Revista Brasileiros – O Irã dos Homers

Este artigo foi originalmente publicado na Revista Brasileiros e gentilmente cedido pela mesma para publicação aqui no portal AAmigos. Comento isto no final desta publicação.

Edição 17 – Dezembro/2008

O Irã dos Homers

Filosofias conflituosas desde a criação dos Estados Unidos talvez expliquem por que dois terços dos americanos não sabem onde fica o Irã e 80% dos alunos do Texas desconhecem que a gasolina vem do petróleo.

Jim Wygand

Cá estou de novo – O Gringo “do” Paz (Brasileiros, edição 13, agosto/2008). Presumo que os meus amigos brasileiros possam estar um tanto confusos após assistirem à briga que houve para ser eleito o presidente dos EUA. Devem estar com a impressão que o arquétipo do eleitor norte-americano é Homer Simpson (personagem do desenho animado Os Simpsons, seriado de TV criado por Matt Groening para a FOX). Com efeito, não estariam longe da realidade se pensassem assim. Algum tempo atrás eu estive conversando com um sujeito nos EUA que afirmou com todas as letras que deveríamos jogar uma bomba nuclear no Irã. Me ocorreu perguntar se ele sabia onde ficava o alvo do seu ódio. “Claro que sei!”, disse ele com convicção total. Tirei a minha agenda que tinha um pequeno mapa-múndi e pedi para ele me mostrar onde ficava o Irã. “Aqui, ó!” e apontou direitinho para a. AUSTRÁLIA!!

O meu interlocutor pode ter ficado confuso uma vez que na Austrália tem camelos. Mas, pera aí, no Irã não tem cangurus! Ok, vamos assumir que esse cara não seja um dos mais esclarecidos. Não se pode julgar um país inteiro pela resposta de um só sujeito. Mas o que dizer quando dois terços dos americanos não sabem mostrar num mapa onde fica o Irã? Ou quando uma pesquisa num colégio do Texas mostrou que 80% dos alunos não sabiam que gasolina era derivada de petróleo? Texas! Um estado petrolífero!

Para entender os EUA, o grau de ódio e baixeza que marcou a campanha, e a ignorância (aparentemente proposital) do Homer, é necessário ter uma noção da dicotomia que caracteriza o país desde a sua fundação e o que eu chamo de “peso do conhecimento secular”. Os “pais da república” norte-americana – Thomas Jefferson, Benjamin Franklin, etc. – eram formados no “iluminismo” e “utilitarismo” do século XVIII. Eram homens intelectualmente sofisticados, seculares, desconfiados do poder absoluto, e achavam que o ser humano era nem moral nem imoral e sim, simplesmente, racional e autocentrado. Eles criaram um sistema desenhado para governar e frear os impulsos percebidos como negativos (principalmente autoritários) do ser humano por um sistema de checks and balances (essencialmente “contrapesos institucionais”). De acordo com o pensamento deles, era possível criar um sistema de governança em que a tendência de buscar egoisticamente a auto-satisfação poderia fazer o bem – mesmo que essa não fosse a intenção da pessoa. O poder era exercido pelo povo e para o povo e regulado por instituições, não por indivíduos.

Porém, os primeiros colonos dos EUA eram, em sua maioria, puritanos. O puritanismo era produto intelectual da Reforma Protestante e do Calvinismo e tinha uma visão do ser humano totalmente diferente daquela dos iluministas. Para os puritanos, o homem era imoral ‘por natureza’. O mundo era um conflito permanente entre o bem e o mal e o ser humano precisava de regras rígidas de comportamento para manter a ordem social. Portanto, os puritanos acreditavam na necessidade de um poder absoluto baseado nas leis de Deus para governar o comportamento do cidadão.

Necessariamente, as duas filosofias estariam em conflito total até nos seus fundamentos e, portanto, na formação e aplicação de políticas públicas. Ao longo da história americana esse conflito entre as duas posições manifestava-se em atos legislativos, como a Lei Seca (que tratava o consumo de álcool como um ato imoral), ou na proibição do ensino da teoria da evolução nas escolas públicas, o que, na visão dos puritanos, contradizia a “verdade de Deus”. Você acredita que um outro “Homer” me disse uma vez que o homem vivia junto com os dinossauros em perfeita harmonia no Jardim do Éden? Não estou brincando! Disse isso mesmo! Acreditava, e ainda acredita! Será que daí se entende a popularidade dos Flintstones? Será que não era desenho e sim documentário?! Quer mais? Conheço um piloto que faz “modificação climatológica”. Ele entra com o seu avião dentro de tempestades e joga iodeto de prata para diminuir o tamanho do granizo que, sem ser tratado, destruiria as lavouras lá em baixo. Em algumas cidades, os fundamentalistas atiravam com armas de fogo contra o seu avião, pois diziam que o granizo era “vontade de Deus” e se Deus quisesse que a lavoura fosse destruída “Amém, irmão”. Vá entender!

Os iluministas tratavam a relação do cidadão com Deus como uma coisa privada e fora do controle do Estado. Para os iluministas, a única função do Estado no que diz respeito à religião é a de garantir o direito de escolha. Os puritanos achavam que a relação do cidadão com Deus era uma questão social e, portanto, deveria ser controlada pelo Estado. Ateus ou agnósticos não tinham espaço na sociedade dos puritanos.

Esse conflito entre as duas visões do mundo – diametralmente opostas – marcou e continua marcando a sociedade estadunidense até hoje. Durante quase toda a história dos EUA a visão secular predominava, porém aos solavancos. Como cabe à Suprema Corte a interpretação da Constituição, que por sua vez é secular na sua essência, os puritanos – hoje na forma de “fundamentalistas” – escondiam-se nos direitos “residuais” dos estados. Criavam-se Blue Laws (literalmente “leis azuis”) estaduais ou municipais que regulavam comportamentos considerados “imorais”. Assim, havia leis estaduais ou municipais condenando homossexualismo, consumo de álcool, pornografia, casamentos inter-raciais, casamentos entre homossexuais, etc. Lembro-me uma vez que fui “convidado” a sair de uma praia em South Carolina porque a minha namorada estava usando um biquíni brasileiro que foi considerado excessivamente “revelador” e portanto um atentado ao pudor. Imagine! Como uma bunda bonita pode ser um atentado ao pudor? Vinicius de Moraes devia estar girando na cova!!

Nessa mesma praia, de onde eu e a minha namorada fomos, honrada mas puritanamente, expulsos havia uma cerca que entrava mais ou menos uns cem metros dentro do mar. A cerca era para manter a “praia dos pretos” separada da “praia dos brancos”. Quando eu perguntei a um residente local quem havia determinado que cem metros era a exata distância “apropriada” para separar as duas raças, a resposta foi somente um olhar perplexo. Perguntei: “Quer dizer que depois de cem metros os pretos e os brancos podem nadar juntos sem conseqüência?” Não tive resposta. Outros estados (o Tennessee, por exemplo) proibiam o ensino da teoria da evolução nas escolas públicas. Havia também, particular mas não unicamente no Sul dos EUA, o conceito de “separadas porém iguais” para manter escolas especificamente para brancos e outras, supostamente iguais, para os negros. Essas leis, além de algumas outras da mesma forma excludentes, foram paulatinamente derrubadas por decisões da Suprema Corte – secular por natureza e por obrigação.

Quase todas as Blue Laws foram questionadas por meio de processos legais que chegavam à Suprema Corte e muitas foram derrubadas como anticonstitucionais. (Quem tem o direito de me negar o meu “mé”?) Acabou exacerbando-se, e em muito, a divisão entre os “seculares” e os “fundamentalistas”. Esses últimos começaram a sentir-se “excluídos” e discriminados.

A eleição do George W. Bush foi a revanche dos fundamentalistas. Atualmente, em muitos estados discute-se o ensino obrigatório do Creationism (literalmente “criacionismo”), que prega a interpretação literal do Livro de Gênesis sobre a criação do mundo. Para os fundamentalistas o nosso mundo foi criado somente há uns seis ou sete mil anos e o homem e os dinossauros viviam em paz no Jardim do Éden, como havia dito o meu segundo “Homer”. Diz-se que a Sarah Palin, ex-candidata republicana à vice-presidência, acredita que Deus “pessoalmente” (ou “divinamente”?) visitou e abençoou o oleoduto no Alasca, e que a enchente descrita na Bíblia ocorreu no Grand Canyon. (E eu perdi essa??!!)

O conflito entre os fundamentalistas e os seculares foi exacerbado pela internet, que permitiu que todo tipo de informação e opinião pudesse ser divulgado. O isolamento intelectual dos fundamentalistas foi eliminado e eles puderam comunicar as suas frustrações (e as suas besteiras ao meu ver) a outros fundamentalistas outrora isolados em comunidades geograficamente distantes. Assim, puderam criar “grupos de interesse comum” e, portanto, grupos de pressão política. Puderam organizar-se contra o que percebiam ser a “dominação pelos seculares”, ateus e “discípulos de satanás”.

Deve-se notar que a organização social concebida pelos fundamentalistas americanos não difere muito da organização pregada pelos fundamentalistas islâmicos. A única diferença encontra-se na escolha dos americanos cristãos como pedra fundamental da sua filosofia. Daí as declarações de Bush de que a “guerra contra o terror” é uma disputa entre o bem e o mal – que transcende a questão de segurança nacional e passa a ser uma questão moral/religiosa (usou até a palavra “cruzada” num discurso). Daí a preocupação com a possibilidade de uma “conexão islâmica” no passado do Barack Obama na campanha eleitoral.

Para quem conhecia, ou sentia na pele, essa dicotomia, a disputa eleitoral entre Barack Obama e John McCain ofereceu todos os elementos e desconfortos dessa divisão histórica nos EUA entre fundamentalistas e seculares. Hoje, traduz-se a divisão entre os dois em termos de “patriotismo” e a luta entre capitalismo e socialismo – esse último considerado primo-irmão do ateísmo – em que o socialismo não é apenas uma ideologia mas sim uma manifestação política do mal “satânico”. Quando Obama não usava a bandeira americana na lapela era acusado de secretamente apoiar os terroristas. Era acusado de ser “amigo” de um sujeito que, em oposição à guerra do Vietnã, tornou-se terrorista quando Obama tinha 8 anos de idade! (Ora, por esse critério, sendo eu de New Jersey, devo ser um mafioso, pois estudei com os filhos e freqüentei as casas dos capi da Honorata Societá). Os fundamentalistas argüiam que havia duas Américas – uma do bem e outra do mal. A América do bem é a das cidades pequenas do interior e dos “Homers” da vida, dos protestantes brancos e religiosos. A América do mal é aquela das cidades grandes e seculares. A América do bem seria a “verdadeira” América na visão dos fundamentalistas. Conclusão, a “outra” América é ‘falsa’. Essa divisão nos EUA é extremamente perigosa quando se considera o poderio militar do país. (O orçamento militar dos EUA é maior que o total dos orçamentos dos quatro maiores poderes militares do mundo.) A divisão que fazem os fundamentalistas entre o bem e o mal justifica toda maneira de combater o mal, como, por exemplo, a Bush Doctrine, que prega a intervenção militar (leia-se “ataques” ou “invasões”) “preventiva” em países que são considerados ameaças à segurança nacional dos EUA – os países do mal. Justifica também a investigação e prisão “preventiva” de cidadãos estadunidenses (aqueles da “falsa América”) e a tortura dos que possam discordar das determinações dos líderes da “verdadeira América”. Vide, por exemplo, o conteúdo do famigerado Patriot Act (lei assinada por Bush em outubro de 2001, verdadeira agressão à liberdade individual).

Como sou de New Jersey, considerado “urbano”, e vivo (horror dos horrores!) num país latino-americano, em uma das maiores cidades do mundo, já morei na cidade do carnaval e dos pecados da carne (Rio de Janeiro, para quem não reconheceu!), e fui expulso de uma praia nos EUA porque minha namorada “mostrou a bunda”, acredito em evolução, e não acredito que Deus visitou o Alasca (acho que preferiria Nova York ou talvez Miami – se Deus é de fato brasileiro), devo ser considerado parte da América “do mal”? Fiquei triste em saber que eu nasci na “falsa América”. Será que o meu passaporte é válido? Será que o meu serviço militar pode ser interpretado como uma “infiltração subversiva ou alienígena” nas Forças Armadas dos EUA? Será que sou um estranho no ninho?

Caro leitor, nem todos os eleitores estadunidenses são Homer Simpson, mas os “Homers” são suficientes em número para que você se preocupe com a direção que aquele país possa tomar, e quase tomou. Essa dicotomia entre fundamentalistas e seculares pede para terminar, mas continua viva ainda. O mundo agradecerá e os americanos não lançarão uma bomba nuclear sobre a Austrália!

E não acho nada errado apreciar uma bunda bonita num fio dental! Pô, onde nós estamos, afinal??!!

Finalmente, uma pergunta que sempre me preocupou: Se Adão e Eva tiveram só dois filhos, Abel e Caim, e este último matou o primeiro, e não havia nenhuma outra mulher além da Eva no pedaço, de onde saíram os progenitores e progenitoras da espécie humana? Hummmm! Se for por incesto, que supostamente gera cria retardada, está explicada a existência de tantos “Homers” por aí. Só tô perguntando!! Perguntar não ofende!

*Jim Wygand, mestre em economia pela Universidade de Wisconsin, trabalhou em projeto de urbanização de favelas junto à Companhia para o Progresso do Estado da Guanabara (COPEG), foi analista financeiro da DuPont, fundador e presidente da Business International do Brasil, empresa que analisava a economia brasileira para empresas internacionais, e fundador-presidente da Kroll Associates do Brasil (AD – antes da debacle) e da Control Risks do Brasil, especializadas em segurança corporativa. Atualmente presta serviços de consultoria nas áreas de investigação de fraude, due diligence, e gestão de risco através de Singular Strategies Ltda. e é diretor para o Brasil da empresa norte-americana 1st West Mergers & Acquisitions Llc.

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Mais uma vez agradecemos a revista Brasileiros, mais especificamente a Fernando F. Mello, coordenador editorial  da revisto, por ter permitido a publicação desta ótima matéria.

Conheci a Brasileiros muito recentemente (graças ao Twitter) e me surpreendi com a ótima variedade e qualidade das publicações. Me sinto carente, pois conheço poucas boas revistas brasileiras, em função disto, fiquei feliz em descobrir que há mais uma boa opção disponível.

Vinicius AC.

Aniversário da Forte Desejo (Belo, Rodriguinho, Samprazer e Chrigor)

Cobertura do Evento (Fotos)

Dia 17 de Abril vai acontecer no Espaço Emes em Aracaju a partir das 21h30, o Aniversário do Grupo Forte Desejo com shows de Belo, Rodriguinho, Samprazer e Chrigor.

Aniversário Forte Desejo 2009 Atrações

  • Forte Desejo

  • Belo

  • Rodriguinho

  • Samprazer

  • Chrigor.

Ingressos

  • Pista: R$ 25,00 (1° lote promocional)
  • Camarote: R$ **,00
    • Só vende para grupos ( 4, 6 ou 10 pessoas)
    • Camarotes a venda na ÔBA Lanches. Av. Hermes Fontes, 549 – Galeria Flora Center – Aracaju- SE
    • Informações: 79 3211-4156

Pontos de Venda

  • Carioca Auto Peças

  • Lojas Imperador

  • Tia Maria

  • Estandes da Bomfim da Rodoviária Nova e Velha e nos Shopping Riomar e Jardins.

Data / Hora / Local

  • 17 de abril
  • 21:30h
  • Espaço EMES

Informações

Lançamento do DVD de Aline Barros

aline-barros-2008-consagracao

O show foi cancelado por problemas com a agenda de Aline Barros, segundo a assessoria de imprensa do augustus.

Quem comprou os ingressos poderá receber o dinheiro de volta na Central do Pré-Caju no Shopping Jardins.

A carioca de 32 anos, começou a cantar em Igrejas Evangélicas aos dois anos de idade. Aos nove anos já acompanhava o pai, Ronaldo Barros que é pastor e também seu empresário e músico. Com quatorze anos, Aline gravou a primeira canção solo, intitulada Tua Palavra, no CD da Comunidade Vila da Penha no Rio de Janeiro. Esta música entrou para as mais pedidas nas rádios evangélicas do Rio. Dois anos depois, a canção Consagração foi um sucesso no Brasil, tendo ficado por muito tempo em primeiro lugar em execução nas rádios, além de ser cantada pelas igrejas de todo país.

O público evangélico deve comparecer em massa. Será um show inesquecível para  os fãs deste jovem talento gospel.

Data / Hora

  • 04/04
  • 17 horas

Preço/Local

  • Valor não confirmado
  • Praça de Eventos da orla de Atalaia

Ponto de Venda

  • Central do Pré-Caju
  • Shopping Riomar
  • Mister Pizza
  • Auto Peças Macedo

Fonte: wikipedia

EMES – Com Amor Kids

A partir das 17h do dia 29 de março, no Espaço Emes, a festa “Com Amor Kids” promete ser garantia de diversão para a garotada. O destaque será o show da dupla de palhaços de maior sucesso do Brasil, Patati Patatá. Além da apresentação dos palhaços, haverá uma Praça da Alegria com parquinhos, pipoca, algodão doce, cachorro quente e ainda a apresentação da banda Anonimato Kids. Ingressos à venda na Central do Pré-Caju, no Shopping Riomar.

EMES – Marcelo Camelo

Cobertura do Evento (Fotos)

O compositor e cantor Marcelo Camelo vem à Sergipe fazer o lançamento – do seu muito bem aceito pela crítica e público, diga-se de passagem – CD solo, sou, lançado em 2008. O CD ganhou muitos elogios e colocou Marcelo como um dos maiores músicos contemporâneo do país. A música “Janta” foi eleita pela Revista Rolling Stones como a melhor música do ano. Apesar do “tempo” dado ao Los Hermanos, os integrantes não param de trabalhar, e trabalhar bem. Além do CD solo de Marcelo Camelo, um outro líder do grupo, Rodrigo Amarante, seguiu com outro projeto bem aceito pelos críticos e fãs, intitulado Little Joy. A banda inclui mais dois nomes, e o CD foi lançado recentemente no Brasil.

O show de Marcelo Camelo neste dia 04 é um daqueles que devem ser vistos perante qualquer circunstância. Nada que abale seu humor antes do espetáculo deve ser levado em consideração. Um verdadeiro alívio à mente, um tranqüilizante para se ouvir e lembrar por todas as noites de tormentas que vierem pela frente. Não fique esperando a tempestade passar antes da hora, aproveite e veja logo o sol.

Data / Local / Hora

  • 04/04/2009
  • EMES
  • 21h

Atrações

  • Marcelo Camelo (voz, violão e guitarra)
  • Acompanhado por Fernando Cappi (guitarra), Marinho (guitarra), Guilherme Granado (vibrafone e teclados), Marcos Gerez (baixo), Maurício Takara (bateria), Rogério Martins (percussão) e Rob Mazurek (trompete).