Dueto Cultural em Aracaju: O Teatro Mágico, Naurêa, Arnaldo Antunes e Maria Scombona

17 de outubro de 2008 por Samara Kenia  

A ECCOS Eventos, através da Meugênio Produções realiza “Dueto cultural”, reunindo numa mesma noite um artista de renome nacional e uma grande atração local. O evento acontecerá em duas noites, dias 31 de outubro e 01 de novembro, o Palco do Emes vai receber O Teatro Mágico e Naurêa, Arnaldo Antunes e Maria Scombona (respectivamente).

Quem é mesmo que vai tocar?

O teatro Mágico

O Teatro Mágico (SP) é uma trupe que reúne artistas circenses, músicos e atores,  liderados por  Fernando Anitelle, com a intenção de propagar cultura com um teor de crítica social. Suas músicas permitem ao ouvinte penetrar a fuando em sua realidade e pensá-la, questioná-la, ao mesmo tempo que vivenciam um mundo de sonhos, onde a imaginação  confundida com a razão criam um fio que é o principal condutor dos pensamentos. O Teatro Mágico, seguindo a linha do primeiro cd, que promovia a idéia de que tudo era possível através da luta em prol dos ideais, dos sonhos, lança seu segundo trabalho, dessa vez com a proposta de entrar mais a fundo nos debates sobre problemas característicos de nossa sociedade, parecendo penetrar o íntimo desta realidade (mais…).

O que esperar do show?

O espetáculo do Teatro Mágico permanece em sua essência do “podemos ser quem e o que quisermos”. Envolvidos pela música descobrimos a satisfação em ser um pouco mais do que acreditamos, ou do que somos obrigados,  e nos deixarmos conduzir pelo ritmo, mergulhando num prazerozo conflito entre a realidade com o sonho.  Há pouco mais de um ano O Teatro Mágico fazia sua primeira apresentação em Aracaju, na Rua da Cultura,  o público, envolvido com a energia cantava músicas como “O anjo mais velho”, “Realejo”, “Ana e Mar”, emtre outras. Enfim, mais que chegada a hora, O Teatro Mágico retorna a Aracaju, com o “Segundo Ato“,  e se pode esperar um verdadeiro espetáculo, musical, visual, de todo modo : artístico, no qual serão apresentadas canções do novo trabalho, como “Abaçaiado”, “Pena”, Cidadão de Papelão”, e recordados alguns sucessos do álbum “Entrada Para Raros”.

Para quem conhece o trabalho do grupo, resta à ansiedade na espera do dia em que presenciarão o show incrível, um verdadeiro espetáculo que mistura música de qualidade com arte teatral e circense, representado toda forma de cultura. A quem ainda não conhece, aqui vai uma dica: acesse www.oteatromagico.mus.br, lá podem ser encontradas informações sobre a trupe, fotos, vídeos e músicas para download.

Naurêa

A Naurêa é uma banda totalmente sergipana, formada em 2001, toca um ritmo que mistura samba e baião, além de outras batidas influenciadas de diversas tendências musicais.  Naurêa tem ganhado destaque ao longo de sua história, ultrapassando as fronteiras do Estado, além de ser presença garantida nos eventos mais importantes em sua terra natal, embalando o público com canções como “Alcóol ou Acetona”, “Bomfim”, entre outras. Naurêa chegou até a Alemanha durante a Copa de 2006, num show que abriu caminho para turnês pela Europa.

O que esperar do show?

A música resultante da mistura de ritmos diversos impede que os espectadores fiquem parados. Há os que resistam, mas não por muito tempo. Há os que tentam descansar, recuperar o fôlego, mas todo mundo dança. Naurêa traz música de qualidade, muito agito e animação.

Quer saber mais, acesse: http://www.naurea.com.br, tudo sobre a banda: discografia, fotos, videos e músicas para download.

Como foi o show?

Teatro Mágico e Naurêa

Fernando Anitelli - O teatro mágico“A poesia prevalece…” Assim começa a primeira noite do Dueto Cultural, com a apresentação da Cia. circense O Teatro Mágico. “Evoca-se na sombra uma inquietude…” E vê-se agitar um público ansioso. Muita gente ainda fora do espaço pôs-se a correr agoniadamente quando ouviu o chamado. O Teatro Mágico sobe ao palco e, mesmo sem o abrir das cortinas, começa um espetáculo envolto de expectativas. Amadurecência arrepia e Abaçaiado levanta a galera mostrando nada mais nada menos do que aquilo que o grupo faz muito bem: transmitir paixão pelo que faz. As pessoas foram se aglomerando em frente ao palco e ficando juntinhos, juntinhos, “como arroz e feijão”.

O público pulava, vibrava, se soltava. Cada um assumia seu personagem, já que tudo era permitido e a ordem era curtir. Impossível não se emocionar com o coro dos fãs em todas as músicas com letrinhas na ponta da língua. “Ana e o Mar” num solo instrumental e todo mundo cantando… Lindo! O repertório não deixou a desejar e a cada canção vivia-se um momento um único e inesquecível. “A fé solúvel” fez uma fãzinha ao meu lado chorar, soluçar e tremer. Ela dizia: “Eu amo, eu amo… Não consigo me controlar!” Pergunto se alguém conseguiu. Não falo de descontrole no sentido de perder as rédeas, sim de se permitir enlouquecer um pouco, imaginar muito e se deixar levar sem reprimir. Notavelmente o público se entregou e entrou no mundo dos sonhos, da magia. As performances no tecido acrobático, no trapézio e no palco hipnotizaram algumas pessoas, encantaram todo o público. Era o teatro mágico de uma realidade que desejamos, da vida real misturada com a que imaginamos. Sucessos do álbum “Entrada para Raros” completavam o repertório do show “Segundo Ato”.

Difícil definir o ponto ‘G’ do show de TM, vai ficar por conta de cada um. Como dito anteriormente, ocorreu um verdadeiro espetáculo sonoro, visual e de contato. Estaria mentindo se dissesse que não existem palavras para descrever o show, pois as próprias palavras cantadas o definem e, utilizando algumas poucas (com exagero de fã ou não), fica assim entendido: perfeito, maravilhoso, completo, excelente, gigantesco, espetacular. Vamos finalizar os comentários sobre o Teatro Mágico assim: “Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você”, com a lembrança das palmas, do coro, da sensação coletiva de satisfação e saudade, da tristeza pelo fim misturada à alegria pela realização.

Dando continuação à noite, com a proposta de não deixar ninguém parar, Naurêa sobe ao palco trazendo a boa música que todo mundo conhece. O público não demonstrava cansaço e dançava ao som da banda que interagia com a galera, conversando e coreografando as músicas. Também foi possível se ouvir um coro do público que cantarolava as letras de “Álcool ou Acetona”, “Pra ingrês vê”, “Bomfim”.

Uma expressão que pode ser considerada marcante, retratando todas as sensações da noite: “No fim a gente ganha sim Senhor”. Acabou o evento, Naurêa foi show de Bola e no final, apesar do gostinho de quero mais e da saudade, todo mundo saiu ganhando. Satisfação é o mínimo que se espera e o muito que se ganha num evento como esse. Parabéns a organização do Dueto Cultural pelo sucesso da primeira noite.

Observações:

  • A quantidade de pessoas foi suficiente. Pouca gente, mas com energia necessária para artista nenhum colocar defeito.
  • A festa estava muito bem organizada.
  • O pessoal do Teatro Mágico, mesmo sem tempo para atender os fãs, não deixou de dar uma escapadinha rápida pra ver o Neurêa, circular pelo espaço e tirar fotos com algumas pessoas que, mesmo sabendo que o provável era que a banda partisse assim que terminasse o show, esperançosas aguardavam abrir uma fresta no aceso ao camarim, só por um tchauzinho.
  • Após o show de Naurêa tinha um pessoal reunido na área “aberta” do Emes, batendo um papo legal, tomando sua cervejinha, mas que de repente foi abordado por um segurança estupidamente grosso que disse: “Pessoal, a reunião está boa, mas tá na hora de ir embora”. Você poderia refutar: “Que mal há nisso? Ele só estava fazendo o trabalho dele”. Não reclamo do que foi dito, nem do fato de ter sido expulso, era hora de ir, a casa tinha que ser fechada. Reclamo do modo como aconteceu, essa frase pode soar simples, dita de um modo qualquer, mas a forma como o dito cujo segurança falou foi de causar indignação. Nem um “boa noite”, nem um “com licença”, quem treinou aquela criatura? Acho bom dar um jeitinho nessa educação, pois depois de um show maravilhoso não era de se esperar ser tratado daquela maneira.

Cobertura: Samara Kenia e Vinícius Castro

Arnaldo Antunes

Arnaldo Antunes (SP) atuou como vocalista e componsitor de 1982 a 1992 numa das mais importantes bandas de rock da década de 80, Titãs. É autor de grandes sucesos em parceria com seus companheiros de banda: “Bichos escrotos“, “Comida“, “Familia“, e outras mais. Depois de desintegrar o grupo continuou compondo para ele. Arnaldo Antunes partiu para a carreira solo como cantor, compositor, poeta e videasta. Lançou alguns discos e participou de projetos como a composição da trilha sonora do espetáculo “O Corpo”. Arnaldo Antunes gravou o disco Tribalistas em parceria com Marisa Monte e Carlinhos Brown. Seu mais recente trabalho, inédito, foi o cd “Saiba”, lançado em 2004. Em 2006 Arnaldo Antunes relança “Nome”, originalmente lançado em 2003, num kit composto por cd e dvd, com músicas remixadas e remausterizadas, além das letras em português, inglês e espanhol.

O que esperar do show?

Poesia, muita poesia! Arnaldo Antunes interpreta algumas canções já registradas nas vozes de outros cantores, além de sucessos conhecidos da época em que era vocalista do Titãs, como “O Pulso” e “Não vou me adaptar“.

Passe o olho em: www.arnaldoantunes.com.br, site oficial do cantor, onde se pode encontrar todo tipo de informação a respeito de sua carreira, critícas, discografia, letras de música, agenda.

Maria Scombona

Maria Scombona é uma banda tipicamente sergipana que vem ganhando espaço no âmbito musical. Rica em história e provedora de um tipo musical que envolve rock, batida funk, blues e muita regionalidade, Maria scombona vem conquistando o público através do projeto “Circuito Escolar Maria Scombona“, pelo qual a banda vem percorrendo escolas de Aracaju divulgando seu traalho e a importância da música para a sociedade. O primeiro disco, Grão, saiu em 2002.  O segundo trabalho entitulado de “Segundo“, foi lançado em 2005 e os shows da banda vem ocupando espaços pelo Brasil a fora.

O que esperar do show?

Da Maria Scombona podemos esperar muita disposição pra balançar o público que vai lotar (estou fazendo previsões) o Espaço Emes. O som que mistura blues, rock e funk não vai deixar ninguém encostado de canto.

Visite: www.mariascombona.com.br e saiba mais sobre a banda, acesse os blogs dos músicos, fique sabendo de tudo que rola com o grupo através das notícias, baixe as músicas.

Como foi o show?

Arnaldo Antunes e Maria Scombona

Pense no susto: chegar à porta do Emes e perceber um vazio que pode ser constatado também dentro do espaço. Tudo bem, melhor foi não julgar a quantidade das pessoas e sim aguardar a qualidade do que estava agendado para a noite. Maria Scombona abre o segundo dia do projeto Dueto Cultural com um show regado de muito molejo. A banda tem uma presença de palco incrível e a mistura de ritmos balança o público. A esperança era que as pessoas fossem chegando para ver o show de Arnaldo Antunes, mas minhas previsões de ver o espaço abarrotado de gente foram negadas. Nada de se abalar, tinha pouca gente sim, mas suficiente para fazer coro e vibrar com o ex-titãs subindo ao palco.

Arnaldo AntunesArnaldo Antunes fez uma apresentação espetacular, como era esperado. Quem compareceu deve ter se encantado com o misto da voz doce e da hiperatividade do cantor, que deita, rola e faz cambalhotas (literalmente), enquanto canta suavemente canções como “Se tudo pode acontecer”, “Quarto de dormir”, “Socorro”. Momento marcante do show? Todos. Cada música parece bater um preguinho que pendura um lembrete, inesquecível, e arrepia. Mas teve uma ocasião inesperada, na qual Arnaldo desce do palco e aborda os fãs com um abraço, faz pose para fotos e canta ali juntinho.

Era o fim de mais uma noite, o fim desta edição do projeto, e o começo das lembranças. Arnaldo Antunes não deixou a desejar. E pra finalizar com chave-de-ouro, Capitão Parafina e os Haoles faz um show muito bom, pena que não pude ficar até o final. O projeto Dueto Cultural foi uma iniciativa da Eccos Eventos junto com a Meugênio Produções que deve ser aplaudida de pé, pela organização do evento e pela seleção das atrações. Resta agora esperar o bis e relembrar os dois dias de festa.

Cobertura: Kelly Lucena e Samara Kenia

Data

  • 31/10 – 21h – O Teatro Mágico e Naurêa
  • 01/11 – 21h – Arnaldo antunes e Maria Scombona

Local

  • Espaço Emes – Aracaju

Atrações

  • O Teatro Mágico (SP)
  • Naurêa (SE)
  • Arnaldo Antunes (Ex-titãs)
  • Maria Scombona (SE)
  • Capitão Parafina e Haoles (BA)
  • Dj’s

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Comentários

4 Respostas para “Dueto Cultural em Aracaju: O Teatro Mágico, Naurêa, Arnaldo Antunes e Maria Scombona”
  1. Vote -1 Vote +1kelly
    disse:

    PERFEITO… relato com palavras sinceras que fazem reviver o momento e arrepiar de emoção, para quem estava presente, e aos ausentes, resta desfrutar só o gostinho do quanto foi bom, através da força da imaginação…hehehe

    eu estava láaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa… e “só enquanto eu respirar vou me lembraaaaaaaaaaaaaaaaaaa …”

  2. Vote -1 Vote +1thiago
    disse:

    Boa a idéia..pena que vai ter naurea!!
    Mas o segundo dia será legal.
    abraço

  3. Vote -1 Vote +1Mário Eugênio
    disse:

    Galera, a divulgação está muito boa mesmo, valeu a força.
    Apenas uma correção. Os ingressos estão à venda no Shopping Jardins, próximo da loja Centauro e não no Riomar, ok?
    Abraços,
    Mário

    ———-

    Obrigado pela visita. É um prazer dar uma força para um evento tão legal.
    O ponto de venda já esta correto.
    Abraços,
    AAmigos

  4. Vote -1 Vote +1Jr
    disse:

    GALERA O INGRESSO DA ODONTO FANTASY TA CARO D+++, ANTECIPADO JÁ TA R$35,00. Assim nao dá, daqui a pouco vai ser que nem em SP c/ingresso a R$50,00.