Electroreggae 2009

Cobertura do evento (fotos)

uruhhEm mais uma produção da Eckosystem Sound, ocorrerá em Aracaju o evento Electroreggae. O evento contará com uma decoração caprichada e inédita, além de muitas atrações de destaque no cenário nacional.

Atrações

  • Bandas
    • Vibrações -AL
    • Oganjah -SE
    • Sisal Roots -SE
  • DJs
    • DJ TieX -RJ
    • DJ Philipe Carneiro -SE
    • DJ Hithecnology -SE
  • Open Bar

Data / Hora

  • 9 de maio
  • 22 h

Preço/ Local

  • R$ 15,00 (antecipado)
  • Golden Space (Rodovia dos Náufragos, 6345)

Pontos de venda

  • Litoral 655
  • Reggae Station
  • Sunset Surf Shop

vibracoesVibrações Rasta
Composta por nove pessoas: Luiz Netto (Vocal), Rodrigo Sutiã(guitarra), Sandro Henrique(bateria), Sidney Sena baixo, Wilson Juninho(guitarra), Luciano “Pái veio”(percussão), Daniel carvalho(teclados), Tatiane e Larissa Carvalho(Vocais).

Vibrações é uma banda de reggae nascida na cidade de Maceió, no estado de Alagoas, no ano de 1998, que busca compor sua identidade a partir da junção do reggae original jamaicano com o hibridismo que compõe o cenário musical brasileiro, mais especificamente o nordestino. Com influências diversas, traz na bagagem a sua autenticidade na estrutura rítmica contagiante dos batuques afro- brasileiros e indígenas nas letras de ·denúncia social, mescladas com o apelo urgente pela não- violência, baseada na paz, amor e justiça para com os desfavorecidos. Tendo em vista a exclusão e discriminação do nordestino e do povo
negro, a banda busca através da confrontação dos padrões estéticos, musicais e regionais, uma forma de “reterritorização” dessa parcela da população brasileira, no sentido de fazê- la reconhecer- se e sentir- se inserida no meio através de uma cultura que a represente. Acreditando que, isso seja possível, através da exposição da herança racial, da música regional e do linguajar típico dos nordestinos, não só resistindo à esmagadora cultura de massa, como também enfrentando os dinamites dominantes.
Tendo seu trabalho divulgado no nordeste e centro- sul do país, a banda

Vibrações teve o privilégio de dividir palco com artistas de alta qualidade, que exerceram forte influência aos componentes da banda, aumentando assim, o seu leque de referências. Sendo um marco no cenário musical alagoano, dando início a um movimento sólido e responsável, com o surgimento de várias outras bandas de reggae, a banda Vibrações une o
entretenimento e desfia o pensamento crítico de seu público, constituindo uma forte banda no que se refere à qualidade musical e intenção libertadora de suas mensagens.

oganjahOGANJAH

“Aracaju, Sergipe, Brasil… Nesse cenário fervilhante do Reggae Raiz, nasce a Banda OGANJAH, trabalho genuinamente autoral com a proposta de resgatar nossas origens afro-índio-brasileiras, exaltando a criação, agradecendo ao Criador, informando das mazelas do sistema, eternizando a igualdade entre os homens e o amor incondicional. Todos somos parte do todo, preservando e vivendo em harmonia com seu próximo, a vida é cheia de alegrias, o sofrimento é passado e só absorvido para o crescimento espiritual. SOMOS O QUE VIVEMOS! Colhemos o que plantamos! “

A PROPOSTA

Em julho de 2002 iniciou-se as atividades da banda sergipana de reggae OGANJAH, formada por músicos locais, em torno do embrião familiar dos Ruas (Dora, Pablo, Thiago, Pepeu e Mariana). A mistura de elementos afro-brasileiros, afro-jamaicanos e o compromisso social norteia o trabalho do grupo desde o início, atuando na Comunidade Pantanal, situada no Inácio Barbosa, bairro de Aracaju, com oficinas de artes em geral.

O som calcado no roots reggae de mestres como Peter Tosh, Bob Marley, Jacob Miller e Dennis Brown unido de forma espontânea à brasilidade e riqueza musical de Gilberto Gil, Jorge Ben e Luiz Gonzaga, entre outros. Essa proposta tem como resultado um reggae original e brasileiro, cheio de feeling e swing, apontando em suas letras uma retomada da consciência social e estabelecendo uma dialética de paz, amor, justiça e igualdade.

Lançamento do DVD da Samfonada

Aracaju, como capital do forró, tava mais que precisando de uma banda como Samfonada. Banda que se destaca pelo repertório sempre recheado de sucessos consagrados.  A banda foi formada em fevereiro de 2008, fazendo seu primeiro show na boite Excalibur. De sua criação até hoje  Samfonada vem cumprindo bem o papel de trazer o mais gostoso forró das antigas só pra quem gosta do melhor do forró.

Lançamento do DVD da Samfonada

Atrações

  • Banda Samfonada
  • Participações de Max e Lucas e Zuerões do Forró.

Data  / Hora

  • Dia 02 (sáb.),
  • a partir das 22h
  • Live.

Preço / Local

  • Live
  • R$ 20,00
  • As primeiras 200 mulheres entram de graça

MST versus jagunços de banqueiro condenado

Vi algumas reportagens da TV Globo sobre o conflito entre militante do MST e jagunços numa fazenda do banqueiro condenado Daniel Dantas, e de cara achei que a narração não casava muito bem com as imagens. A reportagem fala de jornalistas como escudo humano, de troca de tiros entre os dois lados, de jornalistas e pessoas presas na fazenda, impedidas de sair, por causa dos sem terra. Nada disso, bate exatamente com as imagens mostradas. Só analisando as imagens, a impressão que ficou foi de uma reportagem tendenciosa, especialmente pela falta de críticas a ação violenta dos jagunços, e também um pouco mentirosa.

  • Veja os vídeos abaixo.

  • Abaixo, matéria do Jornal Nacional, versão menos pior, entre todas as mostradas pela Globo, mas que mesmo assim, está longe de ser boa

  • Qualquer criatura normal percebe que há algo errado com a reportagem, apenas vendo as imagens.

Minha impressão(considerando que sou um criatura normal, normal com um margem de tolerância alta) foi:

“Me parece que 9 pessoas saíram feridas, sendo 8 do MST e um jagunço de Daniel Dantas. Pelas imagens, me pareceu também que os jornalistas estavam relativamente(dentro dos limites que o contexto permitia) protegidos atrás de caminhonetes e dos jagunços de Daniel Dantas. Jagunços estes que portavam muitas armas, algumas de grosso calibre e que pelas imagens, atiraram para matar. Não vi armas nas mãos dos sem terra, mas se existiam, estes estavam muito em desvantagem. Achei até meio suicida a atitude deles. Realmente não entendi a questão dos jornalistas como escudos humanos.”

Meus questionamentos vêm apenas das imagens, não sabia a versão do MST, não havia lido comentários/críticas sobre o assunto.

  • Logo depois, encontrei a versão do MST no portal de Paulo Henrique Amorin, neste link: http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=9494. Me pareceu muito mais crível, a versão deles. Principalmente devido as imagens veiculadas pela própria Globo.
  • Suspeitava que o fundo do poço havia chegado. Mas não, eu estava enganado. O fundo do posso, suponho, é o que está logo abaixo. Vejam esta nota:

A Associação Nacional de Jornais – ANJ – repudia com veemência a ação criminosa de integrantes do Movimento dos Sem-Terra  – MST – do Pará, no sábado, dia 18, que mantiveram quatro jornalistas como reféns e os usaram como escudos humanos no enfrentamento com seguranças da Fazenda Castanhais, em Xinguara.

É injustificável e condenável sob todos os aspectos que se atente dessa forma contra a integridade física das pessoas, num revoltante descaso com a vida humana. Além disso, os integrantes do MST atentaram contra o livre exercício do jornalismo, aterrorizando profissionais que cobriam o evento com objetivo de informar à sociedade. Felizmente, ninguém saiu fisicamente ferido dessa ação criminosa.

A ANJ espera que as autoridades do Pará cumpram com sua obrigação, investigando com rapidez e eficiência o crime cometido contra os jornalistas e a sociedade, identificando seus autores e levando o caso à Justiça, para a devida punição. A democracia é o regime da ordem, do respeito à vida humana e da valorização da liberdade.”

Fonte: ANJ

  • Como dá para perceber claramente, a associação toma partido de forma veemente, reafirmando as acusações citadas nas reportagens da Globo, só que de forma mais incisiva. Além disto cobra providências imediatas contra os sem terras devidos aos supostos crimes cometidos, que na nota são claros e incontestáveis.
  • O problema é que a reportagem da Globo aparentemente está cheia de inverdades, pois o mais provável é que o MST tenha sido vítima e não algoz, logo, todos os fatos destacados na nota da ANJ são aparentemente falsos.

A ANJ, segundo o nome indica, representa todos os jornais brasileiros, por isto a nota acima dá nojo de ler. Neste exato momento estou sentindo um incômodo nas entranhas apenas por ter colado ela aqui. Imagino se eu fosse jornalista, o que sentiria.

Meu nojo pela nota da ANJ ficou ainda maior, depois de ler o seguinte texto publicado no portal de Paulo Henrique Amorin.

MST/Dantas: repórter da Globo desmente versão da Globo sobre cárcere privado

28/abril/2009 9:07

O Conversa Afiada recebeu de uma amiga navegante (muito inteligente, por sinal e que, por isso, evita assistir ao jornal nacional, ao Bom (?) Dia Brail e ao patibular William Waack, para não se sentir em cárcere privado:

Repórter da Globo desmente versão de cárcere privado
27/04/2009

Por Max Costa*

Vitor Haor, repórter da TV Liberal – afiliada da TV Globo -, depôs ao delegado de Polícia de Interior do Estado do Pará e, em seu depoimento, negou que os profissionais do jornalismo tenham sido usados como “escudo humano” pelos Sem Terra, bem como desmentiu a versão – propagada pela Liberal, Globo e outras emissoras – de que teriam ficado em cárcere privado, durante conflito na fazenda Santa Bárbara, em Xinguara.

Está de parabéns o repórter – um trabalhador que foi obrigado a cumprir uma pauta recomendada, mas que não aceitou mais compactuar com essa farsa. Talvez tenha lhe voltado a mente o horror presenciado pela repórter Marisa Romão, que em 1996 foi testemunha ocular do Massacre de Eldorado dos Carajás e não aceitou participar da farsa montada pelos latifundiários e por Almir Gabriel, vivendo desde então sob ameaças de morte.

A consciência deve ter pesado, ou o peso de um falso testemunho deva ter influenciado. O certo é que Haor não aceitou participar até o fim de uma pauta encomendada, tal quais os milhares de crimes que são encomendados no interior do Pará. Uma pauta que mostra a pistolagem eletrônica praticada por alguns veículos de comunicação e que temos o dever de denunciar.

Desde o início, a história estava mal contada. Um novo conflito agrário no interior do Pará, em que profissionais do jornalismo teriam sido usados como escudo humano pelo MST e mantidos em cárcere privado pelo movimento, em uma propriedade rural, cujo dono dificilmente tinha seu nome revelado. Quem conhecia e acompanhava um pouco da história desse conflito sabia que isso se tratava de uma farsa. A população, por sua vez, apesar de aceitar a criminalização do MST pela mídia e criticar a ação do movimento, via que a história estava mal contada.

As perguntas principais eram: como o cinegrafista, utilizado como “escudo humano” – considero aqui a expressão em seu real sentido e significados -, teria conseguido filmar todas as imagens? Como aconteceu essa troca de tiros, se as imagens mostravam apenas os “capangas” de Daniel Dantas atirando? Como as equipes de reportagem tiveram acesso à fazenda se a via principal estava bloqueada pelo MST? Por que o nome de Daniel Dantas dificilmente era citado como dono da fazenda e por que as matérias não faziam uma associação entre o proprietário da fazenda e suas rapinagens?

Para completar, o que não explicavam e escondiam da população: as equipes de reportagem foram para a fazenda a convite dos proprietários e com alguns custos bancados – inclusive tendo sido transportados em uma aeronave de Daniel Dantas – como se fossem fazer aquelas típicas matérias recomendadas, tão comum em revistas de turismo, decoração, moda e Cia (isso sem falar na Veja e congêneres).

Além disso, por que a mídia considerava cárcere privado, o bloqueio de uma via? E por que o bloqueio dessa via não foi impedimento para a entrada dos jornalistas e agora teria passado a ser para a saída dos mesmos? Quer dizer então que, quando bloqueamos uma via em protesto, estamos colocando em cárcere privado, os milhares de transeuntes que teriam que passar pela mesma e que ficam horas nos engarrafamentos que causamos com nossos legítimos protestos?

Pois bem, as dúvidas eram muitas. Não apenas para quem tem contato com a militância social, mas para a população em geral, que embora alguns concordassem nas críticas da mídia ao MST, viam que a história estava mal contada. Agora, porém, essa história mal contada começa a ruir e a farsa começa a aparecer.

* Max Costa é jornalista de Belém e também membro da secretaria geral do PSOL

Clique aqui para ler o desmentido do MST: “MST desmente a Globo pela enésima vez”

Depois tudo isto, declaro em minha própria mente encerrado o caso, e julgo a rede Globo culpada de manipulação de informação, publicação de inverdades. Além disto,  reitero minha ojeriza a tal nota da ANJ (éca!).

Encerro desejando sorte ao MST. Movimento SOCIAL ao qual relativamente poucos brasileiros são simpáticos, em parte por problemas do próprio MST, em parte por problemas culturais do Brasil, mas em grande parte por causa deste tipo de cobertura que a mídia costuma fazer de suas ações (esta foi das piores, vamos ressaltar).
Neste caso, graças a internet, ficou claro para mim a verdade, mas e para aqueles que não tem acesso tão fácil a internet quanto nós, será que a verdade ficou clara? Qual será a impressão que ficou para a maioria da população?
( Obs.: não tenho nenhuma ligação com o MST. Fazendo um confissão, pelos motivos citados, sou mais um dos que nunca nutriram simpatia )

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