros estados (o Tennessee, por exemplo) proibiam o ensino da teoria da evolução nas escolas públicas. Havia também, particular mas não unicamente no Sul dos EUA, o conceito de “separadas porém iguais” para manter escolas especificamente para brancos e outras, supostamente iguais, para os negros. Essas leis, além de algumas outras da mesma forma excludentes, foram paulatinamente derrubadas por decisões da Suprema Corte – secular por natureza e por obrigação.

Quase todas as Blue Laws foram questionadas por meio de processos legais que chegavam à Suprema Corte e muitas foram derrubadas como anticonstitucionais. (Quem tem o direito de me negar o meu “mé”?) Acabou exacerbando-se, e em muito, a divisão entre os “seculares” e os “fundamentalistas”. Esses últimos começaram a sentir-se “excluídos” e discriminados.

A eleição do George W. Bush foi a revanche dos fundamentalistas. Atualmente, em muitos estados discute-se o ensino obrigatório do Creationism (literalmente “criacionismo”), que prega a interpretação literal do Livro de Gênesis sobre a criação do mundo. Para os fundamentalistas o nosso mundo foi criado somente há uns seis ou sete mil anos e o homem e os dinossauros viviam em paz no Jardim do Éden, como havia dito o meu segundo “Homer”. Diz-se que a Sarah Palin, ex-candidata republicana à vice-presidência, acredita que Deus “pessoalmente” (ou “divinamente”?) visitou e abençoou o oleoduto no Alasca, e que a enchente descrita na Bíblia ocorreu no Grand Canyon. (E eu perdi essa??!!)

O conflito entre os fundamentalistas e os seculares foi exacerbado pela internet, que permitiu que todo tipo de informação e opinião pudesse ser divulgado. O isolamento intelectual dos fundamentalistas foi eliminado e eles puderam comunicar as suas frustrações (e as suas besteiras ao meu ver) a outros fundamentalistas outrora isolados em comunidades geograficamente distantes. Assim, puderam criar “grupos de interesse comum” e, portanto, grupos de pressão política. Puderam organizar-se contra o que percebiam ser a “dominação pelos seculares”, ateus e “discípulos de satanás”.

Deve-se notar que a organização social concebida pelos fundamentalistas americanos não difere muito da organização pregada pelos fundamentalistas islâmicos. A única diferença encontra-se na escolha dos americanos cristãos como pedra fundamental da sua filosofia. Daí as declarações de Bush de que a “guerra contra o terror” é uma disputa entre o bem e o mal – que transcende a questão de segurança nacional e passa a ser uma questão moral/religiosa (usou até a palavra “cruzada” num discurso). Daí a preocupação com a possibilidade de uma “conexão islâmica” no passado do Barack Obama na campanha eleitoral.

Para quem conhecia, ou sentia na pele, essa dicotomia, a disputa eleitoral entre Barack Obama e John McCain ofereceu todos os elementos e desconfortos dessa divisão histórica nos EUA entre fundamentalistas e seculares. Hoje, traduz-se a divisão entre os dois em termos de “patriotismo” e a luta entre capitalismo e socialismo – esse último considerado primo-irmão do ateísmo – em que o socialismo não é apenas uma ideologia mas sim uma manifestação política do mal “satânico”. Quando Obama não usava a bandeira americana na lapela era acusado de secretamente apoiar os terroristas. Era acusado de ser “amigo” de um sujeito que, em oposição à guerra do Vietnã, tornou-se terrorista quando Obama tinha 8 anos de idade! (Ora, por esse critério, sendo eu de New Jersey, devo ser um mafioso, pois estudei com os filhos e freqüentei as casas dos capi da Honorata Societá). Os fundamentalistas argüiam que havia duas Américas – uma do bem e outra do mal. A América do bem é a das cidades pequenas do interior e dos “Homers” da vida, dos protestantes brancos e religiosos. A América do mal é aquela das cidades grandes e seculares. A América do bem seria a “verdadeira” América na visão dos fundamentalistas. Conclusão, a “outra” América é ‘falsa’. Essa divisão nos EUA é extremamente perigosa quando se considera o poderio militar do país. (O orçamento militar dos EUA é maior que o total dos orçamentos dos quatro maiores poderes militares do mundo.) A divisão que fazem os fundamentalistas entre o bem e o mal justifica toda maneira de combater o mal, como, por exemplo, a Bush Doctrine, que prega a intervenção militar (leia-se “ataques” ou “invasões”) “preventiva” em países que são considerados ameaças à segurança nacional dos EUA – os países do mal. Justifica também a investigação e prisão “preventiva” de cidadãos estadunidenses (aqueles da “falsa América”) e a tortura dos que possam discordar das determinações dos líderes da “verdadeira América”. Vide, por exemplo, o conteúdo do famigerado Patriot Act (lei assinada por Bush em outubro de 2001, verdadeira agressão à liberdade individual).

Como sou de New Jersey, considerado “urbano”, e vivo (horror dos horrores!) num país latino-americano, em uma das maiores cidades do mundo, já morei na cidade do carnaval e dos pecados da carne (Rio de Janeiro, para quem não reconheceu!), e fui expulso de uma praia nos EUA porque minha namorada “mostrou a bunda”, acredito em evolução, e não acredito que Deus visitou o Alasca (acho que preferiria Nova York ou talvez Miami – se Deus é de fato brasileiro), devo ser considerado parte da América “do mal”? Fiquei triste em saber que eu nasci na “falsa América”. Será que o meu passaporte é válido? Será que o meu serviço militar pode ser interpretado como uma “infiltração subversiva ou alienígena” nas Forças Armadas dos EUA? Será que sou um estranho no ninho?

Caro leitor, nem todos os eleitores estadunidenses são Homer Simpson, mas os “Homers” são suficientes em número para que você se preocupe com a direção que aquele país possa tomar, e quase tomou. Essa dicotomia entre fundamentalistas e seculares pede para terminar, mas continua viva ainda. O mundo agradecerá e os americanos não lançarão uma bomba nuclear sobre a Austrália!

E não acho nada errado apreciar uma bunda bonita num fio dental! Pô, onde nós estamos, afinal??!!

Finalmente, uma pergunta que sempre me preocupou: Se Adão e Eva tiveram só dois filhos, Abel e Caim, e este último matou o primeiro, e não havia nenhuma outra mulher além da Eva no pedaço, de onde saíram os progenitores e progenitoras da espécie humana? Hummmm! Se for por incesto, que supostamente gera cria retardada, está explicada a existência de tantos “Homers” por aí. Só tô perguntando!! Perguntar não ofende!

*Jim Wygand, mestre em economia pela Universidade de Wisconsin, trabalhou em projeto de urbanização de favelas junto à Companhia para o Progresso do Estado da Guanabara (COPEG), foi analista financeiro da DuPont, fundador e presidente da Business International do Brasil, empresa que analisava a economia brasileira para empresas internacionais, e fundador-presidente da Kroll Associates do Brasil (AD – antes da debacle) e da Control Risks do Brasil, especializadas em segurança corporativa. Atualmente presta serviços de consultoria nas áreas de investigação de fraude, due diligence, e gestão de risco através de Singular Strategies Ltda. e é diretor para o Brasil da empresa norte-americana 1st West Mergers & Acquisitions Llc.

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Mais uma vez agradecemos a revista Brasileiros, mais especificamente a Fernando F. Mello, coordenador editorial  da revisto, por ter permitido a publicação desta ótima matéria.

Conheci a Brasileiros muito recentemente (graças ao Twitter) e me surpreendi com a ótima variedade e qualidade das publicações. Me sinto carente, pois conheço poucas boas revistas brasileiras, em função disto, fiquei feliz em descobrir que há mais uma boa opção disponível.

Vinicius AC.

:: Varela diz: “Prefeito de Antas agride mulher”

Apesar deste ser um blog de opinião (A minha),
não vou entrar no mérito do que me parece verdade e/ou mentira sobre o que ocorreu.

O título no youtube é:
“Video exibido no Programa Balanço Geral, na TV itapuã/Record, exibindo mulher que foi agredida pelo Prefeito de Antas – Bahia, Sr. Agnaldo Félix.

Naturalmente não sei quem é essa mulher (tenho ido pouco a Antas). Mas gostaria muito de ver comentários aqui. Porque até agora, todas as opiniões que ouvi basearam-se no que ela e Varela (“Grande Homem”) disseram.

Queria ler a opinião de alguém que a conhece, ou de alguém que testemunhou a suposta(ou não) agressão. De preferência, que este alguém se identifique e seja minimamente conhecido em Antas. Acho que seria o ideal.

Daqui pra baixo, volto a ter opinião 🙂

Ver o “Grande” Varela gritando para Bahia toda algo do tipo:”Tá explicado! Prefeito de Antas, só podia ser uma anta” foi no mínimo, uma falta de respeito.
Mas “é normal”, afinal o programa dele é disso para pior.

Valeu varela!

Sou de Antas!

Algum problema???

:@