Luís Nassif: o último suspiro de Serra

Luís Nassif: o último suspiro de Serra

Atualizado e Publicado em 18 de julho de 2009 às 23:38

18/07/2009 – 10:15

por Luís Nassif, em seu blog

Entenda melhor o que está por trás dessa escalada de CPIs, escândalos e tapiocas da mídia.

A candidatura José Serra naufragou. Seus eleitores ainda não sabem, seus aliados desconfiam, Serra está quase convencido, mas naufragou.

Política e economia têm pontos em comum. Algumas forças determinam o rumo do processo, que ganha uma dinâmica que a maioria das pessoas demora em perceber. Depois, torna-se quase impossível reverter, a não ser por alguma hecatombe – um grande escândalo.

O início da derrocada
O início da derrocada de Serra ocorreu simultaneamente com sua posse como novo governador de São Paulo. Oportunamente abordarei as razões desse fracasso.

Basicamente:

1. O estilo autoritário-centralizador e a falta de punch para a gestão. O Serra do Ministério da Saúde cedeu lugar a um político vazio, obcecado com a política rasteira. Seu tempo é utilizado para planejar maldades, utilizar a mão-de-gato para atingir adversários, jornalistas atacando colegas e adversários e sua tropa de choque atuando permanentemente para desestabilizar o governo.

2. Fechou-se a qualquer demanda da sociedade, de empresários, trabalhadores ou movimentos sociais.

3. Trocou programas e ideias pelo modo tradicional de fazer política: grandes gastos publicitários, obras viárias, intervenções suspeitíssimas no zoneamento municipal (comandado por Andrea Matarazzo), personalismo absurdo, a ponto de esconder o trabalho individual de cada secretário, uso de verbas da educação para agradar jornais. Ao contrário de Franco Montoro, apesar de ter alguns pesos-pesados em seu secretariado, só Serra aparece. Em vez de um estado-maior, passou a comandar um exército de cabos e sargentos em que só o general pode se pronunciar.

4. Abandonando qualquer veleidade de inovar na gestão, qual a marca de Serra? Perdeu a de bom gestor, perdeu a do sujeito aberto ao contato com linhas de pensamento diversas (que consolidou na Saúde), firmou a de um autoritário ameaçador (vide as pressões constantes sobre qualquer jornalista que ouse lhe fazer uma crítica).

5. No meio empresarial (indústria, construção civil), perdeu boa parte da base de apoio. O mercado o encara com um pé atrás. Setores industriais conseguem portas abertas para dialogar no governo federal, mas não são sequer recebidos no estadual. Há uma expectativa latente de guerra permanente com os movimentos sociais. Sobraram, para sua base de apoio, a mídia velha e alguns grandes grupos empresariais de São Paulo – mas que também (os grupos) vêem a candidatura Dilma Rousseff com bons olhos.

A rede de interesses
O PSDB já sabe que o único candidato capaz de surpreender na campanha é Aécio Neves. Deixou marca de boa gestão, mostrou espírito conciliador, tem-se apresentado como continuidade aprimorada do governo Lula – não como um governo de ruptura, imagem que pegou em Serra.

Será bem sucedido? Provavelmente não. Entre a herança autêntica de Lula – Dilma – e o genérico – Aécio – o eleitor ficará com o autêntico. Além disso, se Serra se tornou uma incógnita em relação ao financismo da economia, Aécio é uma certeza: com ele, voltaria com tudo o estilo Malan-Armínio de política econômica, momentaneamente derrotado pela crise global. Mas, em caso de qualquer desgaste maior da candidatura oficial, quem tem muito mais probabilidade de se beneficiar é Aécio, que representa o novo, não Serra, que passou a encarnar o velho.

Acontece que Serra tem três trunfos que estão amarrando o PSDB ao abraço de afogado com ele.

O primeiro, caixa fornida para bancar campanhas de aliados. O segundo, o controle da Executiva do partido. O terceiro, o apoio (até agora irrestrito) da mídia, que sonha com o salvador que, eleito, barrará a entrada de novos competidores no mercado.

Se desiste da candidatura, todos os que passaram a orbitar em torno dele terão trabalho redobrado para se recolocarem ante outro candidato. Os que deram apoio de primeira hora sempre terão a preferência.

Fica-se, então, nessa, de apelar para os escândalos como último recurso capaz de inverter a dinâmica descendente de sua candidatura. E aí sobressai o pior de Serra.

Ressuscitando o caso Lunus
Em 2002, por exemplo, a candidatura Roseana Sarney estava ganhando essa dinâmica de crescimento. Ganhara a simpatia da mídia, o mercado ainda não confiava em Serra. Mas não tinha consistência. Não havia uma base orgânica garantindo-a junto à mídia e ao eleitorado do centro-sul. E havia a herança Sarney.

Serra acionou, então, o Delegado Federal Marcelo Itagiba, procuradores de sua confiança no episódio que ficou conhecido como Caso Lunus – um flagrante sobre contribuições de campanha, fartamente divulgado pelo Jornal Nacional. Matou a candidatura Roseana. Ficou com a imagem de um chefe de KGB.

A dinâmica atual da candidatura Dilma Rousseff é muito mais sólida que a de Roseana.

1. É apoiada pelo mais popular presidente da história moderna do país.

2. Fixou imagem de boa gestora. Conquistou diversos setores empresariais colocando-se à disposição para conversas e soluções. O Plano Habitacional saiu dessas conversas.

3. Dilma avança sobre as bases empresariais de Serra, e Serra se indispôs com todos os movimentos sociais por seu estilo autoritário.

4. Grande parte dessa loucura midiática de pretender desestabilizar o governo se deve ao receio de que Dilma não tenha o mesmo comportamento pacífico de Lula quando atacada. Mas ela tem acenado para a mídia, mostrando-se disposta a uma convivência pacífica. Não se sabe até que ponto será bem sucedida, mas mostrou jogo de cintura. Já Serra, embora tenha fechado com os proprietários de grupos de mídia, tem assustado cada vez mais com sua obsessão em pedir a cabeça de jornalistas, retaliar, responder agressivamente a qualquer crítica, por mais amena que seja. Se já tinha pendores autoritários, o exercício da governança de São Paulo mexeu definitivamente com sua cabeça. No poder, não terá a bonomia de FHC ou de Lula para encarar qualquer crítica da mídia ou de outros setores da economia.

5. A grande aposta de Serra – o agravamento da crise – não se confirmou. 2010 promete ser um ano de crescimento razoável.

Com esse quadro desfavorável, decidiu-se apertar o botão vermelho da CPI da Petrobrás.

O caso Petrobras
Com a CPI da Petrobras todos perderão, especialmente a empresa. Há um vasto acervo de escândalos escondidos do governo FHC, da passagem de Joel Rennó na presidência, aos gastos de marketing especialmente no período final do governo FHC.

Todos esses fatos foram escondidos devido ao acordo celebrado entre FHC e José Dirceu, visando garantir a governabilidade para Lula no início de seu governo. A um escândalo, real ou imaginário, aqui se devolverá um escândalo lá. A mídia perdeu o monopólio da escandalização. Até que grau de fervura ambos os lados suportarão? Lá sei eu.

O que  dá para prever é que essa guerra poderá impor perdas para o governo; mas não haverá a menor possibilidade de Serra se beneficiar. Apenas consolidará a convicção de que, com ele presidente, se terá um país conflagrado.

Dependendo da CPI da Petrobras, aguarde nos próximos meses uma virada gradual da mídia e de seus aliados em direção a Aécio.

O blog do Nassif é aqui.

Mina e Sibbéria no Mambo Beach

As bandas Mina e Sibbéria agitam a noite no Mambo Beach, haverá ainda a a participação do DJ Guga
*Dia 18 de julho (Sábado)
*Local: Mambo Beach Bar (anexo ao Abrolhos Bar – perto da AABB)
*Ponto de venda: Central do Pré-Caju(Shopping Riomar e Mister Pizza)
*Mais informações (0xx79) 3238-1010

Márcia Freire na Live

A cantora baiana Márcia Freire faz show na Live
*Dia 17 de julho (sexta-feira)
* Horário: 22h
*Local: Live
*Ingressos à venda nas lojas Exótica (Shopping Jardins) e Toca do Jeans (Centro)

Alapada no Subúrbia

No evento chamado Quinta de boa, a banda Alapada recebe convidados na Rua Pedro Mandarino, 130, Coroa do Meio. Mais informações: (0xx79) 3041-0704.

Mundo Máquina e suas Promessas

Máquinas modernas, aquecimento global, nanotecnologia, desenvolvimento e paz sustentáveis, novas vidas em construção. Expectativa de vida, século XXI, racionamento de energia, racismo, preconceitos, políticas, politicagens, momentos e a super-informação. Há muito a sociologia surgiu para explicar os novos problemas da sociedade. O mundo adventício, talvez, não seja apenas especulação. Tudo fora de ordem, operários desempregados, máquinas operando a todo vapor. O exótico já saiu de moda, o planeta não é uma bola de cristal, mas algumas pessoas já começam a admitir o seu fim. Aparecimento de favelas, operários, superpopulação, prostituição, suicídios, greves, desemprego, desigualdades, crise e seus derivados foram problemas que eclodiram no século XVIII; Revolução Industrial, progresso e tecnologia… Daí surgiu a nova ciência chamada Sociologia.

Os dogmas sagrados passam a ser questionados, o futuro já não está tão distante, Eu robô não é apenas um filme, Quem eram os deuses astronautas? 2001: uma odisséia no espaço e no tempo. Desequilíbrio ambiental, armas químicas em desenvolvimento, verdades em demasia, um incêndio mundial. A Terra em estado de explodir, as pessoas mais velozes que o próprio sonho. Superman, Flash, Mulher Maravilha, os heróis estão guardados, engavetados, presos em um DVD. A Liga da Justiça é apenas uma animação. Hannibal Lecter, Lex Luthor, Hitler, Osama bin Laden, Sadam Husein, George W. Bush, José Sarney, Gripe Suína… São apenas vilões, grandes criminosos (ou vírus), mas isso também é ficção. São jogos virtuais bem desenvolvidos, quase reais.

O Século XXI tem várias preocupações: meio ambiente, interdependência, atos de corrupção. Qual será a nova ciência a surgir? Quem serão os novos Comte, Durkheim, Weber, Mark, Engels…? São vários os tipos de Guerra: Guerra Civil, Parcial, Total, Preventiva (preventiva?), Preemptiva, por Procuração (modernos), Fria, Nuclear, Biológica, Química, Comercial, Subversiva, Psicológica. Ideológica… “A Guerra são negócios” (Filme: A Ilha, 2005). Por que a paz sustentável assim como o desenvolvimento são assuntos ainda incompreensíveis para alguns e sem critérios de solução? Parabéns aos “The Simpsons”, fizeram um filme sobre a atual situação do mundo, criticando com muito humor a imparcialidade dos grandes governantes e suas nações. A teoria do desenvolvimento sustentável, ou ecodesenvolvimento são problemas velhos, mas estudados a vigor hoje. As promessas por um mundo melhor já saíram de moda. E agora?

“O céu é uma promessa, eu tenho pressa, vamos nessa direção. Atrás de um sol que nos aqueça, minha cabeça não agüenta mais…” (Engenheiros do Hawaíí, A promessa). Pode ser que o céu esteja lá no alto, no último andar dos grandes edifícios, reservado solenemente para alguns, mas não devemos jogar aviões terroristas sem uma causa justa (aliás, sem causa alguma, para que jogar aviões em prédios? Quer chamar a atenção vai pro BBB, pra Fazenda… ou pro Corinthians). Se ainda quisermos acompanhar a cada pôr-do-sol e amanhecer as novas pinturas e obras artes que do céu surgem não deveríamos andar olhando pro chão. “Hoje as luzes se apagam, amanhã eu vejo o sol.” (Douglas Alves, livro ‘Dias de Sonho’).

“O coração é uma flor que floresce num chão de pedras” (U2, Beautiful day). As pessoas estão alienadas, pensam que podem mudar o mundo apenas assistindo televisão. A velocidade é o que todos procuram, o mundo pós-moderno faz com que os humanos singularizem-se. “Os egoístas, todos eles estão postos na fila rezando e esperando para comprar tempo para eles mesmos” (Pearl Jam, I Am Mine). O desafio do novo milênio é ultrapassar o tempo, ser mais veloz [I need you]. Compre uma Ferrari, um jato, a nova espécie de máquina que acabam de inventar. Eu me preocupo se as pessoas querem realmente mudar a situação do planeta ou serem eleitos para o novo cargo do governo. Se a Coca-Cola produz mais latas do que as pessoas pegam no chão, como conscientizar alienígenas que o lixeiro é logo ali ao lado?

Reles criminosos não são reles. Eles matam, eles roubam, e eles também esquecem de tomar a “Fanta” no café da manhã. A máquina humana um dia pode ser meta-humana, e quando isso acontecer o que sobrará? “Um passo à frente e você já não está no mesmo lugar” (Chico Science, músico Nação Zumbi). Se já sabemos como será o futuro devemos olhar para frente e estudar as possibilidades de mudança, mudança de comportamento, de nossas atitudes, de nossos pensamentos. “E se este mundo for o inferno de outro planeta?” (Aldous Huxley, escritor inglês). Não podemos perder a fé em nós mesmos, isso é inaceitável. Como cantou Zeca Baleiro, no inferno os anjos decaídos cantam covers das canções celestiais. Ele pode ser uma cópia quase perfeita do céu.

“A história dos grandes acontecimentos do mundo não é mais do que a história dos seus crimes”. (François-Marie Arouet ‘Voltaire’). Estudamos as grandes tragédias, mas nunca conseguimos sair delas. “Pense na Terra como um organismo vivo que está sendo atacado por bilhões de bactérias cujo número dobra a cada quarenta anos. Ou morre o invasor, ou morre o hospedeiro, ou morrem os dois”. (Gore Vidal, escritor americano, autor do livro Lincoln). Pensou? Pois é, o mundo está se caminhando para a morte, mas o invasor (nós) também estamos no mesmo barco, somos passageiros do mundo, iremos juntos aonde ele for. Ao infinito e além! Ou seria: ao fim, e quem vem?

“Nada se seca mais depressa do que uma lágrima” (Apolônio de Rodes, poeta grego do século III a.C.). Quantos infiltrados existem no poder? São vários, mas somos mais. É melhor enxugarmos as lágrimas de tristeza, de tempo perdido e trocarmos por sorrisos verdadeiros, eloqüentes, que façam “Iron Maiden” “A dama de ferro”, mostrar sua grande beleza, a estátua na avenida sentir a brisa leve da manhã, e a boneca de porcelana desfilar com seu lindo vestido pela avenida abrilhantando novos horizontes, fazendo a prosperidade chegar a todos. “Os que acreditam no impossível são mais felizes”, assim disse o poeta Eugénie de Guérin. Eu prefiro acreditar.

O poeta, filósofo, grande amigo e escritor José Roque dos Santos questionou: “Quem somos nós para agirmos assim, para quê estamos aqui? Quem está comigo? Quem sou eu? Se somos os donos de tudo, quem é o dono de nós?” É melhor viver feliz que se trancar dentro da caixa de pandora particular, com medo de aprender a plantar uma árvore, descobrir o novo som dos pássaros – não o de desespero, mas o de felicidade, de liberdade. “Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos”. (Pablo Neruda).

Devemos aprender com as crianças a nunca deixar de ser feliz, curioso, energético, criança. “Quando somos crianças, somos um pouco de cada coisa. Artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo”. (Kevin Arnold, ANOS INCRIVEIS).

E vou mais além, ultrapasso a compreensão humana de que somos fantoches satisfeitos com o jornal matinal: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos” (Chaplin).

Antes de jogar este pensamento fora, por favor, procure ao lado alguém, uma pessoa, aquela que está sorrindo para você ou que no momento está sentada de cabeça baixa preocupada com o amanhã ou somente está tomando seu chá quente (refri gelado) assistindo malhação e sugira a ela ler este texto. Não custa nada tentar! Lembre-se, você é brasileiro e não desiste nunca.

It’s evolution, baby!” “É a evolução, baby!” (Pearl Jam, Do the evolution)

José Douglas Alves dos Santos


Obs.: O número de referências dentro do texto é intencional, algo sem medidas, sem controle, um arsenal de palavras a serem disparadas em todas as direções, em todas as mentes.

Anexos:

A Promessa

Engenheiros do Hawaii

Composição: Humberto Gessinger

Não vejo nada.
O que eu vejo, não me agrada.
Não ouço nada.
O que eu ouço, não diz nada
Perdi a conta
Das pérolas e porcos
Que eu cruzei, pela estrada…
Estou ligado à cabo
A tudo que acaba
De acontecer…
Propaganda
É a arma do negócio.
No nosso peito bate
Um alvo muito fácil.
Mira à laser,
Miragem de consumo,
Latas e litros
De paz teleguiada.
Estou ligado à cabo
A tudo que eles tem
Pra oferecer…
O céu é só uma promessa.
Eu tenho pressa,
Vamos nessa direção.
Atrás de um sol
Que nos aqueça
Minha cabeça
Não aguenta mais…(2x)
Tu me encontrastes
De mãos vazias;
Eu te encontrei
Na contramão.
Na hora exata,
Na encruzilhada,
Na Highway da
Super-informação.
Estamos tão ligados
Já não temos o que temer…
O céu é só uma promessa.
E eu tenho pressa,
Vamos nessa direção
Atrás de um sol
Que nos aqueça.
Minha cabeça
Não aguenta mais…
O céu é só uma promessa
Eu tenho pressa,
Vamos nessa direção
Atrás de um sol
Que nos aqueça.
Minha cabeça
Não aguenta mais.
Não aguenta mais
Não aguenta mais
Não aguenta mais…

Do the Evolution (tradução)

Pearl Jam

Composição: Pearl Jam

Eu estou a frente
Eu sou o homem
Eu sou o primeiro mamífero a usar calças
Eu estou em paz com minha luxúria
Eu posso matar pois em Deus eu confio, yeah
É a evolução, baby

Eu sou uma besta
Eu sou o homem
Comprando ações no dia da quebra, yeah
No frouxo, eu sou um caminhão
Todas as colinas rolantes, eu irei aplanar todas elas, yeah
É comportamento de rebanho, uh huh
É a evolução baby

Me admire, admire meu lar
Admire meu filho, ele é meu clone
Yeah yeah, yeah yeah
Esta terra é minha, esta terra é livre
Eu faço o que eu quiser, irresponsavelmente
É a evolução, baby

Eu sou um ladrão
Eu sou um mentiroso
Esta é minha igreja, eu canto no coro
Aleluia, Aleluia

Me admire, admire meu lar
Admire minha música, aqui estão minhas roupas
Porque nós conhecemos
Apetite por banquete noturno
Esses índios ignorantes não tem nada comigo
Nada, por que?
Porque é a evolução, baby!

Eu estou a frente,
Eu sou avançado,
Eu sou o primeiro mamífero a fazer planos, yeah
Eu rastejei pela terra, mas agora eu estou alto
2010, assista isso ir para o fogo
É a evolução, baby!
É a evolução, baby!
Faça a evolução
Venha
Venha, venha

Cobertura Exaltasamba – Lançamento DVD

No dia 11 de julho o grupo ExaltaSamba reuniu milhares de fãs em Aracaju para o lançamento do DVD  que leva o nome do grupo, gravado ao vivo na Ilha da Magia. O show foi marcado pela emoção e alegria. Além do Exalta, se apresentaram Harmonia do Samba e Forte Desejo.

Como sempre acontece nos eventos da Central do Samba, foi mais um grande espetáculo. Com expectativa de grande público, o show foi realizado no Constâncio Vieira dividindo o público entre arquibancada e quadra.
O evento teve início com o grupo Forte Desejo tocando o repertório do novo DVD, já é um grupo bastante conhecido em nossa cidade e já está fazendo sucesso em outros estados.
A segunda atração da noite foi Harmonia do Samba que agitou a galera com novos e antigos sucessos.
Por fim, a maior atração da noite foi o grupo Exaltasamba que lançou o novo DVD aqui em Aracaju. Apesar de estar lançando um novo repertório, o Exaltasamba não deixou de tocar os sucessos já consagrados do grupo.
Fazendo uma análise geral, o que teve como ponto negativo foi a demora no intervalo entre uma banda e outra que chegou a ultrapassar uma hora, causando vaia do público, mas não tirou o brilho da noite.
Os pontos positivos foram muitos. Entre eles estão: a qualidade dos espetáculos que contaram com ótima estrutura de som e palco;  o conforto oferecido ao público que teve fácil acesso aos banheiros e bares; a segurança e espaço, que foram suficientes para permitir ao publico curtisse da melhor forma.
Uma observação interessante foi que, apesar de pouco procurada, a arquibancada foi uma ótima opção para quem foi ao show, pois ofereceu espaço mais que suficiente, tanto para acompanhar o show sentado nos momentos convenientes, quanto para levantar e se esbaldar de dançar no maior conforto. Ao contrario do que se possa imaginar, quem optou pela arquibancada não ficou longe do palco, muito pelo contrário, ficou pertinho, curtindo na maior comodidade.
Ficamos na expectativa do próximo evento da Central do Samba. O Pré  Samba Aracaju no dia 09 de Agosto. Aguardem…

Texto e cobertura por: Daniel Penedo

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