Busão cerca de 20% mais caro a partir de fevereiro

O aumento elevará a passagem para cerca de R$ 2,10, o que deixa a tarifa em Aracaju entre as mais altas do país. Em Maceió, a passagem custa R$ 2 e em Salvador o valor já é de R$ 2,20.

Caso o reajuste seja mesmo de 20%, o usuário comum irá desembolsar cerca de 216 reais por mês só para transporte, caso  utilize o sistema duas vezes ao dia (se você é estudante, divida por dois).

Sob a justificativa de que enfrentam um déficit de 19% em decorrência de despesas de custeio e peculiaridades do sistema de transporte da capital, como a integração dos ônibus e o elevado uso de meia passagem, os empresários do setor, representados pela SETRANSP, solicitaram à SMTT o reajuste das tarifas de ônibus urbano em 20%.

O que diz o presidente do Setransp, José Amâncio:

“O aumento é necessário para suprir as perdas geradas com o sistema integrado. Além disso, a gratuidade atinge 20% dos usuários do transporte coletivo. Outros 25% pagam apenas meia passagem. O pedido de reajuste é baseado em planilhas de custos apresentadas pelas próprias empresas e também leva em consideração gastos com manutenção, encargos e manutenção dos veículos.
Caso a prefeitura não permita um aumento no percentual pretendido, ficará mais difícil investir na renovação da frota e aumentar os salários dos funcionários. “

O que um usuário(eu) do sistema pensa:

Não acho que sejam tão válidas as justificativas para o aumento.
A integração do sistema já está prevista no custo atual da passagem que deveria ser mais barata numa cidade relativamente pequena e muito plana.
A meia passagem, que eu saiba, existe em todo o Brasil, então se os empresários acham que o uso de meia passagem está acima do razoável, que reivindiquem dos órgãos competentes o devido controle para que só pague meia quem realmente tem direito. Não é justo transferir este custo para todos os usuários do sistema.
A quantidades de ônibus é menor do que a demanda, o que leva a coletivos super-lotados nos horários de maior movimento, principalmente nas linhas que rodam nas áreas mais periféricas da cidade. Na maioria dos bairros, além de existirem poucas linhas, estas estão relativamente sucateadas. Primeiro melhorem o serviço (mas melhorem com dinheiro do próprio bolso, não com empréstimos supercamaradas e subsídios/doações do governo), depois peçam o aumento, porque pagar caro por um serviço ruim não é nada justo.

O aumento deve ser anunciado dia 14 de janeiro, mesma data do reajuste de 2008. José Amâncio defende os empresários do setor. “55% dos pagantes usam o sistema com vale transporte e 20% pagam a passagem inteira, para esses é que vai haver um impacto maior, mas infelizmente tem que ser assim, pois nós temos custos a cobrir”, afirmou.

Tudo bem que os empresários têm todo o direito de cobrir seus custos e de ter lucro. Espero que estas planilhas sejam muito bem analisadas pelas autoridades competentes e que realmente justifiquem o aumento pretendido. Não tenho muitas informações em relação aos custos das empresas de transporte coletivo, por isto tento conter as críticas, sob pena de estar sendo injusto.

Divagando, mas nem tanto

Mas não consigo tirar da cabeça, talvez por ignorância no assunto, o porquê da oportunidade de prestar o serviço de transporte alternativo dentro da capital – estou me referindo aos táxis lotação – ser tão disputado. Já usei muito a linha de lotação ‘”Eduardo Gomes / Centro” e me admira o estado de conservação de alguns dos táxis, pois existem alguns carros bem novos, e algumas histórias (ou estórias) que a gente escuta dos motoristas são do tipo: “este táxi(a licença) não é meu, pago mil reais por mês para ganhar uns trocados e sustentar minha família nele”. Ora.. um táxi deste leva no máximo 4 pessoas, percorre uma distância razoavelmente grande e ainda dá um bom dinheiro. Tento pensar nos coletivos que fazem o mesmo percurso, transportam em média 40 pessoas, muitas vezes por distâncias bem menores, muitas vezes com umas 80 pessoas dentro e não consigo imaginar como isto pode dar prejuízo, sendo que o valor cobrado é apenas 0,25 centavos menor (mesmo com o “problema” da meia), mesmo pagando mais impostos, mesmo tendo o salário do motorista e do cobrador, mesmo etc… Bom… não entendo nada de planilhas de custos de  empresas de transportes coletivos, então me perdoem se imaginei demais. Quem quiser me ajudar, é só comentar.

Vinicius AC

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *