Mundo Máquina e suas Promessas

Máquinas modernas, aquecimento global, nanotecnologia, desenvolvimento e paz sustentáveis, novas vidas em construção. Expectativa de vida, século XXI, racionamento de energia, racismo, preconceitos, políticas, politicagens, momentos e a super-informação. Há muito a sociologia surgiu para explicar os novos problemas da sociedade. O mundo adventício, talvez, não seja apenas especulação. Tudo fora de ordem, operários desempregados, máquinas operando a todo vapor. O exótico já saiu de moda, o planeta não é uma bola de cristal, mas algumas pessoas já começam a admitir o seu fim. Aparecimento de favelas, operários, superpopulação, prostituição, suicídios, greves, desemprego, desigualdades, crise e seus derivados foram problemas que eclodiram no século XVIII; Revolução Industrial, progresso e tecnologia… Daí surgiu a nova ciência chamada Sociologia.

Os dogmas sagrados passam a ser questionados, o futuro já não está tão distante, Eu robô não é apenas um filme, Quem eram os deuses astronautas? 2001: uma odisséia no espaço e no tempo. Desequilíbrio ambiental, armas químicas em desenvolvimento, verdades em demasia, um incêndio mundial. A Terra em estado de explodir, as pessoas mais velozes que o próprio sonho. Superman, Flash, Mulher Maravilha, os heróis estão guardados, engavetados, presos em um DVD. A Liga da Justiça é apenas uma animação. Hannibal Lecter, Lex Luthor, Hitler, Osama bin Laden, Sadam Husein, George W. Bush, José Sarney, Gripe Suína… São apenas vilões, grandes criminosos (ou vírus), mas isso também é ficção. São jogos virtuais bem desenvolvidos, quase reais.

O Século XXI tem várias preocupações: meio ambiente, interdependência, atos de corrupção. Qual será a nova ciência a surgir? Quem serão os novos Comte, Durkheim, Weber, Mark, Engels…? São vários os tipos de Guerra: Guerra Civil, Parcial, Total, Preventiva (preventiva?), Preemptiva, por Procuração (modernos), Fria, Nuclear, Biológica, Química, Comercial, Subversiva, Psicológica. Ideológica… “A Guerra são negócios” (Filme: A Ilha, 2005). Por que a paz sustentável assim como o desenvolvimento são assuntos ainda incompreensíveis para alguns e sem critérios de solução? Parabéns aos “The Simpsons”, fizeram um filme sobre a atual situação do mundo, criticando com muito humor a imparcialidade dos grandes governantes e suas nações. A teoria do desenvolvimento sustentável, ou ecodesenvolvimento são problemas velhos, mas estudados a vigor hoje. As promessas por um mundo melhor já saíram de moda. E agora?

“O céu é uma promessa, eu tenho pressa, vamos nessa direção. Atrás de um sol que nos aqueça, minha cabeça não agüenta mais…” (Engenheiros do Hawaíí, A promessa). Pode ser que o céu esteja lá no alto, no último andar dos grandes edifícios, reservado solenemente para alguns, mas não devemos jogar aviões terroristas sem uma causa justa (aliás, sem causa alguma, para que jogar aviões em prédios? Quer chamar a atenção vai pro BBB, pra Fazenda… ou pro Corinthians). Se ainda quisermos acompanhar a cada pôr-do-sol e amanhecer as novas pinturas e obras artes que do céu surgem não deveríamos andar olhando pro chão. “Hoje as luzes se apagam, amanhã eu vejo o sol.” (Douglas Alves, livro ‘Dias de Sonho’).

“O coração é uma flor que floresce num chão de pedras” (U2, Beautiful day). As pessoas estão alienadas, pensam que podem mudar o mundo apenas assistindo televisão. A velocidade é o que todos procuram, o mundo pós-moderno faz com que os humanos singularizem-se. “Os egoístas, todos eles estão postos na fila rezando e esperando para comprar tempo para eles mesmos” (Pearl Jam, I Am Mine). O desafio do novo milênio é ultrapassar o tempo, ser mais veloz [I need you]. Compre uma Ferrari, um jato, a nova espécie de máquina que acabam de inventar. Eu me preocupo se as pessoas querem realmente mudar a situação do planeta ou serem eleitos para o novo cargo do governo. Se a Coca-Cola produz mais latas do que as pessoas pegam no chão, como conscientizar alienígenas que o lixeiro é logo ali ao lado?

Reles criminosos não são reles. Eles matam, eles roubam, e eles também esquecem de tomar a “Fanta” no café da manhã. A máquina humana um dia pode ser meta-humana, e quando isso acontecer o que sobrará? “Um passo à frente e você já não está no mesmo lugar” (Chico Science, músico Nação Zumbi). Se já sabemos como será o futuro devemos olhar para frente e estudar as possibilidades de mudança, mudança de comportamento, de nossas atitudes, de nossos pensamentos. “E se este mundo for o inferno de outro planeta?” (Aldous Huxley, escritor inglês). Não podemos perder a fé em nós mesmos, isso é inaceitável. Como cantou Zeca Baleiro, no inferno os anjos decaídos cantam covers das canções celestiais. Ele pode ser uma cópia quase perfeita do céu.

“A história dos grandes acontecimentos do mundo não é mais do que a história dos seus crimes”. (François-Marie Arouet ‘Voltaire’). Estudamos as grandes tragédias, mas nunca conseguimos sair delas. “Pense na Terra como um organismo vivo que está sendo atacado por bilhões de bactérias cujo número dobra a cada quarenta anos. Ou morre o invasor, ou morre o hospedeiro, ou morrem os dois”. (Gore Vidal, escritor americano, autor do livro Lincoln). Pensou? Pois é, o mundo está se caminhando para a morte, mas o invasor (nós) também estamos no mesmo barco, somos passageiros do mundo, iremos juntos aonde ele for. Ao infinito e além! Ou seria: ao fim, e quem vem?

“Nada se seca mais depressa do que uma lágrima” (Apolônio de Rodes, poeta grego do século III a.C.). Quantos infiltrados existem no poder? São vários, mas somos mais. É melhor enxugarmos as lágrimas de tristeza, de tempo perdido e trocarmos por sorrisos verdadeiros, eloqüentes, que façam “Iron Maiden” “A dama de ferro”, mostrar sua grande beleza, a estátua na avenida sentir a brisa leve da manhã, e a boneca de porcelana desfilar com seu lindo vestido pela avenida abrilhantando novos horizontes, fazendo a prosperidade chegar a todos. “Os que acreditam no impossível são mais felizes”, assim disse o poeta Eugénie de Guérin. Eu prefiro acreditar.

O poeta, filósofo, grande amigo e escritor José Roque dos Santos questionou: “Quem somos nós para agirmos assim, para quê estamos aqui? Quem está comigo? Quem sou eu? Se somos os donos de tudo, quem é o dono de nós?” É melhor viver feliz que se trancar dentro da caixa de pandora particular, com medo de aprender a plantar uma árvore, descobrir o novo som dos pássaros – não o de desespero, mas o de felicidade, de liberdade. “Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos”. (Pablo Neruda).

Devemos aprender com as crianças a nunca deixar de ser feliz, curioso, energético, criança. “Quando somos crianças, somos um pouco de cada coisa. Artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo”. (Kevin Arnold, ANOS INCRIVEIS).

E vou mais além, ultrapasso a compreensão humana de que somos fantoches satisfeitos com o jornal matinal: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos” (Chaplin).

Antes de jogar este pensamento fora, por favor, procure ao lado alguém, uma pessoa, aquela que está sorrindo para você ou que no momento está sentada de cabeça baixa preocupada com o amanhã ou somente está tomando seu chá quente (refri gelado) assistindo malhação e sugira a ela ler este texto. Não custa nada tentar! Lembre-se, você é brasileiro e não desiste nunca.

It’s evolution, baby!” “É a evolução, baby!” (Pearl Jam, Do the evolution)

José Douglas Alves dos Santos


Obs.: O número de referências dentro do texto é intencional, algo sem medidas, sem controle, um arsenal de palavras a serem disparadas em todas as direções, em todas as mentes.

Anexos:

A Promessa

Engenheiros do Hawaii

Composição: Humberto Gessinger

Não vejo nada.
O que eu vejo, não me agrada.
Não ouço nada.
O que eu ouço, não diz nada
Perdi a conta
Das pérolas e porcos
Que eu cruzei, pela estrada…
Estou ligado à cabo
A tudo que acaba
De acontecer…
Propaganda
É a arma do negócio.
No nosso peito bate
Um alvo muito fácil.
Mira à laser,
Miragem de consumo,
Latas e litros
De paz teleguiada.
Estou ligado à cabo
A tudo que eles tem
Pra oferecer…
O céu é só uma promessa.
Eu tenho pressa,
Vamos nessa direção.
Atrás de um sol
Que nos aqueça
Minha cabeça
Não aguenta mais…(2x)
Tu me encontrastes
De mãos vazias;
Eu te encontrei
Na contramão.
Na hora exata,
Na encruzilhada,
Na Highway da
Super-informação.
Estamos tão ligados
Já não temos o que temer…
O céu é só uma promessa.
E eu tenho pressa,
Vamos nessa direção
Atrás de um sol
Que nos aqueça.
Minha cabeça
Não aguenta mais…
O céu é só uma promessa
Eu tenho pressa,
Vamos nessa direção
Atrás de um sol
Que nos aqueça.
Minha cabeça
Não aguenta mais.
Não aguenta mais
Não aguenta mais
Não aguenta mais…

Do the Evolution (tradução)

Pearl Jam

Composição: Pearl Jam

Eu estou a frente
Eu sou o homem
Eu sou o primeiro mamífero a usar calças
Eu estou em paz com minha luxúria
Eu posso matar pois em Deus eu confio, yeah
É a evolução, baby

Eu sou uma besta
Eu sou o homem
Comprando ações no dia da quebra, yeah
No frouxo, eu sou um caminhão
Todas as colinas rolantes, eu irei aplanar todas elas, yeah
É comportamento de rebanho, uh huh
É a evolução baby

Me admire, admire meu lar
Admire meu filho, ele é meu clone
Yeah yeah, yeah yeah
Esta terra é minha, esta terra é livre
Eu faço o que eu quiser, irresponsavelmente
É a evolução, baby

Eu sou um ladrão
Eu sou um mentiroso
Esta é minha igreja, eu canto no coro
Aleluia, Aleluia

Me admire, admire meu lar
Admire minha música, aqui estão minhas roupas
Porque nós conhecemos
Apetite por banquete noturno
Esses índios ignorantes não tem nada comigo
Nada, por que?
Porque é a evolução, baby!

Eu estou a frente,
Eu sou avançado,
Eu sou o primeiro mamífero a fazer planos, yeah
Eu rastejei pela terra, mas agora eu estou alto
2010, assista isso ir para o fogo
É a evolução, baby!
É a evolução, baby!
Faça a evolução
Venha
Venha, venha

O que é corpo?

O que é corpo?


Para a palavra corpo há derivações. Pode ser, por exemplo, a idéia do texto: “o corpo do texto”; a pouca ou a muita disposição: “de corpo mole”, “de corpo presente”; o crescimento, desenvolvimento da pessoa: “ganhar corpo”; livrar-se de trabalhos, complicações, escapar de certas situações: “tirar o corpo fora”. Mas aqui trabalharei apenas como o corpo sendo a substância física de cada homem ou animal.

O corpo humano pode ser considerado fonte de beleza para os vaidosos. Como já citei no contexto do artigo “Sexo, drogas e rock´n´roll ou Amor(?), anabolizantes e estampas?”, Quantas pessoas passam horas em frente ao espelho, na academia, em médicos especialistas, procurando uma perfeição inexistente, algo relativamente tão egocêntrico quanto os antigos planos presidenciais de Bush no poder norte-americano?

Pode também ser considerado fonte de preocupação. Quantas garotas tentam emagrecer ao extremo para ficarem mais parecidas com aquele galho de palmeira, ou com aquelas modelos famintas que passam no comercial fazendo ideologia eloqüente para o público seguir suas idéias, e na verdade desejam inconscientemente por um belo prato de comida e uma sobremesa bem deliciosa? Como também há os que não saem do “McDonald´s”, procurando ser o primeiro da fila dos pesos pesados, ou o primeiro da fila dos mortos, sendo que os maiores causadores de morte por câncer são as razões psicológicas (rancor, depressão, tristeza…) e os produtos industrializados. Coincidência, não?

O corpo pode servir como conteúdo de conhecimento, sabedoria, informação, culturas úteis ao processo intelectual de um ser humano. É claro, as idéias estão e ficam armazenadas na alma, assim já disse Platão. Mas o corpo participa desse desenvolvimento, pois ele o leva aos lugares que você necessita ir. Como disse o inventor americano Thomas Edison: “o propósito do corpo é levar o cérebro para passear”.

Pode ser fonte de ambição intelectual e material. Olhando-se o corpo de um indivíduo você pode ter noção de sua face, a famosa “primeira impressão”. O homem procura sempre saber mais e respectivamente, ter mais. É da natureza humana buscar o melhor e não contentar-se apenas com o que já tem. O filósofo alemão Schopenhauer afirmou: “todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”. Percebe-se que ele não estava errado. Enquanto as pessoas se preocupam com qual bolsa sair para jantar ou ir a alguma festa, animais inocentes são mortos por terem em sua epiderme a composição ideal para a fabricação das mesmas, sendo uma prática agradável a produtores e consumidores.

Agora vem uma das partes mais interessantes do corpo: o corpo como fonte de riqueza. Apesar de “muitos” poucos andarem com jóias e outras preciosidades em seu corpo, uma grande parte das pessoas não tem condições de andar nem com uma bijuteria, logo não falarei deste tipo de riqueza, mas a riqueza que todos tem ou podem ter. Explico-lhes. Se alguém pergunta “quanto custa o corpo humano?” muitos respondem: “não tem preço”. Embora seja sabido que muitos tem seu preço e que vender o corpo é a profissão mais antiga do mundo. Comercializar órgãos humanos é crime na maioria dos países. Pelas leis brasileiras, o corpo, vivo ou morto, no todo ou em cada uma de suas partes é res extra commercium, ou seja, fora de comercialização. Mas apesar da barreira legal, tem gente que ganha muito dinheiro com algumas partes do corpo, não só no mercado negro (onde um rim pode ser vendido por mais de 20 mil reais), mas também por vias legais: nos Estados Unidos e em outros países, quem doa sêmen, óvulos, sangue e leite materno ganha uma bonificação em dinheiro. A revista “Mundo Estranho” pesquisou o preço do corpo humano, surpreenda-se: DNA – 13,2 g de DNA placentário = 9,7 milhões de reais; gordura – 14 kg de ácido de esteárico = 400 reais; proteína – 11 kg de albumina de soro bovino = 38 mil reais; minerais – 3,9 kg de fosfatos de cálcio, magnésio e zinco, e cloretos de sódio e potássio = 1050 reais; açúcares – 1,1 kg e amido = 410 reais; água – 40 litros de água mineral = 15 reais. Total = 9 milhões e 740 mil reais. Cuidado, depois que você vendê-lo não terá mais. Aproveite sua riqueza.

 

José Douglas Alves dos Santos

jdneo@hotmail.com

(79) 8112 6581

Estudante de Pedagogia pela Universidade Federal de Sergipe

 

Referências:

Revista Mundo Estranho, Ed. nº. 60.

Mini Aurélio – o dicionário da língua portuguesa

 

 

EMES – Marcelo Camelo

Cobertura do Evento (Fotos)

O compositor e cantor Marcelo Camelo vem à Sergipe fazer o lançamento – do seu muito bem aceito pela crítica e público, diga-se de passagem – CD solo, sou, lançado em 2008. O CD ganhou muitos elogios e colocou Marcelo como um dos maiores músicos contemporâneo do país. A música “Janta” foi eleita pela Revista Rolling Stones como a melhor música do ano. Apesar do “tempo” dado ao Los Hermanos, os integrantes não param de trabalhar, e trabalhar bem. Além do CD solo de Marcelo Camelo, um outro líder do grupo, Rodrigo Amarante, seguiu com outro projeto bem aceito pelos críticos e fãs, intitulado Little Joy. A banda inclui mais dois nomes, e o CD foi lançado recentemente no Brasil.

O show de Marcelo Camelo neste dia 04 é um daqueles que devem ser vistos perante qualquer circunstância. Nada que abale seu humor antes do espetáculo deve ser levado em consideração. Um verdadeiro alívio à mente, um tranqüilizante para se ouvir e lembrar por todas as noites de tormentas que vierem pela frente. Não fique esperando a tempestade passar antes da hora, aproveite e veja logo o sol.

Data / Local / Hora

  • 04/04/2009
  • EMES
  • 21h

Atrações

  • Marcelo Camelo (voz, violão e guitarra)
  • Acompanhado por Fernando Cappi (guitarra), Marinho (guitarra), Guilherme Granado (vibrafone e teclados), Marcos Gerez (baixo), Maurício Takara (bateria), Rogério Martins (percussão) e Rob Mazurek (trompete).

Cobertura E-life 2009

E-LIFE; É-VIDA!

Aconteceu neste último dia 21 uma das festas mais aguardadas da velha e nova geração sergipana. Para quem curte música eletrônica até a alma, o E-life foi uma válvula de escape que proporcionou diversão e entretenimento de alta qualidade. Uma Rave que durará por muito tempo na memória de quem esteve presente.
Os sete DJ´s encarregados de comandar o pessoal fizeram um verdadeiro teste de resistência, música a música, ninguém ficou parado… E como tudo que é bom termina “cedo”, logo o dia amanheceu e a festa se aproximou do seu fim. Porém, a galera ficou mais que satisfeita com esse dia incomum na rotina aracajuana.
E para resistir a essa maratona, nada melhor do que uma mistura bem nordestina: cerveja, água, beijo na boca, melancia, melão e muita, mas muita energia no ar. Pena que acabou. Agora é esperar pela próxima festa que possibilite ao público um espaço alternativo para diversão dos jovens (de todos eles, já que muitos são jovens a vida inteira), algo realmente interessante, expressivo. Para resumir: foi uma festa “eletric!”

Por Douglas Alves

Post de divulgação do evento

Fotos (Thamires):
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Fotos:

Cobertura por Douglas Alves

Sexo, Drogas e Rock´n´roll ou Amor (?) Anabolizantes e Estampas?

Sexo, Drogas e Rock´n´roll ou Amor (?) Anabolizantes e Estampas?

Outrora tínhamos um objetivo bem claro: liberdade. Ser livre do sistema injusto que aprisiona cidadãos com ideologias, utopias de uma vida real, engendrando o que muitos chamam hoje de “liberdade”. Por que o amor se torna a cada salto do tempo, algo utópico, uma incógnita, surreal. Vemos casais dizendo: “eu te amo!” com tanta frieza e facilidade que faz pensar ser algo normal, como um simples alimento na prateleira do supermercado, na seção de consertos urgentes para o coração. Mas o seu preço aumenta a cada dia, vítima do consumismo exagerado que conduz a mulher ao conceito de depósito de objetos. Calma, eu sei que há exceções, também acredito no amor verdadeiro, também sou humano e sonhador. Porém é comum ver um rapaz simpático com uma bela dama elegante oferecendo-lhes mil objetos, bens materiais, e ela, no mais belo gesto do grande sentimento que existe: “te amo!”. O capitalismo conseguiu uma das maiores proezas que poderia, programar o nosso prazer, não só o sexual, do apetite sexual, mas também o da Philia, do amor, da alegria, da afetividade com momentos que se faziam eternos na mente das pessoas.
Vivendo em um mundo moderno não podemos ficar para trás, as academias lotadas concretizam essa realidade do século XXI. Novos instrumentos, novas drogas, anabolizantes para fazer um medíocre sentir-se erógeno diante das mulheres e do mundo em que habita, porém fazendo de seu mundo um ermo, deixando de viver como um dia sonhou, ou quis sonhar, atacado pelos grilhões da medicina moderna, pelo exercício do “espelho, espelho meu…” do corpo gigante e do cérebro vazio. Concordo que existem pessoas que conseguem conciliar entre o bom exercício físico e o excelente mental. Penso que muitos ainda conhecerão Voltaire, Conan Doyle, Allan Poe, Machado de Assis, Victor Hugo, Paulo Leminski, Moacyr Scliar e por que não, eu e meus amigos? Meus mestres e meus inimigos? Que um dia eles não se preocupem apenas em qual massa corpórea comprar para amanhã.
E viva o rock´n´roll, dos hits dos anos 60 aos 80, das eternas vozes dos anos 90, e dos Woodstocks do século XXI. Há muito vivemos a época da rebeldia: The Doors, Ramones, Sex Pistols, Metallica, Iron Maiden, Nirvana, Offspring, Foo Fighters, Linkin Park, Legião Urbana, Cazuza, Gabriel o Pensador, O Rappa, Engenheiros do Hawaíí, Zeca Baleiro, Lobão, Rock in Rio, Live Earth, RBD!? Jona Brothers?? O sistema diz que precisamos de novos revolucionários, dos citados, talvez os dois últimos estejam às normas do padrão imposto por ela, os outros não eram (ou são) covardes, mas eram (e alguns ainda são) considerados os loucos da humanidade, todavia eles sabiam (e sabem) que viveram (e vivem) em um mundo de loucos. Jim Morrison, Che Guevara, Cazuza, Renato Russo, Raul Seixas, Bob Marley, Ayrton Senna, Martin Luther King, Mahatma Gandhi, Kurt Cobain. Humberto Gessinger, Zeca Baleiro, o que eles têm em comum? Olha nas vitrines dos shoppings, nas barracas dos camelôs, na rede nacional, olha ao seu redor. As idéias revolucionárias estão lá, penduradas, quarando sobre a luz do sol artificial de seus olhos, algumas até em promoção, aproveite, compre a sua! Não acredito que eles inventaram maneiras de ver a vida com outros olhos para ficarem expostas atrás de espelhos transparentes como estampas de camisas da nova geração. Essa Geração Coca-Cola que a Legião cantou pelo mundo, que fizeram tantos movimentos contra o sistema, hoje seguem como manda a cartilha. È difícil ver ídolos (não os que passam na rede nacional) de uma época nos peitos da sociedade. Acredito que nem eles queriam estar lá, sendo vítimas do materialismo incorporado por muitos. E amanhã? Quem serão esses líderes, os novos revolucionários, aqueles que aparecerão por quinze minutos, mas ficarão estampados em novas camisas, como disse Lulu Santos: “Hoje o tempo voa amor”. Se seguirmos o sistema vigente não será tão difícil de saber quem serão os nossos novos heroes. Vou dar uma dica, um deles tem apenas três letras…
Concluo com o que um dia Axl Rose disse: “Não somos jovens tristes, somos apenas lúcidos”. E Gregório de Matos também: “Não é fácil viver entre insanos”.
José Douglas Alves dos Santos
jdneo@hotmail.com
8112 6581
Estudante de Pedagogia pela Universidade Federal de Sergipe