Samba Aracaju 2008

? “Quem não gosta de samba bom sujeito não é…”

Alô galera do samba, chegou a hora!!! Dia 16(domingo) de novembro aconteceu o Samba Aracaju 2008.

O evento foi ótimo. Todos fizeram o seu papel, os artistas, a organização e, é claro, o público. E, como todos sabem, quando este trio está afinado não tem como ser ruim. Foi samba no pé e no coração. Parabéns galera do  samba!! Parabéns Samba Aracaju 2008!!! Só sucesso! o/

Estrutura: Como prometido pela organização, a festa contou com ótima estrutura que comportou confortavelmente o grande público presente. Banheiros, quantidade de bares, espaço livre para a galera  recuperar o gás e voltar com tudo a sambar, lanchonetes, etc…   A única observação que tenho a fazer é em relação a quantidade de caixas ativos nos bares e a morosidades destes no atendimento, o que gerou grandes filas e atrapalhou um pouco a vida do público (o caixa que me atendeu, por exemplo, fez a conta na calculadora de um celular, que tava sendo usado por ele e pela caixa do lado, assim num tem jeito de num ficar lento. Detalhe, ele errou a conta). Não fosse isto, estaria tudo perfeito no quesito estrutura montada para o conforto e a alegria do público presente.

Segurança: A organização prometeu que a segurança seria reforçada por uma empresa privada, que ao lado da polícia militar, polícia civil e bombeiros, ajudaria a manter a paz e a tranqüilidade da festa. Esta promessa, na minha avaliação, foi muito bem cumprida, pois, mesmo com um público muito grande, não ocorreram grandes confusões ou coisas do gênero.  Ocorreram alguns incidentes isolados, mas a violência, como tem que ser sempre,  foi um personagem insignificante. O grande personagem foi a alegria. Foi um exemplo da galera do samba para todos os públicos.

Cinco ótimas atrações garantiram a alegria da festa. Lá no final, está o texto sobre como foram os shows destas atrações.

Atrações:

Belo

O cantor Belo sempre esteve ligado a música. De origem humilde, ainda criança aprendeu a tocar cavaquinho estimulado pelo pai. Profissionalmente falando, Belo começou a embalar sua carreira quando entrou para o grupo Soweto. Junto com o Soweto e depois, em carreira solo, fez grande sucesso e vendeu milhões de cópias de seus CD’s / DVD’s.

O que esperar do Show?

Belo pode ser considerada uma das atrações mais esperadas deste evento, visto que sua presença em Aracaju não é tão frequente e sua aparição em palco é cercada de limitações. Todo mundo quer apreciar Belo em atuação cantando grandes sucessos emplacados enquanto ainda era vocalista do Grupo Soweto e todo o seu repertório de carreira solo.  O que esperar desse show? Pergunta meio dificil de responder em um textinho, já que a expectativa é muito grande. Mas é certo que se presencie um espetáculo repleto muito romantismo nas letras e na apresentação, além da participação eufórica dos fãs (muitos gritos das fãs) e aquele balanço gostoso que só o pagode de qualidade tem. Será um ótimo show, afinal, Belo não se tornou tão famoso a toa. O carisma é uma forte referência quando se fala de Belo.



ExaltasambaExaltasamba

Exaltasamba é quase uma lenda do pagode brasileiro. São mais de 20 anos de carreira embalados por muita música. Haja suingue e história para contar, talvez esteja na hora de escrever um livo 🙂 .

Os integrantes da banda são: Péricles (banjo e vocal), Pinha (repique de mão), Thiaguinho (banjo e vocal), Brilhantina (cavaco) e Thell (tantã).  Tudo começou em São Bernardo do Campo (SP), quando os primeiros integrantes se reuniram e lançaram a música “Quero Sentir de Novo”, um dos grandes hits do primeiro álbum da banda, “Eterno Amanhecer”.  O segundo trabalho, “Encanto”, estreitou ainda mais a relação com o público, pois foi quando o Exaltasamba começou a participar de programas de rádio e televisão. A partir daí vieram muitos sucesso, alguns deles são: “Telegrama”, “Luz do Desejo”, “É Você”, entre outros… Porém foi com a música “Me Apaixonei Pela Pessoa Errada” do CD “Cartão Postal” que a banda estourou pra valer. Foram muitos prêmios importantes e milhões de discos vendidos. Depois disto, veio o álbum “Exaltasamba Ao Vivo” que foi feito em 2001 e teve o repertório montado a partir de sugestões dos fãs por cartas e e-mails. E assim os CDs / DVDs sucederam-se pelos mais de 20 anos de estrada. Veja mais alguns deles: “Alegrando a Massa”, “Esquema Novo”, “Todos os Sambas Ao Vivo” (1º DVD) e “Pagode do Exalta”.

O que esperar do Show?

São tantos sucessos que não dá para o show ser ruim. Soma-se isto a qualidade musical da banda, pronto, está garantido um Espetáculo (com “E” maiúsculo).  Exaltasamba é figurinha carimbada em Aracaju, isso devido a competência dos “caras” quando o assunto é samba. A atenção aos fãs aracajuanos também é motivação para que se deseje sempre o Exaltasamba na cidade. Podemos esperar muita música boa e bem tocada, muito molejo, muito suingue, muito bom humor e também, é claro, mais omantismo. Um show que se pode comprar aos anteriores, mas que ao mesmo tempo terá seu tempero todo especial, pois quando Exaltasamba faz um show, não se pode considerar que foi “mais um” como se todos fossem iguais, sim que foi singular assim como é. Será uma ótima oportunidade de apreciar aquele pagodinho gostoso de primeiríssimo que todos nós adoramos e que nem sempre toca ao vivo por estas bandas.
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Rodriguinho

O cantor Rodriguinho lança em 2008 seu cd/dvd intitulado “Uma história assim“, umtrabalho que mostra sua habilidade enquanto compositor, interpréte e, agora também, roteirista e diretor. No dvd as músicas de Rodriguinho são apresentadas como um musical que tem todo o crédito da produção voltados ao cantor. Rodriguinho segue carreira solo ao longo de quase quatro anos desde sua separação do grupo Os Travessos, no qual sua voz deu “vida” a sucessos como “Quando a gente ama”, “Sorria que eu estou te filmando”, entre outros. Hoje, Rodriguinho se mostra em maturidade enquanto artistas, já que foi paciente o sufciente para marcar seu nome nas paradas do samba e em atividades que ultrapassam sua imagem de intérprete. Além de trazer ao mercado uma nova marca em termos de produtora, pois Rodriguinho tem em seu nome a Família, marca registrada da podutora e gravadora que colocou em prática em conjunto com sua mãe e irmão, agregando toda família no corpo técnico de seu show.

O que esperar do Show?

Mais euforia dos fãs, Rodriguinho é um dos queridinhos do pagode. Suas canções embaladas pelo romantismo (que vai ser marca do evento) vão tornar ainda mais apaixonados os coraçõezinhos presentes. Pela segunda vez em Aracaju num intervalo de pouco mais de um mês, Rodriguinho pode até repetir o repertório do último evento, mas pode-se esperar surpresas.

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Forte Desejo

O grupo Forte Desejo é atração aracajuana no Samba Aracaju. O Forte Desejo é o antigo grupo Papo de Samba, que apresenta ainda uma integração ousada em termos de estilo musical na cidade. Acostumados com a tomada de ritmos tipicamente baianos, os aracajuanos abrem esaço para o samba típico carioca, voz do boêmio cheio de sentimentos, e o  Forte Desejo é uma das mais fortes expressões da musicalidade e do romantismo pagodeiro no estado.

O que esperar do Show?

A banda tem público cativo acompanhando seu trabalho onde quer que vá. Forte Desejo vem com tudo, trazendo um repertório repleto de sucessos para fazer o público vibrar. Vai ser difícil não dançar com a música “Me Espera”, grande sucesso do grupo. De sergipano para segipeno, muito samba na veia.
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Revelação

O grupo Revelação lança seu novo trabalho, “Aventureiro”, considerado pelo vocalista Xande o melhor cd já gravado pelo grupo, que, apesar de possuir autoria de inúmeras canções, preferiu desta vez abrir mais espaço para obras de outros compositores. A história do Revelação vem sendo construída ao longo de anos, acumulando seguidores fiéis e marcando o grupo como referência para quem pretende ritmar-se com o autêntico samba fundo e quintal. “Aventureiro” é a música que dá nome ao álbum e vem acompanhada por outras que tendem a fazer grande sucesso, assim como “Lá vem ela”, “Viajei na Ilusão” e “Medo de Amar”, grande aposta do grupo para colocar-se nas paradas de sucesso.

O que esperar do Show?

Em 30 de setembro de 2007, o grupo Revelação marcou sua presença na edição anterior do Samba Aracaju trazendo seu show “Velocidade da Luz”. Este ano a ansiedade é inevitável na espera de conhecer mais um trabalho desta banda de enbergia contagiante. Muito samba “raiz”, pagodinho de fundo de quintal, melodia vibrante e letras envolventes, é o que se pode aguardar do show do Revelação. Muito samba no pé do público e coro unificado cantando antigos e novos sucessos da banda.

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Relatorio do evento (continuação)

Para quem queria se esbaldar ao som de um samba de qualidade, ver gente boa reunida e poder por alguns momentos libertar o corpo e cair na dança, o Samba Aracaju foi a pedida. Com atrações de peso não teve quem ficasse parado: “tá afim de sambar pode chegar”… Realmente, até para aqueles que acham que não tem molejo no corpo e samba nó pé, foi difícil não se deixar levar pelo ritmo e não mais que de repente perceber-se mexendo mais que o dedinho indicador…

Notava-se logo na chegada a ansiedade da galera que fazia fila esperando os portões se abrirem. Bebendo e dançado do lado externo ao que estava designado ao evento, de som de carro a batidinha de pandeiro, o que se via era alegria. Pra esquentar, em cima do mini trio Fofinho, a banda Ultrasamba interpréta sucessos de todas as grande atrações da noite. Destaque para a empolgação do grupo, que não queria de jeito nenhum parar de cantar, fazendo necessário que o locutor do evento pedisse encarecidamente que o show se encerrasse, pois era a hora de Rodriguinho subir ao palco e dar sequência a ordem “cronológica” das apresentações. Quem viu o dvd do Rodriguinho não podia esperar menos do que se pode ver no palco, o show foi nota mil e a galera cantava junto desde os sucessos antigos como “Quando a gente ama”, “Adivinha” aos mais recentes.

Os shows, como tinha que ser, foram o ponto algo da festa. Todas as atrações deram o melhor em apresentações de altíssima qualidade.

Observação (o problema dos tickets)

Apesar de termos adorado o Samba Aracaju 2008, apesar de termos achado a organização muito boa, o que se refletiu em muitos e muitos elogios feitos aqui neste site. Houve uma pequena falha. Pequena mas muito incômoda. Em nossa opinião foi falha e desrespeitosa a atitude de não aceitar de volta os tickets do bar não utilizados. Muita gente comprou em quantidade justamente para minimizar o problema de ter que passar tempo demais nas filas dos caixas, ou seja, comprou com ótimas intenções, mas na hora de ir para casa teve a desagradável surpresa de que os poucos tickets restantes não poderiam ser devolvidos. É bastante comum trocar os tickets restantes por dinheiro nas festas, realmente não entendi porque no Samba Aracaju isto foi proibido. Considerando o tamanho da festa, o zelo na organização como um todo e muitos outros pontos positivos, este problema chatíssimo se torna até pequene, mas como eu temos certeza que a intenção da organização da festa é melhorar a cada ano, esperamos que em 2009 esta falha seja corrigida e a festa se torne ainda mais perfeita.

não é permitido votar diversas vezes seguidas
para ver os resultados click em View Results

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Fotos do evento:

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Data/Hora/Local

  • 16 de novembro
  • A partir das 16h
  • Orla de Atalaia

Preço (ultimo lote)

  • R$ 40,00 (pista)
  • R$ 60,00 (área VIP) (estão esgotando)

Ponto de Venda

  • Tia Maria
  • Mistão(Av. Augusto Franco e João Alves)
  • Casa do Fio
  • Lojas Imperador
  • Stands da Bomfim( Rodoviária Nova e Velha – Shopping Riomar e Jardins)
  • Bar Coqueiral *
  • San Choppança *
  • Churrascaria D.Pedro I *

Os pontos de venda marcados com (*) aceitam banese card ( em 2x ), os outros só vendem a vista

Entrega das Camisas

  • Local:
    • Lojas Mistão (Avenida Augusto Franco e do Conjunto João Alves)
  • Data/Hora
    • 14/11(das 14ás 18hs), 15/11(horário comercial) e no dia 16/11até o meio dia.

Cor das Camisas

  • Pista
    • Amarelo e Preto
  • Área Vip
    • Rosa e Branco

Atrações

  • Belo
  • Rodriguinho
  • Revelação
  • Forte Desejo
  • Exaltasamba
  • Grupos locais


ESQUENTA: Ensaio do Samba Aracaju 2008

Domingo, dia 09 de novembro o Bar e Restaurante Coqueiral recebeu o grupo Forte Desejo e convidados para aquele sambinha de primeira. Foi uma pequena prévia do Samba Aracaju 2008. Os AAmigos estiveram lá para registrar tudo e, é claro, para curtir este sambinha de primeira, afinal… “?  Quem não gosta de samba bom sujeito não é…””. Confira:


Prévia Samba Aracaju 2008 - Bar CoqueiralPrévia Samba Aracaju 2008 - Bar Coqueiral
Forte Desejo na prévia Samba Aracaju 2008 - Bar CoqueiralForte Desejo na prévia Samba Aracaju 2008 - Bar Coqueiral
Forte Desejo na prévia Samba Aracaju 2008 - Bar CoqueiralForte Desejo na prévia Samba Aracaju 2008 - Bar Coqueiral
samba-aracaju-previa09-11-2008-img-8Prévia Samba Aracaju 2008 - Bar Coqueiral
Bruno Sorriso e Thiaguinho do ExatasambaKatia Suzana e o empresário da Forte Desejo

Para relembrar:

Samba Aracaju 2007 – Grupo Revelação
Samba Aracaju 2007 – Exaltasamba


Capitão AXÉ e Só Lamento na LIVE – 24/10/2008

Mais uma sexta-feira de programação bombante na Live, que dessa vez traz ao palco as bandas Capitão Axé e Só Lamento. Embalando a noite com muito axé e samba, música de qualidade e gente bonita. As 100 primeiras mulheres que chegarem até às 23h entram de graça e até a 1h da manhã a Ice é dobrada, regalias já conhecidas do público da Live.

Data

  • 24/10 – 22h (Abertura da casa) – Capitão Axé e Só Lamento

Preço/Local

  • R$ 20,00 (1º Lote Promocional)
  • Live Music Bar – Aracaju

Ponto de Venda

  • Stalker – Shopping Jardins (3217 – 8706)

Projeto “Eu Faço Cultura” (EFC) traz: Nando Reis – Luau MTV – Aracaju (02/11/2008)

O que é o projeto?

O Projeto EU FAÇO CULTURA é uma inciativa da FENAE (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) que desenvolve semanas culturais por diversas cidades brasileiras. Os recursos inicialmente voltados para o evento provém de parte do imposto de renda de trabalhadores da Caixa Econômica Federal com base na lei Rouanet de incentivo a Cultura. A proposta é levar cultura para cidadãos num período semanal repleto de atividades nas áreas de Música Popular, Música Instrumental e Produção Musical.

Em Aracaju as atividades acontecem no período de 31 de outubro a 02 de novembro, com oficinas de música percussiva e de música instrumental. Como em todas as cidades o evento é encerrado com um show que tem como presença garantida o grupo de percussão Patubatê e uma atração de renome da MPB. Aracaju foi presenteada novamente com a presença de Nando Reis, num show que acontecerá dia 02 de novembro a partir das 20h no Espaço Emes.

Mais informações (fonte): http://ww4.programapar.com.br/eufacocultura/default.aspx

Patubatê…

PatubatêPatubatê é um grupo que mistura a percussão em sucatas com a música eletrônica. Os instrumentos retomam uma idéia de reciclagem, talvez até a célebre frase “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” de Antonie Lavoisier. O som é retirado de tóneis, escapamento de automóveis, latas de refrigentante, entre outros, os músicos são criativos e retiram som de locais inusitados. O Patubatê conta ainda com a interação com as pick-ups de Dj’s e com performances que visuais hipnotizantes.

Patubatê é o resultado de mudanças internas do grupo conhecido anteriormente como SomCatado, mas a criatividade e o entusiasmo permanecem o mesmo.

O que esperar do show?

No ano passado o SomCatado esteve no palco do Emes fazendo a abertura do show de Nando Reis, produzido pelo mesmo projeto da Caixa. Este ano, renomeado, o Patubatê retorna ao mesmo palco trazendo a mesma empolgação que pôde ser observada na apresentação passada. Pode-se esperar deste show um misto de componentes visuais e sonoros envolventes que não vão permitir que você fique somente olhando e ouvindo. O terceiro elemento do show é o movimento do público, contagiado pela música e pela maneira criativa como eles produzem o som e os efeitos do espetáculo. Depois do primeiro contato é raro que não se deseje outros.

Não deixem de prestigiar: http://www.patubate.com/v3. Lá você poderá encontrar todas as informações necessárias para se tornar mais um fã do trabalho do Patubatê.

Nando Reis…

Nando Reis é ex-baixista do Titãs, grupo de rock que marcou história nos anos 80. Atualmente segue carreira solo com a banda Os Infernais. Conhecido como um dos maiores compositores de sua geração, Nando (com toda intimidade) tem suas composições cantadas nas vozes de Cássia Eller, Samuel Rosa, Rogério Flausino, Toni Garrido, entre outros. Emplacado na vida de intérprete, gravou 7 cds, dentre os quais o MTV Ao Vivo e o Luau MTV. Nando Reis retorna à Aracaju depois de mais de um ano, pisando no mesmo palco onde agitou a galera com o show MTV Ao Vivo. No início deste ano, Nando Reis foi uma das grandes atrações do Projeto Verão Sergipe, divindo o palco na mesma noite com Vanessa da Mata. A presença confirmada para a próxima edição do evento não impede os fãs de babarem com a idéia de vê-lo em cena novamente. Ver Nando Reis nunca é demais (perceberam que tem uma fã tentando ao máximo ser imparcial ao escrever)!


O que esperar do show?

O show de Nando Reis é de uma intensidade tão profunda que mesmo distante você se sente em cima do palco. Nando Reis seduz, é a melhor maneira de caracterizar sua apresentação. Há quem diga que ele não é bom intérprete, que ele fala as músicas, que pererê e parará, mas melhor do que ouvir os outros falarem, é ouvir e ver Nando Reis em ação. As músicas são boas, as baladinhas românticas são envolventes. E, mudando de água pro vinho, sabe a “palavra do mestre cervejeiro, não o que faz e sim o que toma”? Então inverte para palavra daquele que vai ao show, não do que faz o show. Vou escrever agora na visão da frequentadora. Na verdade eu não sei se posso falar o que esperar deste show, porque costumo ficar hipnotizada (meu sócio Vinícius pode confirmar). Descrição do primeiro: Nando Reis no Espaço Emes dia 30 de setembro de 2007, copiando as palavras de ‘Ladir’ do Toma lá da cá Nando reis “é maaaaaaaaaaraaaaaaaaaaaa!!!” Indiscutívelmente sedutor, o ruivinho não é nem bunitinho, mas entra num êxtase contagiante quando está no palco. Descrição do segundo: Nando Reis no Projeto Verão Sergipe na Caueira dia 18 de janeiro de 2008, o som na frente do palco estava ruim, mas eu nem queria saber disso! Rs Eu espero bis… Bis de tudo, das músicas lindas, da expectativa, do cansaço, dos gritos, e, principalmente, da sensação de satisfação e do gostinho de quero mais…

Acessem: http://nandoreis.terra.com.br, um site com informações sobre o artista, blog, fotografias, discografia.

Como foi o show?

Domingo, 02 de novembro de 2008, show de encerramento da segunda edição do projeto “Eu faço cultura”. No palco, abrindo a noite, o grupo Patubatê. Irreverente, ousado, criativo, assim é o show deste grupo que envolve o público num espetáculo cheio de efeitos sonoros e visuais. Acompanhados de dois DJs que dão o fundo de música eletrônica ao som da percussão, os músicos do Patubatê vão alternando os instrumentos entre maçaricos e tonéis. Bolas de basquete, carcaça de telefone público, de tudo se tira o som que dá ritmo ao movimento do corpo do espectador. Não tem como não se deixar envolver, seja com olhar admirado ou dançando.

arnaldonando-3134Contagia o modo como os músicos se entregam a musica. Dois momentos a destacar: o primeiro quando Fred Magalhães convida para subir ao palco algumas pessoas que participaram da oficina de percussão e de produção musical ofertadas pelo projeto e ministradas pelo pessoal do Patubatê. O segundo foi quando introduziram água no espetáculo. À medida que Fernando Mazoni tocava num tonel, a água ia jorrando causando um efeito lindo, daí, logo em seguida, Fred Magalhães vira um balde com água em cima dele e sobre a platéia, que grita eufórica. Muito legal! Pode-se dizer que a banda não deixou a desejar, mas em relação ao ano passado este show foi meio curtinho e, apesar da ansiedade em ver Nando Reis, a galera queria mais.

Sai o Patubatê e entra à atração mais esperada da noite, Nando Reis vem apresentar músicas de seu álbum Luau MTV, além de incrementar o repertório com canções de outros CDs.  Começando com “A letra A”, longe da ordem alfabética, pode-se dizer que ocorreu um desenvolvimento crescente de energia e interação entre banda e público. Nando Reis inicia o show sentado num banquinho, e a pergunta é: Por quanto tempo ele iria agüentar manter-se ali? Não custou muito para que extravasasse. Os infernais, a banda que acompanha o músico, faz jus ao sucesso. Competência tocando eles tem, assim como presença de palco e carinho dos fãs não falta. Todo o grupo integrado entra em êxtase e a galera vibra.

Nando ReisO bom do show de Nando Reis é não se limitar necessariamente a ele, enquanto artista em destaque. Das performances das back vocals, que não param um segundo de dançar, até os demais músicos que abusam de estilo e personalidade tocando, tudo merece destaque no show. Nando Reis, nem se fala… Quem escreve aqui é uma fã suspeita que costuma ficar hipnotizada enquanto rola o “espetáculo”. Das “Coisas mais lindas” a “Do seu lado”, não teve pisão de pé que fizesse algumas pessoas enlouquecidas largarem o alambrado que afastava mais o palco do contato público.  O ruivinho seduz e a cadeira logo perdeu sentido no palco, ela ficou vazia e sem função. Nando Reis se entrega, e a galera se envolve e retribui com coro, palmas, mãos pra lá, mãos pra cá e gritos. Momento marcante do show? Tarefa difícil definir. Todas as letrinhas na ponta da língua, galera cantando tudo.  Essa resposta vai de opinião pessoal: “Estranho seria se eu não me apaixonasse por você…”, All Star foi cantada em coro do início ao fim, horas deixada só na voz do povo.

Inexplicavelmente maravilhoso o evento, que repetiu em qualidade os efeitos da edição passada. Superou as expectativas. O público está de parabéns, o Emes estava lotado. A organização do evento também merece ser parabenizada. Agora é aguardar próximo ano, para ver Nando Reis em Pirambu no Verão Sergipe e torcer para que o grupo Patubatê retorne em breve à cidade.

Cobertura: Samara Kenia

Obs: Em breve as fotos serão melhor organizadas e nomeadas

Data

  • 02/11 – 19h – Projeto Eu Faço Cultura

Local

  • Espaço Emes – Aracaju

Atrações

  • Patubatê
  • Nando Reis e Os infernais

Dueto Cultural em Aracaju: O Teatro Mágico, Naurêa, Arnaldo Antunes e Maria Scombona

A ECCOS Eventos, através da Meugênio Produções realiza “Dueto cultural”, reunindo numa mesma noite um artista de renome nacional e uma grande atração local. O evento acontecerá em duas noites, dias 31 de outubro e 01 de novembro, o Palco do Emes vai receber O Teatro Mágico e Naurêa, Arnaldo Antunes e Maria Scombona (respectivamente).

Quem é mesmo que vai tocar?

O teatro Mágico

O Teatro Mágico (SP) é uma trupe que reúne artistas circenses, músicos e atores,  liderados por  Fernando Anitelle, com a intenção de propagar cultura com um teor de crítica social. Suas músicas permitem ao ouvinte penetrar a fuando em sua realidade e pensá-la, questioná-la, ao mesmo tempo que vivenciam um mundo de sonhos, onde a imaginação  confundida com a razão criam um fio que é o principal condutor dos pensamentos. O Teatro Mágico, seguindo a linha do primeiro cd, que promovia a idéia de que tudo era possível através da luta em prol dos ideais, dos sonhos, lança seu segundo trabalho, dessa vez com a proposta de entrar mais a fundo nos debates sobre problemas característicos de nossa sociedade, parecendo penetrar o íntimo desta realidade (mais…).

O que esperar do show?

O espetáculo do Teatro Mágico permanece em sua essência do “podemos ser quem e o que quisermos”. Envolvidos pela música descobrimos a satisfação em ser um pouco mais do que acreditamos, ou do que somos obrigados,  e nos deixarmos conduzir pelo ritmo, mergulhando num prazerozo conflito entre a realidade com o sonho.  Há pouco mais de um ano O Teatro Mágico fazia sua primeira apresentação em Aracaju, na Rua da Cultura,  o público, envolvido com a energia cantava músicas como “O anjo mais velho”, “Realejo”, “Ana e Mar”, emtre outras. Enfim, mais que chegada a hora, O Teatro Mágico retorna a Aracaju, com o “Segundo Ato“,  e se pode esperar um verdadeiro espetáculo, musical, visual, de todo modo : artístico, no qual serão apresentadas canções do novo trabalho, como “Abaçaiado”, “Pena”, Cidadão de Papelão”, e recordados alguns sucessos do álbum “Entrada Para Raros”.

Para quem conhece o trabalho do grupo, resta à ansiedade na espera do dia em que presenciarão o show incrível, um verdadeiro espetáculo que mistura música de qualidade com arte teatral e circense, representado toda forma de cultura. A quem ainda não conhece, aqui vai uma dica: acesse www.oteatromagico.mus.br, lá podem ser encontradas informações sobre a trupe, fotos, vídeos e músicas para download.

Naurêa

A Naurêa é uma banda totalmente sergipana, formada em 2001, toca um ritmo que mistura samba e baião, além de outras batidas influenciadas de diversas tendências musicais.  Naurêa tem ganhado destaque ao longo de sua história, ultrapassando as fronteiras do Estado, além de ser presença garantida nos eventos mais importantes em sua terra natal, embalando o público com canções como “Alcóol ou Acetona”, “Bomfim”, entre outras. Naurêa chegou até a Alemanha durante a Copa de 2006, num show que abriu caminho para turnês pela Europa.

O que esperar do show?

A música resultante da mistura de ritmos diversos impede que os espectadores fiquem parados. Há os que resistam, mas não por muito tempo. Há os que tentam descansar, recuperar o fôlego, mas todo mundo dança. Naurêa traz música de qualidade, muito agito e animação.

Quer saber mais, acesse: http://www.naurea.com.br, tudo sobre a banda: discografia, fotos, videos e músicas para download.

Como foi o show?

Teatro Mágico e Naurêa

Fernando Anitelli - O teatro mágico“A poesia prevalece…” Assim começa a primeira noite do Dueto Cultural, com a apresentação da Cia. circense O Teatro Mágico. “Evoca-se na sombra uma inquietude…” E vê-se agitar um público ansioso. Muita gente ainda fora do espaço pôs-se a correr agoniadamente quando ouviu o chamado. O Teatro Mágico sobe ao palco e, mesmo sem o abrir das cortinas, começa um espetáculo envolto de expectativas. Amadurecência arrepia e Abaçaiado levanta a galera mostrando nada mais nada menos do que aquilo que o grupo faz muito bem: transmitir paixão pelo que faz. As pessoas foram se aglomerando em frente ao palco e ficando juntinhos, juntinhos, “como arroz e feijão”.

O público pulava, vibrava, se soltava. Cada um assumia seu personagem, já que tudo era permitido e a ordem era curtir. Impossível não se emocionar com o coro dos fãs em todas as músicas com letrinhas na ponta da língua. “Ana e o Mar” num solo instrumental e todo mundo cantando… Lindo! O repertório não deixou a desejar e a cada canção vivia-se um momento um único e inesquecível. “A fé solúvel” fez uma fãzinha ao meu lado chorar, soluçar e tremer. Ela dizia: “Eu amo, eu amo… Não consigo me controlar!” Pergunto se alguém conseguiu. Não falo de descontrole no sentido de perder as rédeas, sim de se permitir enlouquecer um pouco, imaginar muito e se deixar levar sem reprimir. Notavelmente o público se entregou e entrou no mundo dos sonhos, da magia. As performances no tecido acrobático, no trapézio e no palco hipnotizaram algumas pessoas, encantaram todo o público. Era o teatro mágico de uma realidade que desejamos, da vida real misturada com a que imaginamos. Sucessos do álbum “Entrada para Raros” completavam o repertório do show “Segundo Ato”.

Difícil definir o ponto ‘G’ do show de TM, vai ficar por conta de cada um. Como dito anteriormente, ocorreu um verdadeiro espetáculo sonoro, visual e de contato. Estaria mentindo se dissesse que não existem palavras para descrever o show, pois as próprias palavras cantadas o definem e, utilizando algumas poucas (com exagero de fã ou não), fica assim entendido: perfeito, maravilhoso, completo, excelente, gigantesco, espetacular. Vamos finalizar os comentários sobre o Teatro Mágico assim: “Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você”, com a lembrança das palmas, do coro, da sensação coletiva de satisfação e saudade, da tristeza pelo fim misturada à alegria pela realização.

Dando continuação à noite, com a proposta de não deixar ninguém parar, Naurêa sobe ao palco trazendo a boa música que todo mundo conhece. O público não demonstrava cansaço e dançava ao som da banda que interagia com a galera, conversando e coreografando as músicas. Também foi possível se ouvir um coro do público que cantarolava as letras de “Álcool ou Acetona”, “Pra ingrês vê”, “Bomfim”.

Uma expressão que pode ser considerada marcante, retratando todas as sensações da noite: “No fim a gente ganha sim Senhor”. Acabou o evento, Naurêa foi show de Bola e no final, apesar do gostinho de quero mais e da saudade, todo mundo saiu ganhando. Satisfação é o mínimo que se espera e o muito que se ganha num evento como esse. Parabéns a organização do Dueto Cultural pelo sucesso da primeira noite.

Observações:

  • A quantidade de pessoas foi suficiente. Pouca gente, mas com energia necessária para artista nenhum colocar defeito.
  • A festa estava muito bem organizada.
  • O pessoal do Teatro Mágico, mesmo sem tempo para atender os fãs, não deixou de dar uma escapadinha rápida pra ver o Neurêa, circular pelo espaço e tirar fotos com algumas pessoas que, mesmo sabendo que o provável era que a banda partisse assim que terminasse o show, esperançosas aguardavam abrir uma fresta no aceso ao camarim, só por um tchauzinho.
  • Após o show de Naurêa tinha um pessoal reunido na área “aberta” do Emes, batendo um papo legal, tomando sua cervejinha, mas que de repente foi abordado por um segurança estupidamente grosso que disse: “Pessoal, a reunião está boa, mas tá na hora de ir embora”. Você poderia refutar: “Que mal há nisso? Ele só estava fazendo o trabalho dele”. Não reclamo do que foi dito, nem do fato de ter sido expulso, era hora de ir, a casa tinha que ser fechada. Reclamo do modo como aconteceu, essa frase pode soar simples, dita de um modo qualquer, mas a forma como o dito cujo segurança falou foi de causar indignação. Nem um “boa noite”, nem um “com licença”, quem treinou aquela criatura? Acho bom dar um jeitinho nessa educação, pois depois de um show maravilhoso não era de se esperar ser tratado daquela maneira.

Cobertura: Samara Kenia e Vinícius Castro

Arnaldo Antunes

Arnaldo Antunes (SP) atuou como vocalista e componsitor de 1982 a 1992 numa das mais importantes bandas de rock da década de 80, Titãs. É autor de grandes sucesos em parceria com seus companheiros de banda: “Bichos escrotos“, “Comida“, “Familia“, e outras mais. Depois de desintegrar o grupo continuou compondo para ele. Arnaldo Antunes partiu para a carreira solo como cantor, compositor, poeta e videasta. Lançou alguns discos e participou de projetos como a composição da trilha sonora do espetáculo “O Corpo”. Arnaldo Antunes gravou o disco Tribalistas em parceria com Marisa Monte e Carlinhos Brown. Seu mais recente trabalho, inédito, foi o cd “Saiba”, lançado em 2004. Em 2006 Arnaldo Antunes relança “Nome”, originalmente lançado em 2003, num kit composto por cd e dvd, com músicas remixadas e remausterizadas, além das letras em português, inglês e espanhol.

O que esperar do show?

Poesia, muita poesia! Arnaldo Antunes interpreta algumas canções já registradas nas vozes de outros cantores, além de sucessos conhecidos da época em que era vocalista do Titãs, como “O Pulso” e “Não vou me adaptar“.

Passe o olho em: www.arnaldoantunes.com.br, site oficial do cantor, onde se pode encontrar todo tipo de informação a respeito de sua carreira, critícas, discografia, letras de música, agenda.

Maria Scombona

Maria Scombona é uma banda tipicamente sergipana que vem ganhando espaço no âmbito musical. Rica em história e provedora de um tipo musical que envolve rock, batida funk, blues e muita regionalidade, Maria scombona vem conquistando o público através do projeto “Circuito Escolar Maria Scombona“, pelo qual a banda vem percorrendo escolas de Aracaju divulgando seu traalho e a importância da música para a sociedade. O primeiro disco, Grão, saiu em 2002.  O segundo trabalho entitulado de “Segundo“, foi lançado em 2005 e os shows da banda vem ocupando espaços pelo Brasil a fora.

O que esperar do show?

Da Maria Scombona podemos esperar muita disposição pra balançar o público que vai lotar (estou fazendo previsões) o Espaço Emes. O som que mistura blues, rock e funk não vai deixar ninguém encostado de canto.

Visite: www.mariascombona.com.br e saiba mais sobre a banda, acesse os blogs dos músicos, fique sabendo de tudo que rola com o grupo através das notícias, baixe as músicas.

Como foi o show?

Arnaldo Antunes e Maria Scombona

Pense no susto: chegar à porta do Emes e perceber um vazio que pode ser constatado também dentro do espaço. Tudo bem, melhor foi não julgar a quantidade das pessoas e sim aguardar a qualidade do que estava agendado para a noite. Maria Scombona abre o segundo dia do projeto Dueto Cultural com um show regado de muito molejo. A banda tem uma presença de palco incrível e a mistura de ritmos balança o público. A esperança era que as pessoas fossem chegando para ver o show de Arnaldo Antunes, mas minhas previsões de ver o espaço abarrotado de gente foram negadas. Nada de se abalar, tinha pouca gente sim, mas suficiente para fazer coro e vibrar com o ex-titãs subindo ao palco.

Arnaldo AntunesArnaldo Antunes fez uma apresentação espetacular, como era esperado. Quem compareceu deve ter se encantado com o misto da voz doce e da hiperatividade do cantor, que deita, rola e faz cambalhotas (literalmente), enquanto canta suavemente canções como “Se tudo pode acontecer”, “Quarto de dormir”, “Socorro”. Momento marcante do show? Todos. Cada música parece bater um preguinho que pendura um lembrete, inesquecível, e arrepia. Mas teve uma ocasião inesperada, na qual Arnaldo desce do palco e aborda os fãs com um abraço, faz pose para fotos e canta ali juntinho.

Era o fim de mais uma noite, o fim desta edição do projeto, e o começo das lembranças. Arnaldo Antunes não deixou a desejar. E pra finalizar com chave-de-ouro, Capitão Parafina e os Haoles faz um show muito bom, pena que não pude ficar até o final. O projeto Dueto Cultural foi uma iniciativa da Eccos Eventos junto com a Meugênio Produções que deve ser aplaudida de pé, pela organização do evento e pela seleção das atrações. Resta agora esperar o bis e relembrar os dois dias de festa.

Cobertura: Kelly Lucena e Samara Kenia