Cobertura Projeto Verão 2009 – dia 14

PROJETO VERÃO – 14/02

O sábado do Projeto Verão bombou, literalmente. Mais de 30 mil pessoas marcaram presença na Orla de Atalaia para curtir o evento promovido pela PMA. O início da terceira noite de shows ficou por conta da apresentação da Banda sergipana Naurêa, com o som do seu “tamborzão”, o grupo colocou a galera, que aos poucos ia chegando, para dançar, pular e aquecer as turbinas.O público se dividia inicialmente entre a tenda eletrônica e o palco, mas era difícil imaginar no comecinho da noite que a extensão da praia destinada ao evento seria tomada por um mar de gente.

Devido ao atraso da chegada da Charlie Brown Jr, que seria a segunda atração a subir ao palco, por vezes a Naurêa foi convidada a permanecer fazendo seu show. No jogo do encerra e retorna acabou ganhando a galera, que não perdia o ritmo. Problema foi quando o grupo não pôde mais segurar a onda e se retirou do palco, o povo gritava “Charlie Brown, Charlie Brown…” A espera foi cansativa e acabou deturpando um pouco o caráter de pontualidade que tem o Projeto. Charlie Brown sobe ao palco e com um repertório de sucessos novos misturados aos mais “antigos”, num show de uma hora de duração (e um pouquinho só a mais), com muita conversa no sentido de interação com o público, agitou os fãs que aguardavam ansiosos as estrelas.

Logo em seguida, e sem demora, Manu Chao invade o palco do Projeto Verão com seu som pesado. Cantando para um público ainda grande, mesmo sendo a última atração. Como sergipana, me senti orgulhosa com o público presente prestigiando o trabalho do artista internacional. Parabéns aos fãs do trabalho do músico e parabéns em dobro para aqueles que se deram a oportunidade de conhecê-lo.  Posicionada em frente ao palco ficou mais fácil de sentir a vibração do pessoal, que cantava, dançava, gritava, pulava. Entre trechinhos e canções inteiras, Manu se entregava ao público através de sua música. A Cosa, Bievenido a Tijuana, Tristeza Maleza, Mentira, Minha Galera, foram algumas das canções do repertório. A empolgação do cantor foi notória, principalmente pelo fato de o show parecer não acabar mais. Incontáveis despedidas e agradecimentos. Ao deixar o espaço acreditando estar ouvindo a última canção do show, fui surpreendida com uma sequência (que não era o bis) que fui cantando até chegar ao carro. Esqueceram de dizer ao Manu Chao que o tempo dele tinha encerrado? Oh alegria para quem ficou esperando as luzes do palco se apagarem definitivamente. Foi um show nota mil e pra ficar registrado pro resto da vida da galerinha que esteve firme até o momento da despedida. Apesar de não ter presenciado o “Gran Finale”, vai ser difícil apagar a imagem sensacional da atuação do músico no palco, também com a cara de babona com a qual estava assistindo, seria muito difícil não perceber minha admiração e satisfação além das expectativas. Traz de novo!

Comentários gerais:

Cadê a polícia? Na quinta-feira eu comentei que achei pequeno o efetivo policial. Na minha visão super otimista, tentei acreditar que pra primeira noite a organização do evento subestimou o número do público. Mas vendo se repetir a deficiência ontem, com um público superior a trinta mil pessoas, perdi as esperanças. Brigas inúmeras, ousadia tamanha dos barderneiros que armavam confusão sob os postinhos policiais. Nota 5 (sendo boazinha) para o quesito segurança.

Por Samara Kenia

Fotos:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *